Padre que voava com balões some no mar
21 abr 2008 - 05:42Do G1:
Com o auxílio de pescadores, embarcações da Marinha continuam à procura do padre Adelir Antonio de Carli, de 41 anos, que está desaparecido desde domingo (20) no mar de Santa Catarina. Nascido em Realeza (PR), Carli voa para promover as ações da Pastoral Rodoviária do Paraná, que faz missa nas estradas e dá apoio espiritual aos motoristas. Neste domingo, ele levantou vôo da cidade de Paranaguá (PR) com o objetivo de bater um recorde: voar por 20 horas usando balões de festa gigantes; por isso teria escolhido o dia 20. A intenção era realizar o pouso na cidade de Dourados (MS). No entanto, o mau tempo o teria levado em direção ao mar. Pouco antes da queda, equipes de resgate fizeram contato, via celular, com Adelir, que chegou a ficar a mais de 50 Km da costa. No final da tarde, pedaços de balões foram encontrados no mar de São Francisco do Sul, Litoral Norte catarinense. Antes de deixar o solo, Carli deixou uma mensagem: “Se o padre voa para ajudar os que rodam, por que você também não pode ajudar?”. Neste momento, barcos da Capitania dos Portos vasculham o Litoral Norte de Santa Catarina.
Vôo com cautela
Em entrevista ao Fantástico, em março deste ano, o padre mostrou como se prepara para os vôos. Além de uma roupa térmica para suportar baixas temperaturas, um capacete e um pára-quedas eram usados para garantir a segurança do vôo. Segundo a reportagem, para erguer o padre e o equipamento que, juntos, pesam 200 quilos, são necessários cerca de 500 balões. Na entrevista, Carli falou sobre o vôo deste domingo. “Escolhi o dia 20 de abril porque é lua cheia e é uma alegria você poder observar e contemplar aquele luau espetacular. A noite vai ser muito clara”, previa.
21 abr 2008 - 11:33
Na matéria da Revista RPC de ontem, o padre pedia pelo celular: “Alguém me ensine a usar esse GPS”.
Como permitiram uma pessoa sair voando pendurada em balões de festa; sem ao menos saber operar um GPS? Como permitiram essa decolagem com a previsão de chuvas e tempo ruim? E se, ao invés de levar para o alto mar, os ventos colocassem os balões na rota de pouso dos aviões no Afonso Pena, a poucas milhas de distância do ponto de decolagem?
Se a RPC tinha uma equipe fazendo a matéria na missa e na decolagem do Padre, era porque eles de alguma maneira estavam apoiando o vôo cego.
Se você apoia um ato, tem responsabilidade por esse ato.
21 abr 2008 - 15:33
E o milagre da fé, onde fica? hehehe
21 abr 2008 - 17:34
O outro padre que voava era o Bartolomeu de Gusmão, mas, prudentemente, não baloneava perto do mar…
21 abr 2008 - 17:39
Alguém duvida que a RPC é católica?
22 abr 2008 - 07:54
Realmente é responsabilidade também daqueles que apoiaram um voo desse sabendo que havia uma previsao de chuva, sendo que é sempre um risco lidar com as mudanças da natureza.
não podemos esquecer que ela é a mãe
22 abr 2008 - 12:14
é necessario explicitar algo inesperado, mas que não pode ficar oculto deve ser revelado existe um vácuo nesse litoral ou seja um ponto cego, como no triangulo das bermudas
22 abr 2008 - 12:23
e está ligado diretamente ao ponto cego na amazonia, onde houve o acidente com o avião da gol. É preciso haver uma conexão entre esses episodios.