Arquivo de jan, 2010

Wilson Martins e João Ubaldo Ribeiro

31 jan 2010

Texto de Wilson Martins sobre a obra de João Ubaldo Ribeiro, que ele classificou como um dos grandes criadores da literatura brasileira no século XX. Confiram esta pequena amostra do trabalho do grande crítico:

por Wilson Martins

João Ubaldo Ribeiro, um caso de populismo literário

João Ubaldo Ribeiro (l940-) é, antes de mais nada, a persona da vida literária por ele mesmo criada e alimentada sob as espécies de uma personalidade pitoresca e irreverente, popularesca e populista ao mesmo tempo, rebelada contra as convenções sociais e as verdades aceitas, primitivo das letras e, como na fábula de La Fontaine, ‘camponês do Danúbio’, encontrado “sempre sem camisa’, diz um dos numerosos jornalistas que o entrevistaram, “de bermudas e chinelos, sem pretensão alguma de analisar os caminhos literários ou políticos do país”. O ‘escritor sem cara de escritor’, segundo a frase hoje consagrada, era uma ‘atração turística’ na ilha baiana de Itaparica, onde residia. Ao jornalista que lhe perguntou porque “costuma dizer que não tem cara de escritor”, respondeu com evidente satisfação:

É que realmente não tenho. O brasileiro habituou-se a
associar afigura do escritor com uma aparência formal, solene.
José de Alencar, com aquela barba, aquele ar de político do
Segundo Império, tinha cara de escritor. Eu não. Um escritor
digno desse nome, na visão da maioria das pessoas, não pode
aparecer sem camisa e de bermudas, pois assim fica assemelhado
em excesso ao comum dos mortais. Afinal, ele não é igual aos
outros, não tem os problemas que nós temos, não vai ao banheiro…”
(Playboy, abril 1991)
 

Mas, no mesmo diálogo e prevenindo ilações precipitadas, reivindicava a sua condição autêntica, aparentemente desautorizada por essas aparências:

Eu me considero um verdadeiro romancista. Isso sei que sou. Que
não desonro minha profissão sei também. Não digo pela qualidade,
mas pela seriedade. Eu, de fato, sou um escritor sério-sério,
honesto e dedicado. E, de certa maneira, um herói da profissão.
Meti as caras, resolvi pagar o preço: ou vai ou racha. Confiei em
mim mesmo e na minha fidelidade a este ofício. Ficaria indignado
se alguém dissesse que não sou escritor. Sou.
Não só um escritor profissional, no sentido forte da palavra, mas um escritor que se julga investido com um “senso de missão”:
Acredito em Deus e que nós temos algo afazer no mundo. (… )
Tenho interesses variegados sobre a vida em geral, o que leva
muitos a dizerem (sic) que meus livros são completamente
diferentes entre si. Entretanto, acho que as preocupações básicas
são as mesmas. ( .. ) Religiosas, humanistas … Sei lá, preocupações
com o destino da humanidade, com a injustiça, com a
discriminação, coisas assim. Tudo isso aparece nos meus livros,
até porque foram escritos pela mesma pessoa
. Leia o restante deste artigo »

Wilson Martins, locutor de corridas de cavalos e filmes para os ouvintes da Rádio Clube

31 jan 2010

por JamurJr.

