Dica de última hora para o Natal

23 de dezembro de 2011

(por Eduardo Correa) Com a correria que foi este fim de ano, ficamos devendo dicas para as festas. De qualquer forma, não poderia passar o Natal sem recomentar um panetone muito diferente que eu experimentei e que vale a pena para a ceia ou para dar de presente mesmo. Na verdade nunca dei bola para o tal do panetone porque não sou fã de frutas cristalizadas, mas aí apareceram as versões com gotas de chocolate e trufa. A coisa, que já estava boa, ficou melhor ainda depois que eu conheci a variação da Amor aos Pedaços, panetone com brigadeiro. O melhor de tudo é que ele vem “desmontado”, sem recheio e cobertura. Na embalagem vem a massa assada, macia e muito saborosa. Para quem gosta de um bolinho simples para acompanhar o café, ótimo. E o brigadeiro, onde fica? Bem, o brigadeiro vem em uma bisnagona, destas de confeiteiro. Cada um pode rechear e cobrir da forma que bem entender. Vem ainda com uma espátula para espalhar a cobertura e um pacotinho de chocolate granulado.

 
Panetone com brigadeiro

Tentei tirar uma foto mostrando como ele vem dentro da embalagem, mas como abri no trabalho, não deu tempo e os colegas logo atacaram. Vi no site que também tem a versão bicho de pé, aquele brigadeiro rosa. Em Curitiba a Amor aos Pedaços fica na ala nova no ParkShopping Barigui. O site é www.amoraospedacos.com.br.

Vivere Parvo e cultivo de ostras em Cabaraquara

1 de dezembro de 2011

(por Paulo Motta) Já estava sentindo falta de aparecer por aqui e confesso que por pouco não volto mais. Devo dizer que tem horas na vida em que a gente precisa dar um tempo e deixar os compromissos de lado. Juro, estava sentindo falta de sentar à mesa como uma pessoa qualquer, que simplesmente tem fome e quer comer. Uma refeição sem fotos, sem críticas e avaliações. Mas eis que um dia a câmera fotográfica volta a percorrer os lugares e a vontade de escrever aparece novamente. Nesse tempo, tive muitas horas felizes ao redor da mesa, e algumas delas foram no Vivere Parvo, um bistrô em meio à mata atlântica na comunidade de Cabaraquara, região de cultivo de ostras entre Matinhos e Guaratuba.  

 

Vista da baía de Guaratuba com a cidade ao fundo

Partindo de Matinhos, é só seguir pela avenida principal e ir em direção ao ferry-boat. Fique sempre à direita para desviar da bilheteria e da fila para a balsa. Então, siga alguns quilômetros pela estradinha que leva ao Iate Clube Caiobá e logo em frente à comunidade de Cabaraquara. O Eduardo já conhecia a região, pois fez uma matéria em 2009 mostrando o trabalho dos criadores de ostra. O que ele não sabia é que o Vivere Parvo era um bistrô com cozinha de primeira qualidade, sempre movimentado, e com delícias que só provando para descrever.

Um pouco de Mata atlântica pelo caminho

Vivere Parvo

Vivere Parvo significa “viver tranquilo, viver com pouco”, mas apesar da modéstia do nome, o local é para quem gosta de um exagero de sabor e fartura de comida. Sem falar na vista das montanhas cobertas pela mata atlântica e da baía de Guaratuba.   

 

Ambiente rústico com vista para a Baía de Guaratuba

Ostras: do mar para a mesa

O cultivo de ostras fica a poucos metros do restaurante, então assim que saem do mar, as conchinhas chegam à mesa. O cardápio tem opções in natura e gratinadas, uma combinação de sabores melhor que a outra. Uma opção que chamou a atenção foi a caipirostra, servida in natura com cachaça artesanal e raspas de limão (R$ 30,00 com doze unidades). Praticamente uma caipirinha comestível.

