E agora, Palmirinha?

2 de setembro de 2010

(por Paulo Motta) Soube com tristeza da saída repentina da Palmirinha da TV Gazeta, canal em que apresentou por anos e anos o seu programa de culinária. Devo dizer que como um piá preguiçoso e gordinho que era, gostava de assistir a velhinha. Apesar da idade e do jeito simples de falar sobre comida, ela entende e muito de cozinha, por isso o respeito é merecido.

(Foto/Google Images)

Há rumores de que a Globo estaria interessada em contratar Palmirinha para um quadro no Mais Você… Certamente o programa ganharia um público fiel da cozinheira ( e principalmente quem não suporta a Ana Maria Braga cozinhando)… Deu na Folha ainda que a culinarista de 79 anos será homenageada no “Mulheres” ou no “Todo Seu”, ambos da TV Gazeta. Sucesso à Palmirinha e esperamos vê-la novamente no ar, em breve.

Aurora Bar & Piadineria

2 de setembro de 2010

(por Paulo Motta) Bem na esquina da Vicente Machado com a Presidente Taunay (um dos pontos mais concorridos da cidade, diga-se de passagem), começou a funcionar o Aurora Bar & Piadineria. Soube que o lugar seria um futuro bar há um bom tempo atrás, e meses depois a casa começou a funcionar com a proposta de servir a piadina, um prato italiano que por aqui – concordemos – é quase um desconhecido.

(Foto/Paulo Motta)

Fomos ao bar numa noite de sábado, meio que ao acaso. Nada programado, apenas passávamos em frente e deu aquele insight. Câmera na mão e a ideia na cabeça. Já na entrada, a proposta do bar começou a se revelar – consumação de R$ 15,00, luzes que lembram a “noite”, um som moderno rolando, gente bem arrumada e praticamente todas as mesas reservadas. Quase dei a volta para pelo menos trocar de roupa, mas segui em frente.

(Foto/Paulo Motta)

“Vamos de caipira, tem umas bem interessantes aqui”, disse o Eduardo. E era verdade. Combinações bem exóticas de frutas, mas a que mais me chamou a atenção foi a de morango com Yakult (R$ 12,00). Não tive dúvidas e pedi, apesar do medo de um piriri no meio da noite. Fiquei surpreso com a combinação e gostei bastante.

(Foto/Paulo Motta)

Hora de comer! A piadina é uma receita italiana que lembra uma pizza, sem molho, feita na chapa. O cardápio é assinado pelo chef Alexandre Bressaneli e tem muitas opções de recheios, individuais ou em porções menores. Não chega a ser um absurdo de caro, mas passa longe de ser barato. Algo entre R$ 8 e R$ 15,00 as individuais, ou então em porções para compartilhar (a partir de R$ 15,00). Provamos a de salmão e de mignon, bem interessantes.

(Foto/Paulo Motta)

Lá pelas tantas, aquelas mesas reservadas começam a encher de gente bonita em altas produções. Uma verdadeira pré-balada rolando. De fato, o ambiente é mais para a “noite” do que para a gastronomia. Boa localização, cardápio de bebidas variado e um ambiente interessante. Como barzinho da moda, acho que já deu certo. Como piadineria ou lugar para comer, nem tanto. Na hora da conta, o susto: R$ 75,60 por duas caipiras, duas piadinas individuais e uma porção pequena.  

O Aurora Bar & Piadineria fica na Al. Presidente Taunay, 312, no Batel. Funciona de terça a domingo a partir das 18h. O telefone é o (41) 3233-1754. Tem site: www.aurorapiadina.com.br

Jantar descolado no Vox Bistrô

1 de setembro de 2010

(por Eduardo Correa) Quem curte uma baladinha no fim de semana deve conhecer bem o Vox Bar, que durante anos funcionou na esquina das ruas Ébano Pereira e Saldanha Marinho e agora está instalado em um casarão restaurado na Barão do Rio Branco. O que muita gente não sabe é que por lá também funciona um charmoso bistrô, que fica no segundo andar. De quarta a sábado é possível aproveitar as delícias do cardápio. Na sexta e no sábado, depois do jantar, ainda dá pra se jogar na pista de dança ao som dos clássicos do pop e do rock.

