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Devoção a São Jorge

By Aislin Ganesha | abril 22, 2012

Lenda do dragão e da princesa

Baladas medievais contam que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuía três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.
Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando à filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Casamento de São Jorge e Sabra
Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.
O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.

De acordo com a outra versão, Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.
O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do “dragão”. Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.
Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.
O dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.

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Entre Amigas

By Aislin Ganesha | abril 16, 2012

Embora não sejam conhecidas bonecas datadas da Pré-História, provavelmente porque seriam feitas em madeira ou em couro, materiais perecíveis, na civilização babilônica conhece-se uma boneca com braços articulados feita em alabastro e também em túmulos de crianças do Antigo Egito, datáveis do período situado entre 3000 e 2000 a.C., onde foram encontradas bonecas de madeira com uma forma que se assemelha a uma espátula, possuindo uma cabeleira farta, sendo os cabelos feitos de fios de cabelo, provavelmente banhados na argila. Também se conhecem bonecas mais sofisticadas, com braços e pernas articuladas e com roupas.
Os estudiosos dividem-se quanto a que sentido atribuir à presença destes objetos nos túmulos; para alguns serviriam para que a criança brincasse com eles no mundo do Além, enquanto que outros autores argumentam que estes objetos teriam um caráter mágico, tendo sido ali colocados para trabalharem para o defunto na outra vida (uma função semelhante à das estátuas uchebti dos adultos). Na localidade de Kahun foi encontrado aquilo que se julga ser um atelier de criação de bonecas.
A prática de colocar bonecas nos túmulos das crianças também existiu na Grécia e Romas antigas. Na Grécia Antiga, fazia parte dos rituais que antecediam o casamento à entrega por parte da noiva à deusa Ártemis das suas bonecas e de outros brinquedos, simbolizando o fim da infância. Prática semelhante existia em Roma.
A criação de bonecas com objetivos comerciais estruturou-se na Alemanha do século XV, nas localidades de Nuremberga, Augsburgo e Sonneberg, onde nasceram os Dochenmacher (fabricadores de bonecas). Foi também na Alemanha que se criaram as casas de bonecas.
Paris, na mesma época que na Alemanha, também se começou a afirmar como centro de fabricação de bonecas. Nesta época, elas reproduziam o aspecto das mulheres locais e os materiais empregues eram a terracota, a madeira e o alabastro.
No século XVII, apareceram na Holanda bonecas com olhos de vidro e bonecas com perucas feitas de cabelo humano.
A época de maior esplendor na fabricação de bonecas aconteceu do século XIX até o início do século XX. Naquele tempo, as bonecas eram feitas principalmente para os adultos, pois reproduziam fielmente as figuras da corte e da sociedade. As peças eram geralmente feitas de madeira, com rosto de porcelana, e vestidas com trajes de época. Como era um produto voltado às classes mais abastadas, não tardaram a surgir roupinhas feitas por grandes costureiros e pessoas interessadas na fabricação artesanal.
Em finais do século XIX, Thomas Edison criou a ideia de uma boneca falante, que seria aproveitada por vários fabricantes para criar bonecas que recitavam orações ou cantavam.
Com o advento do cinema e desenvolvimento do desenho animado, bem como com a popularização da televisão, no século XX, pessoas e personagens passaram quase que obrigatoriamente a ter seus equivalentes em forma de boneca.

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O Édito de Nantes

By Aislin Ganesha | abril 13, 2012

O Édito de Nantes ou Edito de Nantes (português brasileiro) foi um documento histórico assinado em Nantes a 13 de abril de 1598 pelo rei da França Henrique IV. O édito concedia aos huguenotes a garantia de tolerância após 36 anos de perseguição e massacres por todo o país, com destaque para o Massacre da noite de São Bartolomeu de 1572.
Com este édito ficava estipulado que a confissão católica permanecia a religião oficial do Estado, mas era agora oferecida aos calvinistas franceses a liberdade de praticarem o seu próprio culto. Nos séculos XVI e XVII o édito ficou conhecido como “édito de pacificação
O decreto autorizava a liberdade de culto, com certos limites, aos protestantes calvinistas. A promulgação deste édito colocou fim às Guerras da Religião que assolaram a França durante o século XVI. Henrique IV, também protestante, tinha-se convertido ao catolicismo para poder subir ao trono. O primeiro artigo do édito é um artigo de anistia que coloca fim à guerra civil:
Que a memória de todos os acontecimentos ocorridos entre uns e outros depois do começo do mês de março de 1585 e durante as convulsões precedentes dos mesmos, até ao nosso advento à coroa, fiquem dissipados e assumidos como coisa não sucedida. Não será possível nem será permitido aos nossos procuradores-gerais, nem a nenhuma outra pessoa pública ou privada, em nenhuma altura, nem lugar, nem ocasião, qualquer que seja, fazer menção de tal, nem processar ou perseguir ninguém em nenhum tribunal ou jurisdição.
87 anos mais tarde, a intolerância religiosa estaria de volta. A 23 de outubro de 1685, o rei Luís XIV da França revogaria o Édito de Nantes com o Édito de Fontainebleau – contrariando a vontade do Papa Inocêncio XI e da Cúria Romana. Os huguenotes voltariam a ser perseguidos e muitos deles fugiriam para o estrangeiro: para a Prússia, para os Estados Unidos e África do Sul.