Casquinha de camarão (R$ 9,00) para começar o trabalho

Ostras gratinadas com provolone, pomodoro e basílico (R$ 30,00 com doze unidades)

O cardápio não chega a ser grande, mas parece gigante para quem tem fome de tudo. No primeiro dia, provamos a ostra à provençal, assadas com alho, azeite e ervas finas e a ostra gratinada com provolone, pomodoro e basílico, que ficou bonitona na foto. As porções com 12 unidades variam entre R$ 28 e R$ 32,00. Barato não é, mas nem se compara com o custo em Curitiba. 

Moqueca de peixe e camarão com farofa de dendê, pirão e arroz (R$ 74,00)

No primeiro dia, a moqueca já tinha chamado a atenção, mas era impossível provar tudo de uma vez. Não tivemos dúvida, ficamos num hotel ali perto e voltamos no dia seguinte para provar mais opções. Espetacular a casquinha de camarão (R$ 9,00) e a de siri (R$ 9,00), servidas numa porção razoável mas que deixa gostinho de quero mais de tão boa que é.

Capricho na preparação e no sabor

A moqueca, por R$ 74,00, leva em torno de 45 minutos pra ficar pronta e é feita com postas de cação e camarões rosa bem graúdos. O tempero não leva coentro, que eu gosto, mas mesmo assim é de comer rezando. Acompanha arroz branco, farofa de dendê bem caprichada e um pirão sensacional. Embora seja um prato para dois, serve bem três pessoas. Outros pratos que nos deixaram babando a cada vez que passavam: linguado à belle muniere, salmão com molho de maracujá e porção de camarão frito. Era muita gula tentar provar tudo, mas não vai faltar oportunidade. 

Aliás, jamais imaginaria comer tão bem num restaurante desconhecido e num local improvável em meio à mata atlântica. Mas essa é a prova de que vale a pena deixar o preconceito de lado e fugir dos lugares da moda, seja para descobrir um lugar novo ou para para provar a melhor comida que existe. O Vivere Parvo fica na Estrada do Cabaraquara, em Matinhos – PR. O telefone é o (0xx)41 3473-2121.

Armazém Dom Carmino

6 de outubro de 2011

(por Paulo Motta) Quando recebo uma dica de leitor sobre algum lugar bacana ou com um prato daqueles tipo imperdíveis, fico me mordendo de curiosidade até conseguir um tempo livre para colocar a câmera no bolso e seguir o rumo da indicação. Foi assim com o Armazém Dom Carmino, sugestão do leitor Alexandre Camargo. Demorou mas fui conhecer e compartilho a dica.

A casa antiga fica na esquina da Rua Jacarezinho com a Cândido Hartman, nas Mercês, e parece ter sido reformada para abrigar a pizzaria. Na parte de baixo o ambiente é mais bacana, com uma adega grande e paredes em pedra. Na parte de cima, é possível ter uma vista privilegiada do forno à lenha onde são preparadas as redondas. Impossível não se empolgar com o entra e sai de tantas pizzas daquele forno.

Para começar, provei a mellanzana sorrentina (R$ 17,00), que foi o prato sugerido pelo leitor Alexandre Camargo. Como bom viciado em berinjela, aprovei a receita. Fatias finas de berinjela grelhadas imersas num delicioso molho vermelho e cobertas com mussarela. Pude ver que o prato é finalizado no forno à lenha e o resultado é uma perdição. Serve bem duas pessoas e acompanha um disco de massa que lembra uma focaccia, mas tem uma textura diferente e bem interessante. Bom começo.

 O cardápio de pizzas é enxuto – poucas opções, divididas entre as pizzas da casa e as tradicionais, mas todas apetitosas. O pedido foi meia Boscaiola (mussarela, linguiça toscana moída e champignon refogado) e meia Braz (abobrinhas fatiadas e refogadas no azeite com mussarela e parmesão), por R$ 32,00 no tamanho grande.