A passagem de Wilson Martins pelo rádio me foi contada pelo próprio quando iniciei pesquisas para meu livro “Sintonia Fina-Histórias do Rádio”. O nosso grande escritor e crítico literário foi dos primeiros locutores da Rádio Clube Paranaense. Na década de 40 os diretores da pioneira do rádio no Paraná decidiram que as transmissões começariam às 10 horas da manhã e terminariam ás 23h. Para cumprir esse horário curto de programação foram contratados apenas dois locutores: Loris de Souza e Wilson Martins. Sem nenhuma experiência anterior, Wilson Martins chegou ao rádio por acaso. Era estudante de Direito. Convidado por um amigo para fazer teste, foi aprovado. Tinha o que os diretores consideravam fundamental para a função: boa voz.  Loris de Souza e Wilson Martins se revezavam nos horários de locução, dividindo as 13 horas de transmissão. Ficaram famosos na época. Afinal, eram as únicas vozes ouvidas na única emissora de rádio existente em Curitiba. Marcaram tando, essas vozes no rádio, que 50 anos mais tarde, Wilson Martins, já como um dos mais brilhantes intelectuais do país, foi identificado, pela voz, na entrada de um clube na capital paranaense.  O porteiro, um cidadão de cabelos brancos e as marcas do tempo no rosto, reconheceu o seu antigo ídolo, pelo simples “boa noite” de chegada. Wilson Martins chegou a participar de transmissões de corridas de cavalo no Prado do Guabirotuba e narrar filmes diretamente do Cine Luz para seus ouvintes.

Meu mestre emprestado

31 jan 2010

por Martha Feldens
 

Quando Wilson Martins voltou ao Brasil, no início dos anos 90, foi crítico do caderno Ideias, do Jornal do Brasil. Na época, eu era a correspondente do JB em Curitiba e fui encarregada pela então editora do Ideias, Luciana Villas-Boas (que viria a tornar-se a principal executiva da editora Record) de fazer uma entrevista com o mestre. Apesar dos anos de experiência, preparei-me como uma foca para a entrevista. Sabia que entrevistaria um dos homens mais cultos que jamais conhecera. Foi bom preparar-me, mas aquele receio de fazer papel ridículo diante do entrevistado (quem é repórter sabe do que estou falando) revelou-se totalmente infundado. O mestre sabia muito, mas era um homem doce e simples, muito a fim de se fazer entender. Saiu uma entrevista bonita, cheia de provocações minhas em relação à literatura paranaense e seus autores, às quais o entrevistado não se furtou em absoluto a responder. Não teve medo de polêmica, não quis agradar por agradar, não aderiu ao elogio fácil para ficar bem com os seus pares. 

Com o tempo, fiquei quase amiga do meu “colega” de JB. Nessa época, ele ainda datilografava e enviava pelo correio a sua coluna semanal. Dispus-me a digitá-la e enviá-la não ainda por e-mail, como hoje em dia, mas por um sistema complicado que usávamos então para enviar nossas matérias para o jornal. Ele aceitou. E eu, humildemente, toda a semana buscava o artigo na portaria do prédio dele, ali na João Gualberto, perto do Mercadorama, e levava para o escritório para digitar. Lia em primeiríssima mão (antes ainda dos editores do caderno) a crítica da semana do caderno Ideias, para mim um grande privilégio. Diferentemente, porém, de seu modo de falar, professoral e didático, suas críticas eram complexas e seus textos nada simples. Mas aprendi a ler esses textos e extrair seus ensinamentos. 

O Paraná perde um dos seus mais ilustres intelectuais. E eu perco um professor que um dia tomei emprestado da minha trajetória profissional. Como jornalista, cruzei com outros mestres ilustres, mas acho que o mais ilustre deles acabo de perder.

A VIDA COMO ELA É

31 jan 2010

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Curitiba, noite de 30 de janeiro - Foto de Lina Faria

O último grande crítico literário

31 jan 2010

Entrevista de Wilson Martins a José Castelo publicada no jornal O Estado de São Paulo há 15 anos:

Jornalista se considera o último herdeiro de um padrão que se perdeu no Brasil
O paulista Wilson Martins, de 73 anos, radicado em Curitiba, pode ser considerado, sem risco de exagero, o último grande crítico literário brasileiro. Vivendo novamente em Curitiba (cidade para onde sua família mudou em 1930, quando ele tinha apenas 9 anos), ele permanece sintonizado com a produção literária brasileira contemporânea. E, acertando ou errando, continua a exibir imensa coragem intelectual, atributo que o leva a fazer afirmações contundentes como, por exemplo, a de que o romance Estorvo, de Chico Buarque, não passa de uma imitação lamentável do Zero, de Ignácio de Loyola Brandão, e a dizer que o País precisa aprender a respeitar um autor sempre desmerecido pelas publicações literárias, como Paulo Coelho.
Ele transferiu sua coluna literária do Jornal do Brasil para O Globo. O décimo-primeiro volume de seu Pontos de Vista chegou às livrarias pouco antes do Natal. Mais dois volumes, que reúnem críticas literárias publicadas na imprensa até 1994, serão lançados este ano.

