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Primeiro debate em Curitiba mostra candidatos moderados

Ataques foram poucos e sem muita gravidade

A TV Bandeirantes realizou na noite desta segunda-feira (22) o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Curitiba. Os nove concorrentes participaram do programa que teve mais de duas horas e meia de duração. O confronto foi ameno, talvez por ser ainda início de campanha.

Candidato à reeleição, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) tendia a ser o alvo principal dos seus oito adversários. Mas Rafael Greca (PMN), Requião Filho (PMDB), Ney Leprevost (PSD), Maria Victória (PP), Tadeu Veneri (PT), Professor Ademar (Pros) e Afonso Rangel (PRP) foram cautelosos nos ataques, preferindo, em muitos momentos, discutir, mesmo que genericamente, propostas para a cidade, principalmente nas áreas de educação, saúde, segurança pública e transporte coletivo.

A exceção foi Xênia Mello (PSOL) que, no entanto, não focou suas críticas apenas ao atual prefeito, atirando em todos os adversários a ponto de gerar pedido de direito de respostas de sete dos outros oito participantes do debate quando declarou ser a única candidata que não estava envolvida na Lava Jato, por conta dos partidos a que seus adversários disputam a eleição serem citados nas investigações da Polícia Federal. Xênia ainda criticou Fruet pelo fechamento de vagas em creches e constrangeu Maria Victória ao perguntar sobre políticas para a população LGBT. A candidata do PP desviou do assunto e não respondeu à pergunta.

Além da questão da creche, Fruet ainda teve que se explicar sobre o não cumprimento da promessa de investimento mínimo de 30% do orçamento em educação, sobre a dívida da prefeitura e sobre o impasse na questão do transporte público, com o elevado valor da tarifa, a desintegração do transporte com a Região Metropolitana e a manutenção dos atuais contratos de concessão apesar de o Tribunal de Contas do Estado e a CPI do Transporte Público terem apontado uma série de irregularidades. O prefeito respondeu a todas essas questões citando as dificuldades financeiras que herdou da gestão anterior, de Luciano Ducci (PSB), o cenário de crise econômica que o país atravessa e o abandono da cidade pelo governo do Estado. Fruet argumentou que, mesmo neste quadro, Curitiba melhorou seus indicadores e caminha para cumprir tais promessas. “Então você está prometendo para um próximo mandato o que não cumpriu neste”, alfinetou Tadeu Veneri.

Mais os ataques não se concentraram em Fruet. O prefeito dividiu a mira dos adversários com o ex-prefeito Rafael Greca, líder nas pesquisas de intenção de votos. A aliança do candidato do PMN com o governador Beto Richa (PSDB) foi bastante explorada por Fruet, Requião Filho, Ney Leprevost e Tadeu Veneri. O episódio do 29 de abril do ano passado, quando a Polícia Militar feriu mais de 300 professores em uma ação para conter uma manifestação da categoria foi lembrada pelos adversários de Greca. Requião Filho, do PMDB ao qual Greca era filiado até o ano passado, foi um dos mais críticos. “O Rafael que abriu as portas da Assembleia para os professores deve estar constrangido em ter o governador Beto Richa indicando seu vice”, disse.

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