Caçula lá ou morte!

5 ago 2008 - 11:15

por Ge Moustaki*

O mundo assiste estarrecido uma das campanhas mais odiosas já desencadeadas contra um ser humano: algo mais ignominioso que a perseguição aos povos judeus pelos egípcios na antiguidade; mais vergonhoso que a Inquisição que dizimou grandes pensadores e até gente simples, mais perverso que a campanha para desmoralizar grandes homens como Enver Hoxha, Nicolau Ceausecu,  Hugo Chaves, o Coringa  e a potrancona Donatela Fontini. Trata-se de uma  campanha odiosa financiada pelas concessionárias de pedágio, pelas grandes fabricantes de transgênicos, pelo grande capital transnacional, pela imprensa canalha e por políticos corruptos e mesquinhos; é a campanha para tentar desmoralizar o caçulinha  Mau-little, orgulho da raça, inteligência luminosa, filósofo emérito, contabilista incomparável, um Freud dos nossos tempos. Um Stephen Hawking das nossas plagas. Tudo porque a turma mesquinha e invejosa não quer que o caçulinha do Grande Timoneiro dos Povos do Paraná ocupe uma vaguinha no Tribunal de Contas ! É de uma desfaçatez inacreditável! Essa turma abjeta quer impedir, através de chicanas jurídicas, que o jovem Iluminado exerça a sacrossanta missão de vigiar cada centavo gasto no Paraná! O jovem Mau-little nasceu para o cargo. É psicólogo sim, e daí? Quem o conhece sabe que tem múltiplos talentos. Poderia bem ser um engenheiro astrofísico ou um topógrafo interestelar, um chef de cuisine ou até Papa! Mas não. Humildemente quer apenas ficar lá, no TC,  como um monge, fazendo continhas, lendo livros contábeis embolorados e insalubres, em salas mal iluminadas como masmorras, cercado de  funcionários de aspecto  brutal e sinistro… tudo para garantir que nenhuma pataca do povo mais humilde da nossa terra seja gasto inutilmente. E tanto desprendimento a troco de quase nada: um salarinho que é uma coisiquinha, uma titiquinha, um cisco. A pequenez das pessoas nos assusta. É por essas e por  outras que nós, da Irmandade da Camisa Azul Desbotada (ONG paramilitar ecumênica religiosa-sem fins lucrativos e pacifista – criada para apoiar todas as ações do Grande Timoneiro) estamos organizando uma passeata monstro marcada para a próxima quinta-feira. Vamos reunir pelo menos 1 milhão de pessoas ( O Doático e o Moreira já garantiram pelo menos 800 mil seguidores) e vamos levar o Mau-little  até a sede do Tribunal. Ele será conduzido pela turba em uma liteira (aquelas cadeirinhas que levavam os nobres) até o tribunal e será empossado com apoio da massa! Se alguém se meter a besta e tentar impedir, nós vamos até o Tribunal de Justiça e vamos “convencer” (numa boa, sem violência, porque nós somos de paz) os juízes que é vontade do povo que o caçula  Mau-little assuma o que lhe é de direito! Se algum juiz se meter a besta nós convocamos imediatamente um tribunal popular – presidido pelo sempre operoso Doático – e  decidimos que a voz do povo é a voz do Timoneiro, ou vice-versa! Os juízes recalcitrantes podem ser condenados a  lustrar os cascos das montarias do Grande Timoneiro,  com função vitalícia, assim como a do pequeno Mau-little, o caçulinha talentoso! 

*Gerhonikhadis Mostakipopoulos, o Ge Moustaki,  é fundador da Irmandade da Camisa Azul Desbotada – ONG paramilitar de orientação dalai-lamista, criada para defender a administração do Grande Timoneiro dos Povos do Paraná. É brilhantemente assessorado pelo Doático e pelo Moreira. E se nós somos rebeldes, é porque o mundo quis assim!
 

4 Comentários para “Caçula lá ou morte!”

  1. jango Diz:

    GE:

    Ah, se fosse em Alagoas. Em Alagoas não tem disso não … Veja:

    Em decisão proferida hoje, 4 de agosto, a juíza federal substituta da 3ª Vara, Cíntia Brunetta acatou ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, e deferiu pedido de suspensão da nomeação da Deputada Cláudia Brandão ao TCE/AL.