Caderno 2 - Você é o último crítico literário brasileiro?

Wilson Martins - Provavelmente, sim. Eu me formei numa tradição que praticamente desapareceu, a do jornalismo literário francês. Costumam dizer, de fato, que no Brasil eu sou o último dessa raça. Deve ser verdade. Venho de um tempo em que todos os grandes jornais tinham o seu rodapé literário, cada um com seu crítico titular, com a obrigação de comentar e avaliar com regularidade a produção literária contemporânea. Esse padrão predominou, no Brasil, até os anos 50. Depois, começou a desaparecer.

Caderno 2 - Por quê?

Martins - A morte da crítica literária no Brasil é uma conseqüência do aparecimento de um novo jornalismo, infuenciado pelo estilo americano. Devo lembrar que morei quase 30 anos em Nova York e, portanto, tenho autoridade para falar do assunto. Os jornais americanos, há muito tempo, não têm mais críticos literários. Eles foram substituídos pelos resenhistas. As editoras mandam seus lançamentos diretamente para os editores dos jornais, que, sem muitos críticos, saem à procura de autores de resenhas. Hoje, exagerando um pouco, pode-se pensar que qualquer um pode escrever sobre qualquer livro. Há, é verdade, um bom número de professores universitários gabaritados que se tornaram resenhistas literários. Mas eles já não escrevem mais crítica literária. Nos EUA, se você deseja ler artigos de fôlego, deve comprar o New York Review of Books. Leia o restante deste artigo »

PARA NUNCA ESQUECER

31 jan 2010

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Foto de Lina Faria feita em dezembro de 2009 durante entrevista concedida por Wilson Martins ao jornalista Aroldo Murá para o livro “Vozes do Paraná nº 3“, que será publicado neste ano.

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Wilson Martins

Wilson Martins, adeus

31 jan 2010

Morreu Wilson Martins. O primeiro recado me pegou pelo telefone, no trânsito, sob o sol deste domingo curitibano. Era o jornalista Kico Gemael, que recebeu pelo mail um recado que, depois, ao abrir esta máquina, também recebi. Era do professor, escritor e também crítico literário Miguel Sanches Neto, autor de Wilson Martins (Editora UFPR - 1997)  e Mestre da crítica: edição comemorativa dos 80 anos do crítico literário Wilson Martins, Professor Emérito da Universidade de Nova Iorque (Imprensa Oficial do Paraná - 2001). Postado às 11h10, informava: ”Wilson Martins (1921-2010) - Morreu meu mestre e amigo Wilson Martins. Está sendo velado na capela 3, Cemitério Luterano, em Curitiba, ao lado do Estádio Couto Pereira”. Desviei um pouco a rota que traçava e fui à capela do cemitéria bem ao lado do estádio Couto Pereira e da igreja. O corpo estava lá (será cremado nesta segunda-feira). Ao lado, a mulher, Anna Schmidt Martins, poucos parentes, uma equipe da Rede Globo comandada pela repórter Ana Zimmermann. Wilson Martins foi embora ontem à noite, me informou alguém da família. Olhei e lembrei do nosso último contato, por telefone, no ano passado. Eu queria gravar uma entrevista em vídeo com este que é um dos grandes monumentos história da inteligência brasileira, título, aliás, aliás de uma das suas obras. Ele, sempre bem humorado, disse que não podia pois estava se recuperando de uma queda que lhe causara uma fratura no cotovelo. Ficamos de conversar depois. Não deu. Fiz o sinal da cruz e agradeci o fato de tê-lo conhecido pessoalmente. Pouco, mas o suficiente para o encantamento diante de uma pessoa rara. Entrevistei-o, junto com o jornalista Vanderlei Rebelo, para uma revista de nome Paraná & Companhia. Entre as centenas de pessoas com que já conversei profissionalmente, nunca me deparei com alguém que conseguisse falar com a fluidez, a pontuação, a música, o encadeamento de pensamento, a cultura e, principalmente, com as pitadas de humor e veneno na medida exata como este grande mestre. “Agora eu só leio deitado. Se o livro é ruim, eu durmo e não pego mais”, me disse naquela conversa. Na última, ao lhe confessar que lia vários livros ao mesmo tempo e comprava mais do que o tempo que talvez me resta de tempo para lê-los, ouvi do outro lado da linha: “Que bom! O que seria das nossas vidas se não fossem os livros?”. O que seria de nós, comuns mortais, seres de inteligência mediana, não fosse a felicidade de conhecer a obra imortal de pessoas como a do professor Wilson Martins? Só nos resta agradecer pela obra, agora imortal.   Leia o restante deste artigo »