Fachada do casarão na Barão do Rio Branco

Para quem prefere algo mais calmo e diferente, a dica é o “Faixas Gastronômicas”, idealizado pelo chef italiano Mauro Poddessu, que convidou novos nomes de destaque no cenário gastronômico curitibano para preparar um cardápio diferente a cada quarta-feira. O primeiro jantar aconteceu no dia 18 de agosto e o último será no dia 29 de setembro. O menu da noite tem um couvert especial preparado pelo chef Mauro e segue com entrada, prato principal e sobremesa preparados pelo convidado. Custa R$ 40,00 por pessoa. O primeiro jantar foi preparado pelo chef Fredy Ferreira, que harmonizou as culinárias francesa e indiana.

Vox Bistrô

Chefs Mauro e Fredy

Na semana passada quem comandou a cozinha foi a chef Rebeca Slud, que preparou delícias da cozinha judaica. Fui ao Vox Bistrô aproveitar o belo cardápio e aprendi um pouco mais da cultura judaica em relação à gastronomia, além de conhecer os chefs Mauro e Rebeca.

Chef Rebeca Slud

Vareniks clássico de batata e cebola com pernil de cordeiro

Strudel de maçã e compota de frutas secas

Hoje (01/09) a noite é intitulada “La Tavola Felice” e quem responde pelo menu é a chef Gliciara Bueno, filha de uma mineira boa de forno e fogão. O cardápio traz Caponata com Focaccia e Alho Assado como entrada, Galeto Assado à moda do chef acompanhado de polenta ao provolone como prato principal e a sobremesa Tiramisú.

chef Gliciara Bueno

O Vox Bar e Bistrô fica na rua Rua Barão do Rio Branco, 418. Reservas e informações pelo telefona (41) 3233-8908.

Em busca da empadinha perfeita: Empada Original

31 de agosto de 2010

(por Paulo Motta) De uns tempos para cá, tenho tido pouco tempo para visitar a minha nona, lá no interior, e confesso que a culpa começa a me perseguir. A saúde dela não é mais a mesma, o fogão à lenha que antes era a alma da casa, hoje quase não é aceso. Não demora muito e a vida vai se encarregar de terminar uma história de amor à família e à boa comida. Tantas lembranças que o tempo vai fazendo a gente guardar cada vez com mais carinho. Pois no último sábado, em pleno almoço, posso dizer que viajei até a cidadezinha da minha nona e passei os momentos mais agradáveis das últimas semanas. Conheci a Empada Original e a dona Thereza. 

(Foto/Paulo Motta)

A casa, em plena rua dos chorões, é a razão da vida de três mulheres: Thereza e as filhas Joclene e Joselem. Lá dentro, a simplicidade é o ingrediente mais saboroso de tudo. Poucas mesas, toalhas coloridas e uma cristaleira no meio do salão para guardar os copos e as xícaras. Como na casa da vó, você abre a cristaleira, pega seu copo e se serve do refrigerante, guardado na geladeira em frente. O balcão simples e convidativo é sempre abastecido com as empadas, as queijadinhas e os doces caseiros feitos pelas filhas da Dona Thereza. 

(Foto/Paulo Motta)

A receita da empada é de família. A massa é folhada, mas não daquele jeito que a gente costuma comer no croissant. A textura é diferente e não arrisco a comparar com nenhuma outra. Ouvi dizer que este é o segredo que a Dona Theresa guarda a sete chaves. E dizem, também, que é só ela quem acerta o ponto exato. A empada mais pedida é a tradicional, com recheio de palmito. Aparecem também versões com frango, camarão e bacalhau. Os tamanhos variam. A tradicional custa em média R$ 3,00 e a grande parte de R$ 4,50. E se faltar um sabor, é só esperar. As fornadas saem a cada pouco, como na casa da vó. 