Quando a pizza chegou, a primeira coisa que me impressionou foi a “fotografia”: bordas crocantes e bem douradas, recheio farto e uma aparência muito boa.

Contrariando a regra de que o bonito nem sempre é gostoso, aprovei a pizza também: massa fina, recheio farto e o mesmo molho de tomates delicioso que havia me conquistado na entrada. Para ficar melhor ainda, acho que a versão com abobrinha poderia ter um tiquinho menos de queijo, pois lá pelas tantas ficou enjoativa. Vi que a pizzaria abriu uma segunda unidade no Cabral, mais perto de casa. Agora preciso testar para ver se a qualidade é a mesma. A conta – incluindo uma taça de vinho chileno – ficou em R$ 63,80.

O Armazém Dom Carmino fica na Rua Jacarezinho, 21, nas Mercês. Funciona de segunda a domingo das 18h30 às 23h30. A loja do Cabral fica na Av. Nossa Senhora da Luz, 750. O site é o http://www.domcarmino.com.br/

Gelatos italianos na Rose Petenucci

4 de outubro de 2011

(por Paulo Motta) Já postei aqui sobre a primeira loja da Rose Petenucci, que fica numa charmosa casa no bairro Pilarzinho. O lugar é uma perdição para quem gosta de doces e mesmo com a abertura de outras lojas pela cidade, acho a ”original” a mais interessante de todas. Quando soube que também estavam fabricando sorvetes, achei que era hora de voltar para conferir.

Quero um deck desses lá em casa

A área externa ganhou mais mesas desde a última vez que estive lá. O deck é um convite para sentar, provar muitos chocolates e aproveitar a calmaria da rua residencial no meio do bairro.

Senta e pede um café  

Logo na entrada da loja, um balcão transforma o espaço em café. É possível provar empadinhas (pareciam bem apetitosas) e também mini tortas e cupcakes. A carta de bebidas tem cafés especiais e chás, inclusive com infusão de ervas frescas colhidas na horta. Chique né.

Gelatos artesanais

E lá nos fundos da loja, ao lado da vitrine de trufas e bombons, um pequeno refrigerador armazena as cubas com sorvete no estilo italiano. Apesar da pouca variedade, as opções agradam: chocolate italiano com laranja, iogurte com amarena, tiramissu, nozes, morango e coco, entre outras. O atendimento é simpático e dá vontade de ficar provando todos os sabores. Como não gosto de abusar da boa vontade alheia, pedi o de petit suisse (R$ 6,50 com uma bola), que lembra um pouco o bom e velho danoninho. OK, comparação infeliz, mas o sabor é muito interessante.

Depois do sorvetinho, vale passear pela loja e se fartar com as opções em chocolates, trufas e biscoitos caseiros. Eu resisti bravamente (pelo menos uma vez né) e me contentei só com o sorvete.

A Rose Petenucci Chocolates e Biscoitos Finos fica na R. Elias Joaquim, 55 no Pilarzinho. Funciona de segunda a sexta das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 17h. O site é o http://www.rosepetenuci.com.br/.

Almoço sem pressa no Pantagruel

3 de outubro de 2011

(por Eduardo Correa) Como não é sempre que temos um sábado ensolarado em Curitiba, uma boa pedida é aproveitar o calor para almoçar em algum lugar que tenha área aberta. Neste fim de semana voltei ao Pantuagrel, restaurante familiar escondido em uma rua residencial no bairro São Lourenço. Para quem não gosta de algo muito alternativo, a dica é ficar na parte de cima, dentro da casa. Para os adeptos de refeições ao ar livre, o principal atrativo é o quintal, com muitas mesas sob árvores frutíferas.  Os esquema lá é ir sem pressa, pois em dias quentes lota e o atendimento fica mais confuso e demorado.

Bora pro quintal

Para abrir o apetite, caipirinha. Pedi uma caipira tradicional (R$ 6,90), com limão e cachaça. Também dá pra pedir de limão galego, colhido do pé ali mesmo, mas só descobri esta opção depois.

