O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor informa:
Balanço do Idec demonstra desrespeito dos bancos às leis e ao consumidor
Após um ano de pesquisa, o Instituto constatou que os dez maiores bancos do país cumprem menos da metade do que é exigido pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas leis e resoluções que regulamentam o setor
Em consonância com a campanha da Consumers International (CI) - federação que reúne 115 entidades de defesa do consumidor de todo o mundo - “Nosso dinheiro, nossos direitos” (Our money our rights, em inglês), o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lança, esse mês, o resultado de inúmeras infrações à legislação, após um ano de pesquisa com os dez maiores bancos do país.
Para realizar o estudo, os pesquisadores do Idec mantiveram contas, por um ano, nos bancos com mais de um milhão de clientes, localizados na zona oeste da cidade de São Paulo: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco. Foram feitas movimentações financeiras básicas, com o intuito de verificar se as instituições financeiras respeitavam a legislação, amparado pelo Código de Defesa do Consumidor – CDC, resoluções do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da própria autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Decreto nº 6.523/08, que concerne aos SACs.
As sete etapas da pesquisa foram: abertura de contas; aquisição de crédito e solicitação do Custo Efetivo Total (informação do valor total da operação de crédito); liquidação antecipada do crédito contraído; conversão das contas em Serviços Essenciais; avaliação dos serviços em terminais de autoatendimento e na internet; avaliação dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs); e encerramento das contas correntes. Foram utilizadas três frentes de avaliação: práticas bancárias; análise de contratos de abertura de contas; e análise dos contratos de concessão de crédito”.
O índice médio de desempenho, das 16 práticas dos bancos avaliadas, foi de 55 %. “Isso mostra um abismo entre o discurso dos bancos e suas práticas”, afirma Ione Amorim, coordenadora da pesquisa. Real e Santander tiveram a pior marca: 38%. Leia o restante deste artigo »