(Foto/Paulo Motta)

A empada da foto é a de palmito com camarão (R$ 4,50), que tem recheio cremoso de palmito e camarões inteiros em quantidade bem generosa. Vem à mesa quentinha e sem passar pelo microondas – os leitores tinham razão sobre o perigo desse aparelho em se tratando de empada. Lá, o segredo é a estufa, daquelas bem tradicionais, que guardam a fornada recém tirada. Enquanto come, você ouve as histórias da Jô e se diverte. É como estar em família, numa tarde de sábado.

(Foto/Paulo Motta)

E não esqueça de pedir o molho de pimentão, bem caseiro, que acompanha com perfeição a empada. Não resisti e comprei um pra levar (R$ 6,00 o pote). Dá vontade comer de colher estirado no sofá e dando boa noite para a Fátima Bernardes. 

(Foto/Paulo Motta)

Pra terminar, reserve espaço para as queijadinhas (R$ 1,50 cada). Feitas com massa crocante e recheio bem cremoso, são o arremate perfeito. O tempo passou e, quando vi, já estava lá fazia mais de uma hora. No entra e sai das irmãs e em meio às conversas, o tempo voa e você consegue esquecer do mundo enquanto ouve as histórias. No final, uma conversa com a Dona Thereza, que era uma alegria só depois da premiação da Veja. “Agradeço a Deus por ter me permitido viver para ganhar este prêmio”, diz ela, com os olhos marejados. Ela termina a conversa rapidamente e volta para a cozinha… “Hoje isso aqui está uma loucura, quase não estou dando conta”, finaliza. Reconhecimento mais que merecido depois de trinta anos de trabalho à frente da Empada Original. Para mim, uma das descobertas mais felizes dos últimos tempos. Agora, quando der vontade de voltar no tempo e lembrar das tardes de sábado ao redor da cozinha da nona, já tenho o endereço certo, bem perto de casa. 

(Foto/Jussara Voss)

A Empada Original fica na Rua Fernando Moreira, 821, no Centro, Curitiba-PR. Funciona de segunda à sexta das11h às 19h30 e sábados das 11h às 17h. Não aceita cartões, apenas dinheiro. O telefone é o (41) 3233-3225.

Premiação da Veja Curitiba 2010

27 de agosto de 2010

(por Paulo Motta) A noite de quinta-feira foi de festa na gastronomia curitibana com a premiação dos melhores estabelecimentos da Veja Curitiba 2010. Como em todos os anos, um corpo de jurados formado por pessoas de destaque em diferentes áreas  da sociedade curitibana indicou, em diversas categorias, os melhores do ano. O trabalho de apuração dos estabelecimentos começou em junho e, pouca gente sabe, mas eu e o Eduardo fizemos parte da equipe de reportagem da Veja Curitiba deste ano. Trabalho árduo – três meses entrevistando donos de estabelecimentos e percorrendo lugares novos para escrever os textos que ilustram um pouco cada um dos 600 endereços do Guia.

Premiação da Veja Curitiba 2010/2011

Portanto, noite de comemoração também para a equipe. Afinal, ver a revista pronta é uma alegria e tanto. Mas voltando à festa, o buffet teve assinatura de Sonia Bacellar, com destaque para a mesa de doces.

(Foto/Paulo Motta)

Como repórter, fiquei responsável por parte dos estabelecimentos na categoria Comidinhas, incluindo os cafés, chocolaterias, sorveterias e outros. Algumas surpresas, outras nem tanto… alguns estabelecimentos mantiveram os postos de melhores do ano, repetindo a premiação do ano passado e de outros anos. Mas, no geral, muitos prêmios surpreenderam. Melhor chef do ano, por exemplo, para o chef Paulino Costa, do Dop Cucina. Já ouvi falar muito bem e agora só reforço a impressão positiva.