Sem heróis e finais felizes

31 jan 2010

- Numa cultura indiferente até ao choque do novo, em que as notícias de hoje são passado remoto e esquecível no dia seguinte, passível apenas de ser reciclado da forma mais vil, os filmes dos anos 70 mantêm intacto seu poder de perturbar; o tempo não lhes tirou o gume, e são tão provocadores quanto o eram no dia em que foram lançados. Pense apenas em Regan enfiando o crucifixo na vagina em O Exorcista ou Travis Bile abrindo o caminho a fogo no final de Taxi Driver, dedos amputados voando em todas as direções. Os 13 anos entre Bonnie e Clyde, de 1967, e O Portal do Paraíso, em 1980 marcam a última vez em que foi realmente empolgante fazer cinema em Hollywood, a última vez em que as pessoas puderam, consistentemente, ter orgulho dos filmes que faziam, a última vez em que a comunidade como um todo encorajou a excelência e a última vez em que houve uma plateia disposta a apoiá-la integralmente.

- Foi a última vez que Hollywood produziu um bloco de filmes arriscados e de alta qualidade - em vez de uma rara e solitária obra-prima -, que eram impulsionados por seus personagens e não pela trama, que desafiavam as convenções tradicionais da narrativa, que desafiavam a tirania da correção técnica, que quebravam os tabusda linguagem e do comportamento, que ousavam ter finais infelizes. Eram filmes frequentemente sem heróis, sem romance, sem - para usar um jargão esportivo, que se tornou onipresente em Hollywood - alguém “por quem torcer”.

de Peter Biskind no livro “Como a Geração Sexo-Drogas-Rock’n'Roll salvou Hollywood

A VIDA COMO ELA É

31 jan 2010

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 Foto de Ricardo Silva

Vetos confirmados

31 jan 2010

Confirmando as informação publicada aqui pela primeira vez no dia 20 de janeiro, o governador Roberto Requião vetou as principais alterações do plano de cargos e salários do Tribunal de Contas e devolveu o projeto à Assembleia Legislativa. Os vetos podem ser derrubados em votação pelos deputados. A conferir. Segue a notícia dada pela rádio CBN de Curitiba: Leia o restante deste artigo »

Parabéns, Requião!

31 jan 2010

Nunca é tarde! Está de parabéns o governador Roberto Requião por colocar na internet e lista de servidores do Executivo com a respectiva remuneração. O exemplo deveria ser seguido pelas prefeituras e pelos poderes Legislativo e Judiciário. O motivo é simples: quem paga a conta deve saber como e para onde vai o dinheiro que paga em impostos.