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E ao querubim que se ergue diante de Deus!

By Aislin Ganesha | março 26, 2012

Ludwig Van Beethoven  17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827

“Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava! Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou!”

Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projetada escrever um Requiem. Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente em uma vala comum (o que era o costume na época), 20.000 cidadãos vienenses enfileiraram-se nas ruas para o funeral de Beethoven, em 29 de março de 1827. Franz Schubert, que morreu no ano seguinte e foi enterrado ao lado de Beethoven, foi um dos portadores da tocha. Depois de uma missa de réquiem na igreja da Santíssima Trindade, Beethoven foi enterrado no cemitério Währing, a noroeste de Viena. Seus restos mortais foram exumados para estudo, em 1862, sendo transferidos em 1888 para o Cemitério Central de Viena.
Há controvérsias sobre a causa da morte de Beethoven, sendo citados cirrose alcoólica, sífilis, hepatite infecciosa, envenenamento, sarcoidose e doença de Whipple. Amigos e visitantes, antes e após a sua morte haviam cortado cachos de seus cabelos, alguns dos quais foram preservadas e submetidos a análises adicionais, assim como fragmentos do crânio removido durante a exumação em 1862. Algumas dessas análises têm levado a afirmações controversas de que Beethoven foi acidentalmente levado à morte por envenenamento devido a doses excessivas de chumbo à base de tratamentos administrados sob as instruções do seu médico.

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Lá vem a Bruxa rogando praga

By Aislin Ganesha | março 8, 2012



Lendo a visão futurista da Monja de Dresden e comparando com alguns acontecimentos que tenho presenciado nos últimos dias, desejo mesmo que esse planetinha sem dono exploda.
Fiz uma denúncia de um corte ilegal de um pinheiro. Pra minha surpresa, nada aconteceu.
Esquema da Secretária Municipal do Meio Ambiente? Provavelmente já que o terreno onde ficava esse pinheiro era de propriedade da certo vereador.
Se você precisar de uma poda e não tiver dinheiro para pagar o combustível do técnico despreparado para avaliar a condição da árvore, nada feito, mas se você conhecer alguém ligado a prefeitura, ou a secretária, DAÍ TUDO BEM… (a gente dá um jeitinho de burlar a Lei Federal).
Somos participantes passivos da destruição do Planeta, quando omitimos crimes contra ele e quando o dever humano fala mais alto de reagimos, somos surpreendidos pelo “jeitinho”
O pinheiro que estava em processo de desvitalização, infelizmente secou e a própria secretaria autorizou o corte. Para que denunciar? Para que investir dinheiro público num órgão que não funciona? Para que perder meu tempo denunciando? Para que alimentar minhas expectativas de que um dia isso vai mudar?
Quero mesmo é os incompetentes de plantão fiquem com um dente só e que ele doa até que a loucura de sinais de existência.
Uma cidade mal administrada, só reflete seu o povo medíocre.

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Para não dizer que eu não falei das Clássicas

By Aislin Ganesha | março 5, 2012

Frequentemente tida como opulenta, ou representante da sociedade refinada, a música clássica geralmente nunca foi popular com a sociedade proletária. No entanto, a tradicional percepção de que apenas as classes mais abastadas têm acesso e apreciam a música clássica, ou até mesmo que a música clássica representa esta sociedade de classes altas, é cada vez mais vista como incorreta, visto que diversos dos músicos clássicos em atividade têm origem na classe média e que os frequentadores de concertos e compradores de CDs do gênero não pertencem necessariamente às classes mais altas. Até mesmo no período clássico, as óperas bufas de Mozart, como Così fan tutte, eram popular entre as camadas mais comuns da sociedade.

