MST acusa o coronel Neves de invasão e ameaça de morte

8 fev 2010 - 18:11

O MST do Paraná informa:

Ex-tenente-coronel Valdir Copetti Neves ameaça acampamento do MST

Na madruga do último sábado (06/02), cerca de 200 trabalhadores do MST reocuparam a fazenda São Francisco II, grilada pelo tenente-coronel aposentado da Polícia Militar Valdir Copetti Neves, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, no Paraná.

Após a ocupação o ex-tenente-coronel foi até o local com um grupo de seguranças, fortemente armados, ameaçando os Sem Terra de morte e disparando vários tiros por cima dos barracos. Ninguém foi atingido.

As famílias Sem Terra estão com medo, pois há grandes riscos de ataque por
parte do grupo de Neves, por se tratar de uma forte articulação entre o
ex-tenente e milícias privadas da região. Neves permanece próximo ao local
da ocupação com o grupo de homens armados, ameaçando os trabalhadores e
vigiando todos os passos das pessoas no local.

Está é a terceira vez que o MST ocupa a área, de 33 alqueires que pertence
à Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), e foi grilada
por Neves.

A área é publica, porem o ex-tenente entrou na Justiça Federal com ação de
Usucapião, que foi negado em primeira instancia, pois segundo o Código
Civil Brasileiro, as terras públicas não podem ser objetos de usucapião.
No entanto, Neves recorreu da decisão, que agora deve ser julgada pelos
Desembargadores da Justiça Federal da 4ª região em Porto Alegre.

A fazenda foi ocupada pelo MST, em agosto de 2005. Em seguida, as famílias
foram despejadas pela PM, e a área foi reocupada em maio de 2007, quando
novamente a PM despejou os Sem Terra do local.

O MST promete permanecer na área por tempo indeterminado, até que a
situação seja resolvida.

Neves é condenado por comandar milícia armada

Em dezembro de 2009, a Justiça Federal condenou o tenente-coronel Valdir
Copetti Neves a 18 anos e 8 meses de prisão além de um ano de detenção,
perda do posto na corporação e multa de R$ 20 mil no caso que ficou
conhecido como “Março Branco”. Mas como a decisão foi em primeira
instância, ele recorre da sentença em liberdade.

O coronel é acusado de chefiar uma milícia armada, formada por policiais
aposentados, contratada por fazendeiros para despejar áreas ocupadas pelos
Sem Terra na região de Ponta Grossa. A milícia praticou vários crimes,
entre tentativas de homicídio até o fornecimento de armas e drogas para
incriminar outras pessoas.

O coronel já havia sido investigado e preso em 2005 acusado de fazer parte
de uma das maiores quadrilhas de extermínio do país, também formada por
policiais militares, além de advogados e assaltantes.

Em dezembro de 2004, quando trabalhadores do MST ocuparam uma fazenda
próxima às propriedades “patrulhadas” por Neves ele começou a “investigar”
os Sem Terra. O então tenente-coronel chegou a atacar o acampamento,
tentando desocupar a terra à força. Como não conseguiu expulsar os
trabalhadores, contratou Izabel Rocha Araújo para que fizesse falsa
denúncia contra lideranças do movimento. Em seguida, Neves também planejou
– embora não tenha chegado a executar – a simulação de um acidente de
carro para “plantar” maconha no veículo de um dos líderes do acampamento,
na região.

8 Comentários para “MST acusa o coronel Neves de invasão e ameaça de morte”

  1. Alexander Diz:

    Este grilheiro é ou foi um tenente-coronel. A forma correta de se dirigir a esta pessoa é tenente- coronel, até coronel mas não tenente.

  2. jobalo Diz:

    ainda bem que o famigerado gtoverno lula esta acabando e junto gracas a deus vamos ter ordem neste pais chega de destruicao por parte dessa gente sem escrupulos e consideracao poucos querem trabalhar veja o caso do stedile nunca pegou no cabo de uma enxada a maioria so quer bbagunca tem que ter mais coronel valdir neves neles.

  3. zebeto Diz:

    cuma?

  4. STORM Diz:

    Esse MST transformou-se, com o beneplácito do governo e da justiça, numa instituição politica, sem personalidade jurídica.
    Recebem verbas até do exterior. Os principais dirigentes são grandes proprietários, moram em residências suntuosas, já amplamente divulgados pelas grandes revistas e jornais.
    Esquecem o problema dos sem-terra, invadem praças de pedágios; prédios públicos, principalmente o INCRA; fecham agências bancárias, praticam, em fim, todo tipo de terrorismo.
    Usam mulheres e crianças como escudo, quando a situação fica insustentável.
    E o TCU fiscaliza as verbas do governo federal transferidas para o MST?

  5. Pé Vermelho Diz:

    Jobalo: Nunca em tempo algum, um oprimido ou excluido conseguiu alguma coisa que não fosse à força. O latifundiário, meu caro, vai ao banco de posse duma escritura mentirosa, levanta uma grana verde para investir na fazenda que de repente vira ações, viagens, luxo. Daí, a safra não corresponde, o governo prorroga o prazo do débito e ele telefona prá concessionária mandar - nem vai lá, outra railuquis, e um jeta pro filho que passou no vestiba da UFPr tirando a vaga do filho do campeiro.

  6. lucas Diz:

    E o Jobalo deve estar agarrado no balado do Copetti a essas horas

  7. lucas Diz:

    Ops, badalo. É que eu não entendo do assunto. Quem entende de badalo é puxa-saco de grileiro. Né jobalo do badalo?

  8. Maria amelia Diz:

    Grandes sertões, grandes latifúndios, imensas plantações de monoculturas, e o que vemos em todo Brasil. Na região de Ponta Grossa não e diferente, muitos hectares de terra griladas(*O termo grilagem vem de um antigo macete dos falsificadores. Para dar aspecto de velho aos documentos criados por eles, os falsários deixavam os papéis em gavetas com insetos como o grilo. Com a ação dos animais, os papéis ganhavam a coloração amarelada com aspecto de gastos.). Alguns desses são grilados pelo ex coronel Neves, estes são de propriedade da Embrapa( A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi criada em 26 de abril de 1973. Sua missão é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura , em benefício da sociedade brasileira.). Esta area da Ebrapa e arendada pelo Ex Coronel Neves para outro fazendeiro da região, este plata no local soja.
    As perguntas que faço são simples.
    A Embrapa não deveria estar utilizando essa area para pesquisa?
    O Ex Coronel se não e dono das terras porque as arenda para putro fazendeiro?
    Quem ganha, para onde vai o dinheiro do arendamento?
    Se as terras são da Embrapa, ou seja, publicas podem ser arendadas?
    Estamos nos tempos do velho oeste, onde o coronel resolve tudo na bala?