Itaipu: o Canal do Panamá paraguaio
29 fev 2008 - 12:44Marak Odama, nosso analista de campanhas, gostou de ser publicado. Disse que agora não pode nem sorver seu Jack Daniels num gole só, pois sempre tem um mala querendo receber de graça uma opinião sobre a conjuntura mundial e da província. De graça, ele, sempre diz, só para os leitores deste blog. Então, segurem:
Espertamente os paraguaios estão transformando Itaipu no grande mote da campanha eleitoral à presidência da República. Algo como o Canal do Panamá entre o Panamá e os Estados Unidos. O Paraguai tem direito a 50% da energia produzida
pela hidrelétrica. Como não tem capacidade para utilzá-la, o Brasil compra 45% desse total. Os paraguaios da oposição argumentam que o valor pago por essa energia é um miserê (uns US$ 250 milhões por ano) e o bispo Lugo (o candidato de
Requião) quer quadruplicar esse valor. Se for eleito, vai bater nisso e se o Lula repetir a tese do “coitados deles” usado com a Bolivia, o companheiro acaba cedendo.O problema, porém, é bem mais embaixo. Há um Tratado a ser respeitado e que só pode ser renegociado em 2023 (50 anos depois de assinado em 1973). Mas se é para resolver, basta dar ao Paraguai os 50% que tem direito, o que lhe causará um sério problema, por não ter linhas de transmissão , nem indústrias para
utilizar os milhões de Megawatts. E de quebra, deixar para eles pagarem a parcela que lhes cabe da dívida
de Itaipu, hoje US$ 20 bilhões. Negócio fechado.
29 fev 2008 - 14:02
É a dica do grande HT, que sabe tudo de itaipur.
29 fev 2008 - 14:15
Quando vencemos a guerra do Paraguai – e eu estava lá, em minha 15.ª encarnação, como tenente das tropas de Caxias -, deveríamos ter-lhes tomado o rio todo. Foi nosso erro diplomático no acerto de contas da guerra. O Paraguai seria nosso quintalzinho. Nossos diplomatas falharam nisso. O tratado de Itaipu é altamente favorável ao vizinho xiru.
O Paraguai entrou com o metade do rio, e só. O Brasil construiu por conta e dívida próprias a usina. Para cada engenheiro brasileiro, que do lado de cá trabalha, há um “engenheiro” paraguaio do lado de lá. Nós temos o Samek aqui, eles tem um Samek lá – este sem trabalhar.
É uma binacional muito estranha.
Os milicos brasileiros deram anéis e dedos aos milicos paraguaios num jogo geopolítico por causa da Argentina. O Brasil é poderoso, dominador. Portanto, que trate o Paraguai como ele merece. E que venha Solano Lopez nos encher o saco.
Não é dica do HT. É uma observação deste que vos fala.
Essa gente só incomoda. Que saco.
Ocupou vagas na UFPR, tirando-as de brasileiros. Trabalham aqui cheios de empáfia. Sua diplomacia é agressiva com a nossa – que sempre foi banana.
Compram nossos carros roubados aqui.
São contrabandistas.
São os vizinhos mais xaropes que poderíamos ter.
Vamos namorar o Uruguai, dar as mães à Argentina etc.
O Paraguai dá mau exemplo à Bolívia – outro morto de fome.
Tenham paciência.
Ponham-nos em seu lugar.
Entreguem-lhes, então, a energia que lhes caberia. Não saberão nem poderão nada com ela. Que vendam pra Argentina.
Romerito para a Presidência do simpático país vizinho.
Isto é política internacional.
Tenho dito!!!
29 fev 2008 - 19:49
Tens dito besteiras, ó Carnelutti. O Brasil aparece como vencedor daquele genocídio, pois foi quem restou para escrever a história. O que fizemos com a antes culta e rica nação guarani, nem toda a Itaipu seria suficiente como forma de pagamento. E ao assassinarmos covardemente até crianças e mulheres indefesas naquele episódio do qual temos mais é que nos envergonhar, pisamos o maior patrimônio de uma entidade que é o seu amor próprio, o seu orgulho, a sua soberania. Sabes tanto daquela nossa estupidez, que ignoras que até Caxias se perguntou o porquê daquela bestialidade.
6 mar 2008 - 12:36
Esqueceu esse tal de Francisco Carnelutti que existem cerca de 300.000 brasileiros morando na faixa de fronteira do Paraguai, quem é que tirou o emprego de quem nessa conjuntura? Bagunçaram toda a estrutura fundiária do país vizinho, destruindo florestas, arrasando tudo, plantando soja e expulsando os seus camponeses para a cidade, como podemos notar nas ruas de Cidade do Leste com os seus camelôs.
Hidroelétrica só se constroi onde a natureza, (esta sim impossível de improvisar), ofereça condições técnicas para construí-la, da mesma forma que os poços petrolíferos somente são instalados sobre as jazidas do óleo carburante, portanto o precioso aqui é o que Deus criou e não o que o homem improvisou.
Qual é o país que de forma vital e imperiosa precisa segurança na provisão de energia elétrica, o Paraguai?
O quintalzinho só não se concretizou porque o seu povo, após todas as barbaridades que a historia oficial não comenta, resistiu e sobreviveu.
Os automóveis roubados, que também é vergonha de toda a gente decente que vive no Paraguai, e que são a maioria, significa a troca pela qual a politica exterior brasileira se pautou, no dito “deixa que as quadrilhas de fronteira roubem os automóveis dos cidadãos comuns, afinal temos energia a preço de banana para nossas industrias”. O ideal seria que essa visão preconceituosa e ignorante fosse modificada, afinal todos os povos têm o direito a um porvir mais venturoso aos seus cidadãos, e o que é moralmente correto aqui no Brasil, também é na sociedade paraguaia.
Seria bom para todos que se deixe de furtar a riqueza do vizinho país, que é o que estamos fazendo faz mais de vinte anos de inauguração da Itaipu, e passemos a torcer por governos legítimos e democráticos, integrados pelas melhores aspirações aos povos de que se representa, acabando com o roubo de automóveis, do contrabando e do narcotráfico….
Que seja assim lá ou cá.