(Foto/Paulo Motta)

Na foto, o chef Paulino com a esposa e o repórter da Veja, Fábio Galib. Emoção pelo prêmio de Chef do Ano, conquistado pelos votos dos jurados. Outra boa surpresa, na categoria Comidinhas, foi o prêmio de Melhor Salgado para a Empada Original. Quem acompanhou o post das empadinhas aqui no blog deve ter visto que vários leitores indicaram. Agora não tenho mais desculpa! Final de semana estarei lá para conhecer.

(Foto/Paulo Motta)

Na foto, a responsável pelo ponto da massa que dizem ser o segredo da Empada Original. Dona Thereza erguendo a placa de Melhor Salgado na comemoração mais animada e mais sincera da noite. Prêmio mais que merecido pelo trabalho de anos à frente da Empada Original. Mais um motivo para quem não conhece, assim como eu, correr para experimentar.

Agora, a lista dos premiados da Veja Curitiba 2010/2011, divididos por categoria.

Comidinhas

Café – Lucca Cafés Especiais
Chocolate – Cuore di Cacao
Doceria – Bella Banoffi
Empório Gourmet - Casa da Azeitona
Padaria - Família Farinha
Salgado – Empada Original
Sanduíche - Missouri Gourmet Deli
Sorvete – Freddo
Suco – Jungle Juice

Bares
Boteco – CanaBenta
Carne de Onça – Schwarzwald Bar do Alemão
Carta de cervejas – Cervejaria da Vila
Chope – Schwarzwald Bar do Alemão
Cozinha – Zapata Mexican Bar
Fim de Noite – Babilônia Gastronomia & Cia
Happy Hour – CanaBenta
Música ao vivo – Crossroads
Para ir a dois – Original Beto Batata
Para paquerar - TAJ

Restaurantes
Barreado - Estrela da Terra
Brasileiro - Armazém Santo Antonio
Carne - Madero
Carne/rodízio - Batel Grill
Cozinha contemporânea - Terra Madre Ristorante
Francês - Bistrot L’Épicerie
Italiano - Guega Ristorante
Japonês - Kan
Oriental - Lagundri Bistrô Contemporâneo
Peixe e frutos do mar – Bistrô do Victor
Pizzaria - Piola
Variado – Durski
Bom e Barato – Bar Palácio
Chef do ano - Paulino da Costa (DOP Cucina)

Centolla e suas patinhas caras

25 de agosto de 2010
(por Eduardo Correa) Você já comeu centolla alguma vez na vida? Que diabo é isso? Bem, se eu falar caranguejo centolla ajuda você a lembrar se conhece o tal do bicho? Eu já vi, mas nunca comi. O danado é louco de caro. Sei apenas que o gosto é algo entre o caranguejo normal que conhecemos por aqui e a lagosta. Este caranguejo é considerado o maior do mundo, também chamado de caranguejo rei, e é típico das águas profundas do Pacífico da América do Sul, presente principalmente na culinária chilena.

Olha o bicho antes de ir para a panela

Do Chile vieram os primeiros caranguejões que chegaram aos restaurantes do Brasil. Mais recentemento também passamos a receber centollas vindos da Argentina, los hermanos.  Normalmente os bichos são capturados por embarcações especiais e a limpeza, congelamento e embalagem são feitos em alto mar mesmo. O produto chega ao Brasil congelado, inteiro ou apenas com as patolas e garras.

(foto/Fabiano Guma)

Pois bem, todo este momento Discovery Channel foi pra dizer que o restaurante Taisho Batel está divulgado como destaque do cardápio justamente o Caranguejo Centolla. O texto diz que o crustáceo vem acompanhado com seis tipos de molhos, serve apenas uma pessoa e custa R$190,00. O Taisho Batel fica na rua Comendador Araújo, 1.066.

Outback Steakhouse

24 de agosto de 2010

(por Paulo Motta) Sempre ouvi falar que comer é um ritual e concordo em gênero e grau. E se esse ritual inclui amigos numa noite de sexta-feira e com uma fome daquelas pós-trabalho, sai de baixo! Pois eis que numa sexta dessas encaramos o ritual do Outback Steakhouse. A franquia de Curitiba completou um ano em julho passado e continua cheia, transbordando de gente, a cada dia que passa. 