Boa pedida

O petisco escolhido foi uma porção de croquetes de camarão (R$ 7,50), que deixou um pouco à desejar. Camarão mesmo só no sabor, pois deve ser preparado apenas com o caldo. Foi preciso pedir mais uma friturinha, porção de mandioca (R$ 7,50), bem sequinha e crocante.

Só faltou o camarão

Escolher o prato foi difícil, tudo que passava parecia muito apetitoso. A feijoada deve ser o prato mais pedido aos sábados, mas o calor pedia algo mais leve. A dúvida foi entre a moqueca e o peixe com molho de camarão. Escolhemos o filé de peixe empanado e frito (R$ 56,90), que serve bem três pessoas. O prato acompanha salada, maionese, arroz e molho de camarão. Não consegui identificar o peixe e esqueci de perguntar qual era. Estava muito saboroso. A única decepção foi com o molho de camarões, que não estavam bem cozidos.

Porção gigante

É um lugar para quem quer curtir uma boa refeição em ambiente simples e mais familiar, há sempre crianças correndo pelo quintal. Abre de sexta a domingo somente no almoço. Somente aos domingos é servida uma galinhada com risoto. Fica na Rua Joaquim de Mattos Barreto, 300 – São Lourenço. Telefone: (41) 3253-7772.

Café com bolinho para um domingo de sol

30 de setembro de 2011

(por Paulo Motta) Sair de casa no domingo a tarde para tomar um café e comer um doce em Curitiba nem sempre é tarefa fácil. E se você sair sem dar uma olhada nos horários de funcionamento de alguns estabelecimentos então, arrisca a dar com a cara na porta. Um domingo desses tentei ir ao Cupcake Company, na região da Praça da Espanha, mas sem sucesso. Queria me acabar no bolinho com recheio de boston cream que eles tem, mas fiquei só na vontade. Então, perto dali, lembrei do Hoo Café, e foi pra lá que fui!

Ambiente interno

Que vontade de morar nesse deck

Há muito tempo não voltava lá e nem conhecia a parte dos fundos, que lembra um grande quintal com um baita deck, mesinhas que mais parecem as da varanda de casa e bastante verde nas paredes. Só ficar lá, ouvindo uma musiquinha e pensando na vida, já me bastaria. Mas aí a abstinência de doce falou mais alto e eu precisava de um bolo.

Muito interessante….

A primeira garfada foi no bolinho de fubá com curau (R$ 6,50), que abriu muito bem os trabalhos. Doce na medida, nem muito nem pouco, e bem interessante pela criatividade na montagem.

Que beleza de bolo

Depois, relembrei o sabor espetacular do bolo de milho com coco e leite condensado (R$ 6,50), que sempre foi o meu preferido, mas dessa vez deixou um pouco a desejar. A fatia estava menor e acho que foi aquecido no microondas, então ficou meio borrachudo. E eu nem pedi pra aquecer. Mas o sabor continuava o mesmo e com café ficou perfeito!

Coisa fofa esse também

Pra fechar os trabalhos da mesa (pois é, não foi dessa vez que comi tudo isso sozinho), chegou um lindo, fofo e caprichado bolo de cenoura com calda de chocolate (R$ 6,50), que ficou lindo na foto e mais lindo ainda na boca. Bolo de cenoura por si já é bom e com um exagero de chocolate então, nem preciso dizer como fica. Dos três, foi o que mais gostei.

Um expresso quente, por favor?

Já o café expresso, por ironia do destino, chegou meio morno. Sei que a casa usa grãos de boa qualidade, por isso acho que poderiam só dar uma atençãozinha na temperatura da água. Apesar disso, valeu o programa e a indicação. Ainda quero voltar para provar o cardápio de pratos no almoço, do qual ouvi falar bem. E quando precisar de um lugar bacana para curtir um domingo de tempo bom, relaxando nas mesinhas ao ar livre, já sei que o Hoo é o lugar ideal.