A relação entre a música erudita e a música popular é uma questão polêmica (principalmente o valor estético de cada uma). Os adeptos da música erudita reclamam que este gênero constitui arte (e, por isso é menos vulgarizada) enquanto que a música popular é mero entretenimento (o que implica um público mais numeroso). Contudo, muitas peças musicais da chamada música pop, do rock ou outro gênero denominado “ligeiro” são, reconhecidamente, peças de elevado valor artístico (e, curiosamente, chamadas também de “clássicos”, como a música dos Beatles, Genesis, de Jacques Brel, Edith Piaf e Billie Holiday, enquanto que algumas peças de música erudita se tornam datadas, consideradas de mau gosto (consoante as épocas, podendo mais tarde ser recuperadas, ou não) ou, mesmo, tornarem-se populares, ao serem incluídas em filmes ou anúncios publicitários, por exemplo. Quase toda a gente conhece e chega a trautear algumas melodias de música erudita, mesmo sem saber quem foi o compositor. É comum, por exemplo, associar árias de ópera com momentos desportivos (no futebol, por exemplo, em que a ária “Nessun dorma” da Turandot é explorada até à exaustão).
Pode-se argumentar que a música erudita, em grande parte, mas nem sempre, tem como característica uma maior complexidade. Mais especificamente, a música erudita envolve um maior número de modulações (mudança da tónica), recorre menos à repetição de trechos substanciais da peça musical (na música popular o refrão é comum), além de recorrer a um uso mais vasto das frases musicais, que não são limitadas por uma extensão conveniente para a sua popularidade entre o público (ou seja, que permita à música “entrar no ouvido”, ou seja, na memória). Na música erudita, o minimalismo vai contra estas tendências que se acabaram de aplicar. No entanto, é normal que a música erudita permita a execução de obras mais vastas em termos de duração (variando de meia hora a três horas), usualmente divididas em partes menores (os “movimentos”). Também aqui existem exceções: as miniaturas, as bagatelas e as canções (como as de Schubert).

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A Monja de Dresden

By Aislin Ganesha | fevereiro 29, 2012

Quando Napoleão esteve à beira da morte no seu exílio em Santa Helena, comentou-se que “o grande pescador, ao apagar de sua estrela, encontrará paz e perdão entre os braços de uma santa”. A santa era provavelmente a ilha na qual morria. Ou pelo menos assim pareceu quando a singular previsão foi divulgada pelo abate austríaco Nicholas Holbne, talvez interessado politicamente em redimensionar a fama de blasfemo do imperador, grande inimigo da Igreja, ou simplesmente atraído pela tentação de fazer-se passar por vidente.
Mas provou-se que a profecia não era sua, e sim de uma freira que viveu um século antes em um convento perto do rio Elba e que ali morreu bem jovem, em 1706, à idade de 26 anos. Dela não se conhecia generalidades nem origens, salvo que nascera em Dresden e de que se tratava de uma moça de condição muito humilde, chamada por uma voz celeste para transcrever mensagens divinas para os poderosos da terra. A essa ordem ela havia obedecido com zelo, enviando relatórios circunstanciais das próprias visões a papas e monarcas, tanto em latim como em alemão, mesmo sendo semi analfabeta.
Deduz-se que tenha sido ela a santa entre cujos braços morria o imperador, arrependido de seus pecados, visto que ela havia prenunciado sua convenção.
Pouco importa qual fosse a realidade dessa profecia, e se devemos entender por Santa Helena ou a piedosa virgem que previa o evento com mais de um século de antecedência. O que importa é que pela ressonância mundial da morte de Napoleão, acrescida pelos boatos de uma reconciliação com a Igreja, criou-se em torno da anônima monja de Dresden uma aura de curiosidade intrigante, que envolvem não apenas padres e ocultistas, mas também historiadores de visão aberta, interessado em estudar o caso sob a ótica cientificam, como exigia à cultura racionalista da época.
As pesquisas levaram à descoberta de trinta cartas, resíduo de uma correspondência bem mais vasta, da qual foi possível extrair espantosas considerações sobre o nível cultural da autora, que, se realmente inculta – no limite do analfabetismo, como as notícias recolhidas em ambiente religioso deixavam supor –, devia efetivamente tê-las escrito em um estado de transe muito similar àquela condição de vidência extática que os crentes chamam de inspiração divina.
A coisa mais surpreendente nas profecias da monja de Dresden é que elas correspondem a um esquema totalmente análogo àquele elaborado ao fim do século Xll por Joaquim da Fiore, o abade, “dotado de espírito profético” que causara tanta impressão em Dante Alighieri e em outros grandes espíritos medievais, com a sua escatologia sistemática, perfeitamente enquadrada em evangélica filosofia do fim do mundo. Até ela que não havia provavelmente aprendido a ler nem muito menos compreender o Comentário do Apocalipse e outros escritos proféticos do cisterciense Joaquim, além de outros banidos pelos teólogos, divide o arco da história em três tempos. “três milênios dedicados ao Eterno”. Ela também coloca cada um desses períodos sob a influência de uma figura da Trindade. E fixa a data do juízo final nos últimos tempos do terceiro. Prevê que o fim do mundo se consumará no de 3033, calculando o tempo a partir do sacrifício (a Redenção) antes do nascimento de Cristo.