(Foto/Divulgação)

Quando falei em ritual, quis dizer justamente a preparação que um jantar no Outback exige. Numa sexta-feira então, nem se fala. Pra garantir mesa, só chegando cedo. Muito cedo. Antes das 19h. Eram 18h30 e lá estava eu, abrindo o restaurante para conseguir uma mesa pra 5.  

(Foto/Paulo Motta)

Conseguimos entrar antes das 20h e ainda deu tempo de pedir alguns drinques no Billabong Hour, o happy hour do Outback com direito a double drink. Vale bastante a pena, mas como falei, é privilégio de quem consegue terminar o expediente na mesa do restaurante. Mal sentamos e em poucos minutos chega um pão de farinha escura, crocante por fora e macio por dentro, exalando um aroma de mel inconfundível. É a cortesia do Outback que eu pagaria quanto pedissem pra levar pra casa. Pense no melhor pão que você vai comer na sua vida. Agora imagine isso numa mesa pra 5? Não dura 1 minuto. E quando pedimos outro, surpresa: pãozinho limitado. Só 1 por mesa, disse a garçonete. Nem pagando? Eu pedi… “Nem pagando, senhor”… 

(Foto/Paulo Motta)

Conheço poucos pratos do cardápio e, confesso, não me arrisco à mudar. Sabe como é ritual… A casa é conhecida pela costelinha ao molho barbecue, pela cebola gigante empanada e frita, e pelas sobremesas colossais e incrivelmente deliciosas. Não tem erro. Naquela sexta, começamos por uma entrada que só é servida no Billabong Hour: Wings, Ribs & Fries (R$ 29,75). Traduzindo, um misto de asinhas de frango, costelinha e batata frita. O prato dividiu opiniões e a grande estrela foi, quem diria, a porção de batata frita. Arrisco a dizer que o molho que acompanhava foi o responsável: uma perfeita combinação de creme com gorgonzola, pimenta e alho. É de comer de colher e limpar o pote com o dedo! 

(Foto/Paulo Motta)

Depois foi a vez de outro clássico do cardápio, a cebola empanada e frita do Outback. Quem tiver curiosidade pode pedir pra ver a cebola crua que, quando inteira, mal cabe na palma da mão. Se não me engano, vem do Chile e é produzida especialmente para a rede. Agora, como eles fazem pra deixar ela empanada e frita por inteiro, não sei. Só sei que eu, como devorador de onion rings do Burguer King que sou, quase como uma sozinho. 

(Foto/Paulo Motta)

De prato principal, a costelinha do Outback é a nossa pedida de sempre. Não imagino quantas devem ser consumidas numa noite. Em cada mesa, pelo menos uma. O cardápio tem duas versões, uma com molho barbecue e outra com molho agridoce, a da foto. Pedimos uma de cada, pois o ritual tinha de ser completo. Cada costelinha rende 5 bons pedaços, bem carnudos e derretendo. O segredo pra ficar macio? Horas e horas assando no alumínio pra só depois ser finalizada na “grelha” e receber os condimentos. 

(Foto/Paulo Motta)

Pra encerrar, outra boa pedida é a Cinnamon Oblivion (R$ 18,50), que naquela noite foi o arremate perfeito. Quando falei das sobremesas colossais, é pura verdade. Uma só foi suficiente para todos. Leva sorvete de creme coberto com nozes crocantes, mix de cinnamon apples (maçãs com canela) e croutons doces. Finalizado com creme de chantilly, morango e calda de caramelo. E sabe aquele pãozinho controlado que eu falei no começo do post? Vira o crouton doce que combina perfeitamente com as maçãs cozidas em calda de canela…

Encerramos nosso jantar pouco mais de duas horas depois, com a garçonete visivelmente impaciente e desejando que fôssemos embora após a última colherada de sobremesa. Talvez aí um ponto negativo do Outback numa sexta-feira à noite. Total da conta: R$ 50,00 por pessoa, incluindo os 10% do serviço (que é opcional, diga-se de passagem).