O Hoo Café fica na Alameda Augusto Stelfeld, 1527 no Bigorrilho. Funciona de terça a domingo das 11h às 23h. O telefone é o 41 3024-1220. O site é o http://www.hoocafe.com.br/.

Baixa gastronomia: buchinho frito no Bar do Edmundo

29 de setembro de 2011

(por Paulo Motta) O termo baixa gastronomia tem ganhado bastante destaque ultimamente, mas na verdade ele sempre fez parte das nossas vidas. Afinal, baixa gastronomia não quer dizer comida ruim, ou mal preparada. Quer dizer comida simples, o arroz com feijão de todo dia, aquela friturinha entupidora de veias mas deliciosa, que é e sempre será a base da cozinha. E se fosse para eleger um bom lugar nessa linha, diria que o Bar do Edmundo tem o meu voto.

Bora pro boteco?

Há anos o bar é tocado pela mesma família, fiel às receitas e ao jeito de atender os clientes. O público é um misto de moradores da região (o bar fica no Bacacheri) e clientes que rumam de pontos mais distantes. Dia desses, a convite de uma amiga que mora em São Paulo e bate cartão no Edmundo quando está em Curitiba, voltei para ver se estava tudo como sempre – e estava.

O meu Top 1 da baixa gastronomia curitibana

A primeira iguaria é o buchinho à milanesa (R$ 16,00), servido numa generosa porção e guarnecido de picles e limão rosa. Ah sim, posso até imaginar a cara de nojo que o termo “bucho frito” pode gerar em você, caro leitor. De fato, encarar essa delícia não é pra qualquer um. Se você gosta de dobradinha, já está com meio caminho andado. Se não gosta, melhor nem se arriscar.

Peixe é bom pra saúde

Depois, dentro da escala “Top Five” da baixa gastronomia, outra sugestão é a porção de cascudinho frito (R$ 19,00), estupidamente saboroso e com bastante sustança, pois o cascudinho é um “mini-peixe” bem carnudo e com uma única espinha central. Não dizem que a gente precisa comer peixe? Então, cada um come do seu jeito. E olha, é de sujar as mãos e lamber os beiços.

Olha a dobradinha aí, gente!

Outra iguaria famosa do bar é a Sopa de Bucho (R$ 13,00), e a essas alturas eu já desconfio que a pessoa que criou o cardápio do bar tinha uma certa compulsão por bucho. Mas nem faz mal. A sopa é servida em porção individual e leva batatas e feijão branco no preparo. Um pãozinho pra reter a gordura e fica um espetáculo.

Quer ser light? Toma um caldinho

Pra quem faz a linha “light”, a opção é pedir um Caldo de Peixe (R$ 13,00), que não faz muito o meu estilo, mas quem pede jura de pé juntos que é uma delícia. Também é guarnecida com pão torrado e cebolinha picada. Bota uma pimentinha e é só alegria. Outra opção que eu ainda não provei mas parecia sensacional é a quirera com costelinha, aquela que dá um calor danado e é perfeita pra noites mais frias. Na próxima eu me arrisco.

Tio, tá bravo?

Aí, lá pelas tantas, chega uma figura com cara de bravo pedindo licença para colocar no seu prato uma colherada de conserva de quiabo, que ele mesmo faz nas horas “vagas”. É o Zezinho, o garçom mais famoso do Edmundo, que se vira em 10 para dar conta do movimento e controlar o nível da cerveja em cada mesa do bar. A cara de bravo até intimida, mas quem vê cara não vê coração, não é? Na foto, ele só no sambarilove com a amiga Gisele, conhecidos de longa data. O único porém – para os botequeiros de plantão principalmente – é que o bar fecha cedo. Dá meia-noite e os garçons começam a erguer as cadeiras, a cozinha fecha e até o serviço de bebidas encerra. Tem gente que não gosta, mas como todo boteco de família, essa regra é o que garante o descanso da equipe e o sossego dos vizinhos.