“Passou o milênio do Pai. Aqueles que estamos vivendo é o milênio Filho. O terceiro e último será o milênio do Espírito Santo. Depois virá a inquietação da Terra”.

A monja diz “ depois virá”, mas na mesma carta se lê que essa “inquietação” (da terra e dos povos: turbatio terrae et turbatio gentis terá inicio com vários séculos antes de antecedência do fim dos tempos e aumentará em dolorosa sintonia com a degradação da humanidade, até manifestar-se na sua extrema potência na data prevista. Já em 2413, diz a Voz que inspira a vidente, deverá considerar-se “abençoado o homem que jaz agora sob a terra” Horrores espantosos lhe serão poupados, uma vez que a partir daquele ano “muitas terras serão convulsionadas [...] e onde navegavam barcos caminharão os carros, e onde andavam  os carros e agitarão as ondas do mar”.
E isso “será só o início”, sublinha a Voz, porque inquietações sucessivas ocorrerão em 2419, em 2483, em 2490, em 2516, em 2526. Assim sucessivamente, a intervalos regulares e breves, até 2953, quando se dará o último abalo antes daquele final.
Franco Cuomo

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Bruxa de Endor

By Aislin Ganesha | setembro 20, 2011

A chamada Bruxa de Endor é um personagem bíblico do Antigo Testamento (1 Samuel 28:7-25). Constitui-se numa necromante consultada pelo rei Saul quando este deseja comunicar-se com o espírito de Samuel.
No texto bíblico, a profecia do espírito de Samuel é basicamente uma repetição das palavras do próprio Samuel, quando ainda estava vivo, em 1 Samuel 15. A única informação nova é a nova profecia de que Saul vai morrer “amanhã”. Há que considerar que, se os eventos dos capítulos 1 Samuel 28-31 estão em ordem cronológica, Saul não morreu no dia seguinte e sim após três dias, de modo a permitir o movimento das tropas de Davi para chegar a Ziclague “no terceiro dia” (1 Samuel 30:1).
Na Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento, a frase “uma mulher com um espírito” (I Samuel 28:7) é traduzida como “um ventríloquo.” Consequentemente, Orígenes declarou que a voz do fantasma era de fato a voz da mulher.

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Lugares assombrados do Japão

By Aislin Ganesha | setembro 14, 2011

Base Naval de Atsugi

Localizada há duas horas ao sul de Tóquio, a Base Naval Atsugi tem um passado secreto, que inclui o fato de que era uma Base dos aviões U-2 da CIA, e abrigou o U-2 que voou sobre a Rússia, pilotado por Gary Powers na década de 1960. Em 1957, Lee Harvey Oswald, o assassino de John F. Kennedy, estava estacionado em Atsugi como operador de radar da Marinha.
É dito que o espírito de um jovem que vaga sem rumo de sala em sala assombra a base naval. Acredita-se que ele é o fantasma de um jovem marine que foi morto em um acidente de carro na década de 1960.
Atsugi: O hangar da Baía
Localizado do outro lado da base naval, o hangar está sobre um mais antigo que era usado pelos pilotos Kamikaze do Japão imperial.
Aqui, muitos pilotos se mataram depois da rendição final do Japão para as forças aliadas. Diz-se que as portas batem e olhos vermelhos fantasmagóricos flutuam.
sobrenatural.org

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Cuide da Terra

By Aislin Ganesha | setembro 13, 2011


Chegou o momento em que devemos nos compadecer pela terra. Agora é o tempo final. Por trás da seca, da escassez; há feridas… Nós chegamos, nos adaptamos e sugamos a alma da terra, os seus recursos; a poluímos com nossas faltas de cuidado… Nós ignoramos a fonte da vida, a graça de estarmos em pé, manifestando a extensão da origem. Agora é o ultimo suspiro, a última medida do tempo que nós conhecemos. Haverá dor e sofrimento multiplicados por nossos martírios se a terra não for preservada. A grande mãe precisa dos cuidados que as faça ressuscitar ou definharemos juntos com ela nos últimos dias de suspiro. Cuide bem de quem te cuida… Com o amor que você tem. Com tudo que pode… Com devoção. Cuide da terra.
Adriano Says

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