Para onde vão os rostos que amamos?

27 nov 2009 - 18:06

Para onde vai o canto,
depois que os lábios se fecham?
Para onde vai a prece,
depois que o coração silencia?
E os rostos que amamos
para onde vão, Senhor,
depois que nossas pupilas
se transformam em gotas de lama?
Ontem vi uma andorinha
que devia ter uns cinco milhões de anos.
Será que eu também sobreviverei
ao que restar de mim?

de Jamil Snege

2 Comentários para “Para onde vão os rostos que amamos?”

  1. Carlinhos Diz:

    Pode ser uma boa homenagem para o Luiz Carlos de Oliveira, que nos deixou ontem.
    Estivemos juntos este ano no “quarentinha” do Zezito’s.

    O ex-jogador do Atlético Paranaense, Luiz Carlos de Oliveira, que passou pelo rubro negro de 1987 a 1990, morreu no fim da tarde de ontem vítima de acidente automobilístico. Oliveira, de 42 anos, voltava de Paranaguá para Curitiba quando perdeu o controle do veículo. Ele chegou a ser levado para o hospital Cajuru, mas não resistiu e faleceu.

    O meio campista, mais conhecido como Oliveira, foi revelado pelo Atlético e fez parte do time campeão paranaense de 1988.

  2. Linguado Diz:

    REPASSANDO

    Peço a vocês que repassem este e-mail. Uma andorinha não faz verão,
    mas movimenta o céu.

    Sou G. M. M., professora do Estado nesta região, não posso me
    identificar por temer represálias.

    O Governo e a Assembléia Legislativa do Paraná não conhecem a região
    de Guaraqueçaba. É fácil provar isso.

    Que benefícios tem Guaraqueçaba por ser uma área de preservação?

    Muito pouco, quase nada. Temos uma Fundação Boticário que apenas
    mantêm o parque de mesmo nome, uma ONG (SPVS), que cuida de 26.000
    hectares para a The Nature Conservancy (um grupo de empresas
    americanas), e não investe em nenhum centavo no social, emprega
    algumas pessoas como guardas-floresta e nada mais.

    Diz-se na região que melhor seria se tivessem nascidos com
    mico-leão-dourado ou outro animal qualquer. Os Royalties que o
    município ganha não chega ao povo, mas serve para pagar os salários
    dos mais chegados ao prefeito.

    Não se pode tocar em nada, nem para matar a fome; preserva-se a caça
    mas onde fica o homem? Não há cursos profissionalizantes nem para os
    que têm renda, imagine para os que não têm? E a EMATER? É apenas um
    cadáver a espera de sepultamento.

    Venham conversar com o povo. Alcoólatras e viciados em maconha e crack
    têm muitos por aqui. A economia da região é movimentada pelos
    aposentados rurais que criam os seus netos e netas que não vêm a hora
    de cair fora da região.

    A Ausência do Governo

    Nos 90 km de péssima estrada de chão que separam o município de
    Antonina da sede do município de Guaraqueçaba não temos nenhum posto
    de saúde mantido pelo Governo do Estado, há um Posto Médico em
    Tagaçaba de Baixo (o segundo pólo mais importante a 46 km da sede
    municipal), mantido pela Igreja Batista e a Prefeitura.

    Quantos já morreram por falta de um soro antiofídico? Que eu saiba, muitos…

    Os moradores destas localidades: Cedro, Itaqui, Potinga, Tagaçaba de
    Baixo e de Cima, Serra Negra, Açungui, Bananal, Morato, Batuva e Rio
    Verde; preferem encher os Postos Médicos de Antonina. Pagam R$ 20,00
    (ida e volta), para chegar lá, quando não vão direto a Paranaguá.

    O hospital que o Governo diz estar fazendo em Guaraqueçaba está
    começando a ruir antes começar a operar.

    Não há um só centro de inclusão digital nos 90 Km de estrada, a PR
    405, que liga Antonina á Guaraqueçaba. Para piorar a situação, para
    acesso a internet os moradores da região precisam fazer uma ligação
    para o município de Antonina, o que torna o acesso discado inviável .
    É sério pessoal!

    A Extensão do Município

    O que se faz na sede não beneficia a todos os munícipes. O município é
    muito grande, além da parte territorial há inúmeras ilhas, cujos
    moradores em extrema dificuldade precisam se deslocar a sede do
    município sempre que precisam cuidar da saúde. O mesmo acontece com os
    moradores das localidades já mencionadas que estão a mais de 40 km da
    sede municipal. A Prefeitura é um verdadeiro cabide de empregos, 80 %
    da folha de pagamento é só para pagar funcionários.

    Guaraqueçaba Merece Tratamento Diferenciado

    A APPA de Guaraqueçaba merece um tratamento diferenciado. Vivemos numa
    região onde se fiscaliza o mosquito e deixa-se passar o camelo.
    Sabe-se como vai o papagaio da cara roxa e nada se sabe sobre as
    nossas crianças que andam com os pés no chão. Mais de 70% das terras
    de Gçaba são posses não legalizadas onde a maioria dos que lá
    produzem (banana, mandioca, palmeira real;), o fazem para a
    subsistência. (A estrada para o escoamento dos produtos é péssima).
    Quem quer ser produtor rural nesta região meus amigos!

    O Governo está pedindo o cadastramento no CADEPRO – Cadastro de
    Produtores Rurais, o não cadastramento fará com que os moradores da
    zona rural paguem ICMS e percam o benefício especial de zona rural.
    Numa região em que IDH é o menor do Paraná, imaginem vocês o dano
    social que isto irão causar a vida dos pobres guaraqueçabanos. O
    Governo irá roubar o direito dos pobres que vivem na zona rural e por
    isso merecem pagar luz de zona rural. Vá reinventar a roda em outro
    lugar quem criou tal idéia.

    VAMOS COLOCAR UMA CANCELA NA ENTRADA DO MUNICÍPIO E

    DECRETAR FALÊNCIA. QUEM QUISER ENTRAR VAI TER QUE PAGAR.

    VAMOS CRIAR AS FARCS DE GUARAQUEÇABA PESSOAL!!!