O Bar do Edmundo fica na Av. Prefeito Erasto Gaertner, 1764, no Bacacheri. Funciona de segunda a sábado das 18h à 0h. O telefone é o 41 3257-2407.

Conchiglione de camarão ao molho de queijo

20 de setembro de 2011

(por Paulo Motta) Quem mora em Curitiba ou vem aqui a passeio já deve ter ouvido falar do disputado Barolo Trattoria, na Silva Jardim. É só passar por lá num sábado a noite para ver a quantidade de gente em pé, do lado de fora, esperando uma mesa para se fartar com as massas bem servidas e sempre saborosas. Dos pratos que já provei, o que mais gosto é o conchiglione de camarão ao molho san marino. Prato, aliás, que ganhou o prêmio de melhor massa do Bom Gourmet desse ano. Então, como bom curioso, me atrevi a fazer uma versão caseira e olha, ficou boa mesmo! Então publico aqui o modo de preparo da minha versão, que leva molho branco, queijo, conchiglione, camarão e uma pitada de molho vermelho.

Minha versão de conchiglione

Pra começar, uma passada básica no supermercado com a seguinte lista de compras: 500 gramas de camarões médios, conchiglione, 2 caixinhas de molho branco Elegê, 01 pedaço pequeno de gorgonzola, 50 gramas de mussarela e 50g de parmesão ralado (de preferência, ralado na hora).

Camarão cozido e congelado, bem prático

A não ser que você vá até o Mercado Municipal ou numa peixaria de confiança, é melhor não se arriscar nos camarões frescos do supermercado. Uma boa opção são os congelados já COZIDOS, na faixa de R$ 30 até R$ 50,00 o quilo. O pacote da foto custou algo como R$ 30,00 no Mercadorama e rendeu VÁRIOS pratos. E o bom do camarão ser cozido é que ele não vai “encolher” na hora do preparo. Para descongelar, só precisa de um minutinho na água quente.

 Conchiglione artesanal recheado de mussarela

O conchiglione pode ser daqueles grano duro ou então de massa fresca. Esse da foto eu encontrei no Super Mufatto da Alberto Folloni (algo como R$ 15,00 a bandeja) e já vem recheado com mussarela. Cinco minutos em água fervendo e ele ficou pronto para receber o resto dos ingredientes.

Pense numa coisa boa!!

No final, alguns minutos no forno para a gratinada mágica com o super grill e o resultado é de comer de joelhos, chamando os cachorros, tipo Ana Maria Braga. Com o devido crédito à receita original do Barolo, essa versão vale o investimento. Como é um prato de travessa, serve bem umas três pessoas boas de garfo. Dá um certo trabalho, é verdade, mas fica especial. É o tipo de receita que vira programa entre amigos e é garantia de elogios à mesa. 

Conchiglione de camarão ao molho de queijo

Ingredientes:
- 500 gramas de conchiglione fresco recheado com mussarela
- 500 gramas de camarão médio
- 02 caixas de molho branco da Elegê
- 50 gramas de parmesão ralado na hroa
- 50 gramas de mussarela ralada
- 01 colher de sopa de queijo gorgonzola
- 02 colheres de sopa de molho de tomate Hemmer
- 1 dente de alho
- azeite, sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
PANELA 01 – Aqueça o molho branco de caixinha da Elegê e derreta o queijo gorgonzola. Tempere com um pouco de pimenta do reino e reserve.
PANELA 02 – Ferva a água e cozinhe os conchigliones ainda congelados por cinco minutos. Tome cuidado na hora de retirar para não desmontá-los. Coloque-os no refratário que irá ao forno e reserve.
PANELA 03 – Doure um dente de alho picadinho com um fio de azeite e em seguida refogue os camarões. Finalize com as duas colheres de molho de tomate da Hemmer. Corrija o sal e reserve.
MONTAGEM: Distribua os conchigliones num refratário que possa ir ao forno. Espalhe os camarões uniformemente e cubra tudo com o molho branco. Cuide para não exagerar no molho. Finalize com a mussarela e o parmesão ralados. Leve ao forno até gratinar e está pronto! 

