26/03/2025
Mais de 80 instrumentos de cooperação foram firmados

Brasil e Japão assinaram, nesta quarta-feira (26), em Tóquio, dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente, além de 80 instrumentos entre entidades subnacionais como empresas, bancos, universidades e institutos de pesquisas. Os dois países também anunciaram um plano de ação para revitalizar a Parceria Estratégica Global, um nível mais elevado nas relações diplomáticas estabelecidas desde 2014.
Os atos ocorreram em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba. Lula está em visita de Estado ao país asiático e, em declaração após o encontro, afirmou que as relações Brasil-Japão ganharam uma nova dimensão.
Segundo ele, serão realizados encontros periódicos entre equipes governamentais, a cada dois anos. “Isso reflete o grau de ambição do relacionamento Brasil-Japão”, afirmou.
“O Japão é um país democrático, desenvolvido do ponto de vista econômico, científico e tecnológico. O Brasil é um país que acompanha a passos largos a necessidade de se desenvolver, de investir em educação, ciência e tecnologia e em pesquisa porque temos consciência que não há possibilidade de um país crescer, se desenvolver, ficar rico, se não houver um maciço e forte investimento em educação”, disse Lula.
Para o presidente, o Brasil deve aprender com o Japão e colocar em prática os avanços que o país asiático obteve nos últimos anos. Neste sentido, ele afirmou a prioridade em “cuidar” dos 211 mil brasileiros que residem no Japão e reiterou a importância do ensino do japonês para inclusão das 30 mil crianças e adolescentes brasileiros no ensino público do país.
O primeiro-ministro Ishiba concordou que a promoção de intercâmbio pessoal é uma das bases da cooperação bilateral.
Além do plano de ação de parceria estratégica, os dois países assinaram atos sobre iniciativa para combustíveis sustentáveis e mobilidade, de integração industrial, na área de ciência, tecnologia e inovação, recuperação de terras degradadas, meio ambiente, educação, em tecnologia da informação e comunicação e inclusão digital, em redução de riscos de desastres relacionados à água e na área de saúde.
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