    Em sua decisão, a magistrada entendeu não preenchidos pela parlamentar, pelo menos dois dos quatro requisitos constitucionais para o ingresso no Conselho do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, são eles: notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública e mais de dez anos de exercício de função pública ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no item anterior.

    De acordo com a juíza federal, “a forma diferenciada de arregimentação de seus Conselheiros estipulada pela Lei Maior é plenamente justificada por ser o TCE órgão fundamental à preservação do erário e ao combate à corrupção. Tratar a escolha de sua composição como algo insuscetível de controle pelo Poder Judiciário é ignorar a existência dos requisitos objetivos estipulados pelas Constituições federal e estadual e minimizar a importância e relevância da citada instituição no seio da administração pública e da sociedade em geral”.

    Segundo Cíntia Brunetta, “pela própria análise da repercussão do presente feito na imprensa, pode-se verificar que a sociedade em geral urge e exige ter ciência dos critérios de escolha dos membros do Tribunal de Contas, sob pena de acreditar que podem os administradores ter sido guiados por algo aquém do interesse público na nomeação dos conselheiros que tem o dever de zelar pela fiel gestão do erário”.

    Sem critérios

    A magistrada, assim, entendeu que a análise do currículo da parlamentar e dos documentos que instruíram o processo administrativo que culminou com sua nomeação, demonstravam ser plausível aceitar que não foram observadas as exigências de experiência profissional e notórios conhecimentos a justificar sua escolha para o Tribunal de Contas do Estado, órgão que tem entre suas muitas missões constitucionais a fiscalização e julgamento das contas dos administradores por dinheiros, bens e valores públicos.

    A Justiça Federal havia concedido ao Estado de Alagoas prazo para a apresentação dos documentos que embasaram a escolha e nomeação de Cláudia Brandão ao TCE. Porém, apesar de ter sido o prazo prorrogado duas vezes, apenas parte dos documentos foi apresentada.

    De acordo com os documentos analisados, nada conseguiu indicar o notório conhecimento exigido pela Constituição para a nomeação ao cargo de Conselheira do Tribunal de Contas estadual. As notas taquigráficas da sabatina da Deputada não existiram e, segundo se alegou, não há qualquer registro do conhecimento por ela exposto na ocasião. Assembléia e Governadoria também não comprovaram de onde aferiram a publicidade de seu saber.

    Ao tratar desse ponto, a juíza federal citou um fato extremamente grave noticiado pelos jornais da cidade na semana passada, acerca de conversas telefônicas interceptadas por ordem judicial em que dois deputados estaduais que aparentemente combinavam a sabatina para uma outra vaga ao cargo de Conselheiro do TCE, dando a entender que a candidata escolhida, Rosa Albuquerque, já conhecia previamente o teor das perguntas e respostas. “Esse tipo de suspeita abala substancialmente a credibilidade do procedimento de sabatina perante o Parlamento, confirmando o adágio popular de que tudo não passaria de um faz de conta”, afirmou.

    Cíntia Brunetta lembra que o Poder Judiciário tem o dever não só de reprimir todo comportamento da administração que apareça como frontal violação da ordem jurídica, mas, também, exercer o controle sobre qualquer comportamento administrativo que, a pretexto de exercer decisão discricionária, ultrapassa as fronteiras dela, violando, de tal forma, os ditames normativos que assinalam os limites de sua liberdade de valoração.

    Fonte: Justiça Federal

  2. Arne Saknussen Neto Diz:

    Genial! Como é que a gente faz para participar da manifestação de apoio ao Mau-little?

  3. Paulo Diz:

    Premunitórias palavras …
    Vejam no Blog do Fabio Campana que ele já está de volta, depois do Des. Vargas deixar sem efeito suas decisões ….

  4. clitorideos da silva Diz:

    Viver na masmorra, embarrotado de livros, seria algo muito penoso, será que o Mau é merecedor de tanto sofrimento. O nosso calabouço está se transformando se já não é, no Centro de blindagem do amigos, os intocáveis, o maior depósito de políticos com todas as mordomias de um Rei. Quanto esse órgão consome de verbas públicas para controlar ou vigiar as contas públicas. Certos absurdos lusitanos incompreensíveis. Se não são políticas direto são indiretos, nomeados, acobertando, maquiando, chantagiando. vida leva eu…