Governo vai divulgar na internet a remuneração dos servidores

31 jan 2010

Da Agência Estadual de Notícias:
O Governo do Paraná passa a divulgar, a partir de segunda-feira (1.º), na internet, a lista dos servidores públicos estaduais e a remuneração de cada um deles. A lista poderá ser consultada pelo portal www.pr.gov.br, clicando em “transparência” e, depois, em “relação dos servidores ativos, cargos comissionados, direção, assessoramento e gerência”.

A relação dos nomes e dos salários foi elaborada pela Celepar a partir da folha de pagamento do funcionalismo. Assim, ela deverá ser atualizada mensalmente. Os servidores estarão listados em ordem alfabética. Ao lado do nome de cada um deles estarão descritos o cargo e a remuneração bruta (ou seja, sem os descontos de qualquer natureza). Leia o restante deste artigo »

Viva o verão!

31 jan 2010

História curitibana contada por uma mãe atônita. O filho, na praia, foi ao bar “Biruta”, no balneário Albatroz. Bonitão, sarado, adolescente, logo depois de entrar foi abordado por uma guria, que entrou de sola. “Olha, minha amiga está fazendo aniversário hoje e ela quer você de presente”. O piá não colocou um lacinho “lá” porque não tinha a fita vermelha.

A dificuldade fundamental

31 jan 2010

O Atlético Paranaense venceu o Corinthians Paranaense por 2 a 0 ontem. Os dois times têm dificuldade em lidar com a bola. No estádio Joaquim Américo, o único show garantido continua sendo o da torcida.

Impostômetro

31 jan 2010

O “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que aponta o crescimento da arrecadação de impostos estaduais, municipais e federais em janeiro, comparado ao mesmo período do ano passado, marcou na sexta-feira (29), às 9h30,  R$ 100 bilhões em impostos que os brasileiros pagam desde o primeiro dia deste ano. Em 2009, o mesmo valor foi atingido quatro dias depois, 2 de fevereiro; em 2008 a marca também foi atingida no dia 2 de fevereiro. Desde então o aumento de impostos é considerável, já que em 2005 a arrecadação de R$ 100 bi só aconteceu no dia 18 de fevereiro. Para quem quiser acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros de acordo com os Estados e Municípios, basta acessar (www.impostrometro.com.br).

O FLAGRA DE ANTEONTEM

31 jan 2010

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Em Curitiba (bairro Cristo Rei) - Foto de Gustavo Ribas

Cipoada

30 jan 2010

Lambendo e brincando, uma a uma as palavras, atento, embalado, amante – do jeito, do sestro, do desenho, sonoridade, doçura, porrada, murro, cipoada e suor particular de cada uma das palavras. (João Antônio)

O FLAGRA DE ONTEM

30 jan 2010

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Na Ilha do Mel - Fotos de Roberto Santana Gonçalves

Picler apresenta PEC da educação domiciliar

30 jan 2010

Para o debate, vai como veio:
 

O deputado Wilson Picler (PDT-PR) apresentou, na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda à Constituição 444/09 que autoriza a prática da educação domiciliar para os estudantes entre 4 e 17 anos de idade. “É necessário que o Estado regulamente o direito à educação domiciliar de tal forma que os pais ou responsáveis possam obter da autoridade competente a autorização para educar seus filhos em casa e que as crianças e jovens sejam regularmente avaliados pela rede oficial de ensino”, disse Picler. Cumpridas essas condições, argumenta Wilson Picler, “não há porque o Estado não permitir às famílias brasileiras que assim o desejarem que seus filhos ou tutelados sejam educados em casa”. Leia o restante deste artigo »

Florido

30 jan 2010

Do andarilho observador:

Na rua Almirante Tamandaré, altura do número 1440, um pequeno lava-car inovou na decoração e na publicidade do recinto. Em frente da edícula (ou office, na linguagem dos bárbaros), instalou um fusca nas cores verde e vermelho, ano mais ou menos 1970. O capô aberto, aquele em que a loira da piada buscou o motor do fusca, foi transformado em um grande vaso florido. Digno de Gurle Barx, sobrinho-neto do Burle.

