Produtora planeja exibir atrizes de filmes adultos por até US$ 6 o minuto
Não demorou muito para que a indústria de entretenimento adulto notasse o potencial do recurso de videoconferência presente no iPhone 4. Lançado há menos de três meses, o smartphone da Apple – aliado ao recurso FaceTime – tornou-se a principal ferramenta de trabalho no segmento de conteúdo adulto por videochat. O FaceTime só funciona entre iPhones e o local, necessariamente, deve ter uma conexão à internet sem fio.
Com mais de três milhões de iPhones 4 já vendidos, a indústria pornográfica seleciona cada vez mais modelos, muitas vezes através de anúncios publicados no Craigslist, para serviços de videochat eróticos. Os novos funcionários ganham seu próprio smartphone para iniciar o trabalho.
“Um telefone é algo muito íntimo; você geralmente não o empresta nem deixa outra pessoa usá-lo”, disse Quentin Boyer, porta-voz da Pink Visual, empresa de especializada em conteúdo adulto que tem planos de vender sessões de atrizes pornô por preços que devem variar entre US$ 5 e US$ 6 o minuto.
Segundo Boyer, a Pink Visual começou a planejar os serviços de videochat para o iPhone 4 tão logo o aparelho chegou às lojas, e acredita que eles estejam disponíveis ao consumidor em algumas semanas, com pagamento via cartão de crédito.
A audiência por serviços de webcam é crescente, assim como o exibicionismo on-line, dado o sucesso de serviços como o do site Chatroulette, que permite que pessoas se conectem aleatoriamente a outros usuários da internet.
Smartphones concorrentes do iPhone também contam com recurso de videochat, mas a Apple sempre se mostrou avessa a conteúdos considerados pela companhia como “inadequados” e “impróprios” – que geralmente não costumam ser aceitos para figurar no iTunes.
Pais e educadores temem que o FaceTime possa facilitar o contato de crianças com material pornográfico ou pedófilos.
Ao comentar o surgimento de serviços adultos para o iPhone 4, a Apple ressaltou que as pessoas podem escolher com quem conversar, assim como para quem fazem chamadas regulares, e os pais podem desativar o recurso FaceTime.
Especialistas acreditam, no entanto, que seria melhor se os pais pudessem criar uma lista “segura” de pessoas que possam receber chamadas de seus filhos.

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