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Manifestantes invadem a Assembleia

Estudantes e sem-terra reivindicam afastamento da mesa-diretora




A Assembleia Legislativa do Paraná foi invadida por cerca de 700 estudantes, sindicalistas e sem-terras, na manhã desta quarta-feira (14). Os manifestantes estavam reunidos na praça Santos Andrade, desde as 9h30, e seguiram em passeata até a Assembleia. No caminho eles protocolaram uma carta com reivindicações referentes às denúncias da Casa no Ministério Público (MP) e outra no Tribunal de Contas (TC).

 
Eles deveriam fazer o mesmo na Assembleia, mas quando a manifestação chegou até lá os portões estavam fechados. “Essa é a terceira vez que o movimento foi recebido com portões trancados, porém não tínhamos a intenção de invadir o local. A invasão só ocorreu porque um estudante foi agredido por um policial”, explica o vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Adriano Matos.


Os protestantes derrubaram um dos portões da Assembleia e invadiram os corredores do prédio gritando algumas das reivindicações e até o hino nacional. O objetivo deles era entregar a carta diretamente ao presidente da Casa, deputado Nelson Justos (DEM), mas conseguiram apenas protocolar o documento. Além do portão, aparentemente os estudantes não quebraram mais nada e deixaram o local pacificamente. 


Na carta, os manifestantes pedem a exoneração dos funcionários comissionados, o ressarcimento aos cofres públicos dos salários pagos aos “fantasmas”, uma auditoria para analisar os últimos 10 anos da Assembleia e o afastamento imediato da mesa-diretora, em especial do presidente da Casa.


Nelson Justus afirmou que o documento protocolado vai ser respondido, mas que eles não podem tolerar exageros com agressão a funcionários e derrubada de portões. “Eu fico pensando onde é que nós erramos? Será que se nós não tivéssemos iniciado o processo de transparência isso teria acontecido?”, ironiza Justus falando sobre as medidas que já foram tomadas pela Casa após as denúncias. No entanto, o vice-presidente da UNE nega que os participantes tenham agredido alguém. “Alguns funcionários até manifestaram apoio ao movimento”, diz.  


Para o deputado Ney Leprevost (PP) um erro não justifica o outro. “Os manifestantes não tem o direito de invadir a Casa, as pessoas tem que confiar nas investigações dos órgãos competentes e esperar que os culpados sejam punidos”, opina. Justus acredita que a atual gestão está corrigindo a história da Casa, que vem acumulando erros, assumindo o compromisso de concertá-los.  “Nos meus 62 anos de dia, 5º mandato e 25 anos de vida pública nunca passei por um momento como este que a Assembleia passa agora”, declarou.



Ele explicou ainda que o recadastramento não é garantia de que o servidor vai ser recontratado para o quadro de funcionários e que ele mesmo teve que exonerar servidores do próprio gabinete porque possuía mais funcionários do que o permitido, que é de 15 trabalhadores. “Falta muito pouco para atingirmos a grau de transparência que todos nós precisamos. O mês de maio muda a Assembleia definitivamente”, garante.


O protesto contou com a participação da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), a União Paranaense dos Estudantes (UPE), a União Nacional dos Estudantes (UNE), Central Única dos Trabalhadores (CUT), outras agremiações, e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Nas próximas duas semanas, novas manifestações devem ocorrer para dar continuidade ao protesto.


Reportagem Daiane Rosa
Fotos Rafael Nogarolli

 

Comentarios (6)add comment

PETE said:

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EU TAVA LÁ... FAZENDO? .. NÃO SEI!
MAS A GENTE GANHO UM PAPEL ASSINADO!! /o/
 
abril 14, 2010
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vudu said:

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Se não houvessem larapios dentro desta que era prá ser uma casa honrada, não teria acontecido esses danos ao patrimonio público. Que a imagem destes rapinadores do Erário seja danada prá que o povo saiba em quem votar e não haja mais dano ao patrimonio.
 
abril 15, 2010
Votes: +0

regina russ said:

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Que vandalismo grotesco foi o protesto dessas pessoas. Nem me atrevo a chamá-los de "estudantes", pois quem frequenta escola deveria ter uma mínima noção de cidadania e não depredar o patrimônio público, assim como não invadir a Casa de Leis do Paraná como fizeram. Estão revoltados? Sim, todos nós estamos revoltados e perplexos com tanta corrupção na AL, mas as manifestações dessa natureza têm que ter um limite. Agiram como uma turba de degenerados e, pelo que vimos, dá para entender que não agiram sozinhos, estavam garantidos por uma boa retaguarda. Política é assim, o brasileiro não é mais tolo em acreditar que aqueles jovens são patriotas, já que provaram não saber o que é civismo. Se esse é o modelo de estudante do Paraná, juro que estou decepcionada. O que farão na vida pessoal ou profissional qdo. tiverem os revezes pelos quais todos nós, os adultos já passamos? Meus dois filhos são formados pela Universidade Federal do Paraná, participaram de movimentos estudantís, fizeram oposição, mas se tivessem tido um comportamento similar ao de ontem na AL, garanto que eu ou o pai deles lhes daríamos uma bela reprimenda. Não dá para aplaudir o que vimos, sob pena de jogarmos fora todos os princípios éticos que norteiam a vida em sociedade. Aquilo era um bando descontrolado e sem lei. Que pena.
 
abril 15, 2010
Votes: +0

Igor Henrique Mihockiy said:

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Os portões da AL (como chama nossa amiga do comentário anterior), não deveriam estar fechados. Locais como este devem sempre estar abertos ao povo.
Sou ESTUDANTE e acredito que devemos sim protestar para que a coisa ande como deve!
Enquanto ao Deputado Nelson Justus, eu questiono: Qual é sua participação nesse esquema todo?
 
abril 15, 2010
Votes: +1

regina russ - Curitiba said:

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Que ingenuidade dessas crianças e adolescentes que acreditam ser um protesto estudantil. Pensem bem: este é um ano de eleições, procurem os líderes daquele protesto que vc vão descobrir que participaram do oab-oba para fins políticos, para favorecer um candidato ou um partido. Alguém ou um grupo está levando vantagem nisso!
 
abril 16, 2010
Votes: +0

Charles said:

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Caros companheiros estudantes, dos sindicatos e dos movimentos sociais, esse Estado e esse País só mudará, quando as pessoas sairem do comodismo ,da ipocresia de achar que tudo isso é normal , não vai mudar e irem para as ruas manifestarem suas indignações. Precisamos sim, lutar, manifestar e opinar em um país corrompido e acomodado pelas idéias de civismo, prefiro colocar na prática minha indignação ao permanecer com a venda cìvica nos olhos. Não deixem as críticas sem conhecimento de causa e influenciadas pelo sistema capitalista abalarem seus ideais. Quem não estava lá, não sabe o que de fato ocorreu, apenas tem o olhar da impresa, tiram conclusões influenciadas e acreditam que isso é civismo. Abraços do pessoal aqui de Quedas do Iguaçu...
 
abril 19, 2010
Votes: +0

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