Simon Taylor no elevador das pesquisas

30 jan 2010

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Vereador petista quer dados para analisar eficiência dos radares

30 jan 2010

O vereador Pedro Paulo, líder do PT na Câmara Municipal, informa que na próxima semana vai apresentar um pedido de informações oficiais sobre número e tipificação de acidentes de trânsito, multas aplicadas e valores arrecadados na cidade de Curitiba pelos radares e lombadas eletrônicas. Os radares, como se sabe, votam a multar a partir da próxima segunda-feira, por decisão da Justiça. “Temos que avaliar se os radares são mesmo responsáveis pela dminuição dos acidentes no trânsito”, justifica Paulo. ”Acho que eles não devem ser considerados os prinicipais  instrumentos na luta contra a violência no trânsito, mas sim a educação preventiva que deve ser feitas nas escolas e oo trabalho de orientação e fiscalização dos agentes de trânsito”. Para o vereador, o desligamento dos radares em Curitiba por dois meses permitirá analisar comparativamente dados sobre os acidentes ocorridos neste período com os registrados no período em que os equipamentos funcionaram normalmente.

O FLAGRA DE ONTEM

30 jan 2010

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Curitiba (Centro) - Foto de Lineu Filho

Augustinho Zucchi: “Se a aliança do PDT com o PT é anormal, a do PSDB com o PMDB é estrábica”

30 jan 2010

De Augustinho Zucchi, presidente estadual do PDT, em entrevista ao jornalista Pedro Rodrigues Neto, do Diário do Sudoeste, de Pato Branco: 

- Falar que a aliança com o PT é um caminho natural não é certo, pelo menos no Paraná, mas também não podemos tratar essa relação como anormal. Se fosse dessa forma então essa conversa do PMDB com o PSDB pode ser tratada de estrábica. Então o quadro é bem simples. Se o PT quiser compor essa aliança que se define no âmbito nacional, terá de se adequar a algumas coisas. Hoje o que eles querem é trabalhar para fazer uma cadeira no senado e eleger a Dilma presidente. O PDT não tem candidato ao Senado, muito menos a presidente. Então temos que nos unir a quem esteja disposto a trabalhar por esta eleição ao governo do estado, aceitando entre outras coisas, uma aliança muito mais ampla do que a que se pede hoje. Já o PSDB, se quiser reeditar a grande aliança, terá de aceitar a condição de manter o nome de Osmar como candidato desta aliança e ponto final. Leia o restante deste artigo »

Letra por letra

30 jan 2010

De um poderoso que acompanha letra por letra o que o governador Roberto Requião escreve no twitter: “Ele está carente, menor abandonado”.

Os que mais fumam, bebem e consomem drogas no Brasil

30 jan 2010

A quem interessar:

Hoje, sábado (30), a partir das 10h, o programa “CBN Debate” (FM 90.1) terá como tema “Consumo de álcool e drogas entre jovens”. O motivo, segundo a chamada da emissora: uma pesquisa mostrou que os jovens curitibanos são proporcionalmente os que mais fumam, bebem e consomem drogas em todo o Brasil. Qual deve ser a postura dos pais diante dessa situação? A apresentação é do jornalista Álvaro Borba, que gentilmente convidou o beque aqui, um dependente em recuperação, para participar da discussão com especialistas no assunto.

OS FLAGRAS DE ONTEM

30 jan 2010

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Curitiba (bairro Seminário) - Fotos Roberto José da Silva