O Outback Steakhouse fica no Largo Curitiba do Shopping Curitiba. Funciona de segunda à quinta das 12h às 15h e das 17h30 às 23h30; sextas das 12h às 15h e das 17h30 à 1h; sábado das 12h à 1h; domingos e feriados: das 12h às 23h. O Billabong Hour, com direito à double drink, é válido de segunda à sexta das 17h30 às 20h.

Paellas e sushis com desconto

23 de agosto de 2010

(por Eduardo Correa) Muita gente foge de opções como a paella, o tradicional prato espanhol, ou dos pratos orientais por conta do preço. Como em ambos os preparos os frutos do mar são os principais ingredientes, a facada no bolso é quase certa no fim da refeição. Para atrair um publico diferente, que gosta de comer bem sem gastar os olhos da cara, muitas casas de Curitiba estão oferecendo descontos para pratos específicos em dias da semana com menos movimento. Bom para os bares e restaurantes, que garantem público em dias mais fracos, ótimo para os consumidores, que conseguem começar a semana experimentando pratos bem preparados e que custam menos.

Descontos no Santillana

No Santillana Lounge Bar, por exemplo, todas as terças-feiras as paellas da casa, que servem duas pessoas, têm 50% de desconto. Nas quartas e domingos, todos os pratos do sushibar, com mais de 60 opções, têm 30% de desconto. Para se ter uma ideia do desconto, a  Paella Catalã (arroz arbóreo, frutos do mar, pimentões, tomates e especiarias, servida gratinada) que custa R$59, nas terças fica R$29,50. Entre as opções orientais do cardápio, o combinado com 20 peças (salmão, peixe branco, atum, camarão, sushi califórnia e sushi filadélfia), que no preço normal é R$ 42,00, custa R$ 29,40 às quartas e domingos.

Batata Suíça Aberta

20 de agosto de 2010

(por Eduardo Correa) A tal da Batata Suíça é um daqueles típicos pratos na linha “ame ou odeie”. Muita gentes não gosta porque acha o preparo muito gorduroso. Eu até gosto, mas não costumo pedir a opções porque geralmente os recheios são sem gosto, ingredientes sem tempero em meio a um monte de batata sem sal. Mas saibam que minha percepção sobre o prato pode mudar com uma nova versão, uma receita enviada pelo Realejo Culinária Acústica. É a Batata Suíça Aberta. Por ter menos batata, o resultado final deve ser menos gorduroso e é possível abusar mais do recheio, ou neste caso, cobertura.  O Realejo Culinária Acústica fica na Av. Coronel Dulcídio, 1.860, no Água Verde

Batata Suíça Aberta

Nara fome de leão (este o o nome do prato no Realejo)

Ingredientes:
- 250g de batata pré-cozida e ralada;
- 30 ml de óleo para fritura;
- Sal à gosto;
- 50g de mignon em cubos;
- 05 fatias de tomate seco;
- 30g queijo gorgonzola
- 60g queijo provolone

Modo de preparo:
Aqueça o óleo e coloque as batatas raladas, fazendo uma “caminha” na frigideira. Quando a batata estiver quase dourada, acrescente os mignons, já dourados, os queijos, e o tomate seco. Coloque sal à gosto.

Empadinha do Caruso

18 de agosto de 2010

(por Paulo Motta) Já vi que quando se trata de empadinha, nossos leitores entendem bem do assunto. Depois do post da Empada Brasil, pipocaram comentários indicando lugares que devo visitar. Muito obrigado a todos que comentaram, certamente as indicações estão prestes a serem devoradas por este que vos escreve. Mas, enquanto não consigo sair em busca da empada perdida, continuo a saga com a avaliação da mais tradicional, a mais famosa, a mais comentada, e a mais cara da cidade: a empada do Caruso.