Feira noturna do Champagnat

15 de setembro de 2011

(por Paulo Motta) Chega sexta-feira a tarde e a coisa que eu mais quero na vida depois do trabalho é me jogar numa feirinha gastronômica. O astral desses lugares é sem igual, inevitavelmente você vai encontrar conhecidos e o melhor, pode comer tudo o que der vontade. Uma boa dica em Curitiba é a feirinha noturna da Praça da Ucrânia. São mais de vinte barracas, e como as opções são muitas, procuro “vareiar” a cada ida. Da última vez provei o Stir Fry (R$ 14,00), prato tailandês que você monta conforme o gosto. Pedi o meu com macarrão e legumes, bem saboroso e infinitamente mais barato que num restaurante.

Monte o seu!

Tem jeito de ficar ruim uma coisa dessas?

Quase ao lado da barraca do Stir Fry, tem o Espetinho Tradição Gaúcha que é uma coisa assim sem explicação de boa. Sempre peço o de frango (R$ 3,50), feito com coxa e sobrecoxa (chique né) e temperado com um molho verde meio sinistro, mas muito saboroso. Parece que você está comendo o próprio galeto al primo canto em Bento Gonçalves.

Tia, me vê um de frango!?

Mas que barbaridade, tchê!

A feirinha também tem suas figuras tradicionais e uma das mais carismáticas é o Seu Tadeu do Pierogue. Uma simpatia em pessoa, ele puxa papo com você e começa a falar do Paraná Clube. A barraca é toda decorada com as bandeiras do time. Mais recentemente ganhou alguns banners com fotos da participação dele no Mais Você, da Ana Maria Braga. Mas que tal o seu Tadeu hein! Ah, sim, o pierogue é vendido por unidade. Com seis, custa R$ 7,50 e pode acompanhar até dois molhos – calabresa e champignon.

Pose pra foto

Pierogue do Tadeu

Nem preciso dizer que é bom ir prevenido com dinheiro, de preferência trocado. Não lembro de nenhuma barraca que aceite cartão. E depois da comilança, é bom dar uma volta pra tirar o “perfume” de comida e torcer pra chegar logo a próxima sexta. Com chuva ou com sol, as barraquinhas estarão lá. E eu também. A Feira Noturna do Champagnat funciona todas as sextas-feiras das 17h às 22h na Praça da Ucrânia, na Rua Padre Anchieta, 1350.

E o prêmio vai para…

15 de setembro de 2011

(por Paulo Motta) Ontem foi dia de mais uma premiação dos melhores da gastronomia de Curitiba, dessa vez com o Prêmio Bom Gourmet, da Gazeta do Povo. Graças à tecnologia, acompanhei à distância a entrega dos prêmios (aliás, excelente ideia da turma do Bom Gourmet). O resultado você acessa aqui. Durski/Madero levou o maior número de prêmios da noite, enquanto outros fizeram estreia no palco, como a Confeitaria Piegel, o bar O Torto, e por aí vai. O que diferencia o prêmio Bom Gourmet dos outros é justamente a participação do povo nas escolhas. Por isso na minha opinião o destaque mesmo foi o prêmio da categoria Sabor Popular - escolhido pelos internautas – que elegeram o PF do Eliseu o melhor prato popular de Curitiba. Justiça seja feita, o Eliseu merece. E só mesmo com a votação popular para ter alguma chance.

 
PF do Eliseu 

Estivemos há pouco tempo lá no Box, antes mesmo de iniciar a reforma do Mercado Municipal. Relembre o post aqui. No mais, parabéns aos vencedores e OBRIGADO aos internautas que votaram para eleger o Eliseu. Afinal, é bom variar, não é?