HORÓSCOPO

29 jan 2010

por Zé da Silva

Capricórnio

Era uma maleta de couro já gasto. Preta. Grande. Cabia direitinho a marmita. Ao voltar do trabalho ele deixava-a em cima da mesa de madeira com pintura azul carcomida. Parecia tudo cronometrado. O garoto de barriga grande e calças curtas subia na cadeira, pega a dita, e no rádio pequeno de tela bege entrava no um programa nordestino onde o forró comia solto. O menino fechava os olhos e imitava alguém que um dia viu no circo mambembe que passou por ali, no bairro pobre, no terreno baldio, tocando a sanfona cheia de teclados. Na cabeça dele o fole que havia na maleta preta da marmita era o mesmo do instrumento que não lhe saía da lembrança, assim como o som, que era igual àquele do rádio, diário, naquele horário. E ele imitava o sanfoneiro percorrendo os dedos da mão direita no teclado e os da esquerda nos botões do baixo. O pai, sempre calado, olhava de longe. Um dia, num sábado, apareceu com um pacote e deu para o menino. Era uma pequena sanfona vermelha que encheram os olhos do garoto. Mas ele nunca tirou uma música dali. Só um amontoado de notas. O pai imaginava que o guri ia repetir o que vira muito no Nordeste, gente aprendendo de ouvido. Jamais pensou em colocar o filho numa escola de música ou contratar alguém para lhe ensinar, mesmo porque o salário sempre foi mínimo. A sanfona um dia foi parar em cima do guarda-roupa. E sumiu no tempo. O menino não pegou mais a outra sanfona, a sem teclado, a recheada de marmita de alumínio com restos de comida. Mas a música ficou para sempre nele.

Licitação da Petrobrás sob suspeita envolve agência de publicidade paranaense

29 jan 2010

Do jornal “O Estado de São Paulo“, em reportagem de Kelly Lima e Marili Ribeiro:

Licitação da Petrobrás sob suspeita
Agências de publicidade questionam vazamento da lista de vencedores em processo de R$ 250 milhões

O vazamento antecipado de informações sigilosas colocou sob suspeita a licitação para a escolha das agências publicitárias da Petrobrás, maior contrato de uma empresa pública no País, em torno dos R$ 250 milhões. Os nomes das três primeiras colocadas na primeira etapa da licitação, as agências Heads, Quê e Dentsu, foram publicados no site Propaganda & Marketing às 11h51 de ontem, mais de duas horas antes da abertura dos envelopes com as propostas, marcada para às 14 horas.

O episódio cercou o processo de desconfiança, gerando muitas críticas de membros das outras empresas concorrentes, que tiveram pontuação menor e podem pedir a suspensão da licitação. Em comunicado distribuído na noite de ontem, a Petrobrás informou que a concorrência seguirá seu curso normal, com a etapa seguinte: a avaliação da capacidade de atendimento das companhias concorrentes e a proposta comercial. Nessa primeira etapa, que vale 70 pontos, foram avaliadas as propostas técnicas. Na próxima estão em disputa os 30 pontos restantes. Leia o restante deste artigo »

Show de Antonio Nóbrega encerra a 28ª Oficina de Música de Curitiba

29 jan 2010

A Fundação Cultural de Curitiba informa:

Para fechar a extensa programação da 28ª Oficina de Música, evento que movimentou Curitiba de 10 a 31 de janeiro, o músico Antonio Nóbrega fará o show de encerramento, às 20h30, de domingo (31), no Teatro Guaíra. Reunindo músicas dos seus últimos espetáculos, Antonio Nóbrega se junta a uma excelente banda de sete versáteis músicos para apresentar um espetáculo que é uma síntese desses últimos 15 anos de atividade artística.

Cantando baiões, maracatus, frevos-canções e marchas-de-bloco, tocando na rabeca, no violino e no bandolim, choros, frevos, ponteios e outras peças instrumentais, ele vai apresentando o seu heterogêneo cancioneiro. Sua atuação não se restringe ao plano musical. Entre uma música e outra (seja cantada ou tocada), Nóbrega faz uma dança, brinca com a platéia, retratando dessa maneira em seu espetáculo o caráter abrangente e multidisciplinar de sua atividade de intérprete. Passando do épico à farsa, do sóbrio ao desmedido, do lírico ao festivo, Nóbrega vai procurando traduzir através da sua arte de brincante, como ele gosta de dizer, o temperamento e o caráter do povo brasileiro. Leia o restante deste artigo »