(Foto/Paulo Motta)

Não sei direito a história dela mas, meio que por osmoze, assimilei a informação de que seria a mais tradicional de Curitiba. Repito, nem sempre me atento aos detalhes. E se é tradicional, não dá pra esperar frescura. Os sabores são sempre os mesmos, talvez pela resistência em mudar um produto que é feito do mesmo jeito desde 1950. As diferenças? A massa folhada é uma delas. Eu sempre morro de azia quando como empadinhas, culpa da massa feita com muita gordura. Não que a massa folhada não seja, mas é diferente. As lojas são uma graça, mesmo esta do shopping Barigui onde eu provei as empadas dias atrás. Azulejos pretos imitam o ambiente da loja de rua e a tia preparando as empadinhas na frente da galera é uma experiência bem bacana. Fiquei parado algum tempo observando e ela até me deu tchauzinho… rsrsrs

(Foto/Paulo Motta)

Provei a empada especial, recheada com palmito, camarão e azeitonas e vendida a R$ 5,90. O aviso é claro: “nossas empadas são preparadas com azeitonas inteiras”. E não é propaganda não, é só um aviso para você ir com calma e não engolir com caroço e tudo. Quanto ao sabor, é indiscutível: uma empada de respeito, saborosa e carregada de tradição. No dia em que fui, talvez tenha dado azar. A empada estava no balcão há algum tempo e eu fiz a besteira de pedir para esquentar no microondas e aprendi que isso acaba com a massa folhada. De resto, o preço é mais alto em relação a outras empadas, porém o tamanho maior faz ficar tudo quites. E se a fome for grande, é só pedir duas e fica tudo certo.

O Caruso tem lojas na R. Visconde do Rio Branco 877 e no Park Shopping Barigui.

Em busca da empadinha perfeita…

16 de agosto de 2010

(por Paulo Motta) Lembro até hoje do dia em que coloquei na cabeça que ia montar uma barraca na frente de casa para vender empadinhas. Ficava assistindo Chaves e arquitetando minha “tenda” da empada, igual à barraca em que ele vendia limonada na frente da vila. Certa feita, fiz minha mãe comprar as forminhas de alumínio, um peito de frango para o recheio, e pedi pra minha nona preparar as empadas. Montei a barraca, escrevi o preço numa plaquinha e fiquei lá, torrando no sol, quase o dia todo. Resultado: das que eu não comi, não consegui vender umazinha sequer. Nem preciso falar do trauma que carrego para a vida.

Embalado nesta lembrança, comecei uma busca por uma boa empadinha em Curitiba. Longe de mim dizer qual a melhor ou a pior. Apenas percorrer os lugares onde ela seja a estrela da casa e dizer o que achei. Os critérios, como sempre, são simples: deve ser gostosa, ter um preço justo e servir bem para a fome que eu tiver naquela hora. A primeira avaliação foi na Empada Brasil, na loja da Visconde do Rio Branco.

(Foto/Paulo Motta)

A loja é uma franquia, logo a torcida de nariz num primeiro momento é inevitável. Pensei… Será? Como é franquia, deve ser tudo congelado…. Aí é que eles se diferenciam: um banner na entrada logo explica que a empada dali não é congelada, mas feita diariamente. Bom começo. O balcão é bem apetitoso e convida a experimentar os mais de 15 sabores disponíveis. O preço varia entre R$ 2,90 e R$ 4,90, dependendo do sabor. Pedi uma das clássicas: camarão com catupiry (R$ 2,90).

(Foto/Paulo Motta)

No lugar do prato, ela vem servida num suporte de madeira. Bem engraçado… A surpresa veio quando dei a primeira garfada: massa macia, mas não quebradiça, e o recheio bem servido. Bastante catupiry e alguns camarões. Pequenos, é verdade, mas bem temperados e sem aquele gosto forte característico de salgados recheados com camarão. De fato o que falaram sobre a empada não ser congelada, é verdade.

(Foto/Paulo Motta)

Na avaliação final, ela superou as expectativas. Por R$ 2,90, é bem servida e realmente saborosa. Não sei quanto aos outros sabores, mas a de catupiry com camarão é uma boa pedida. Amanhã, o post continua com a empada do Caruso, a mais tradicional da cidade e eleita por várias vezes a melhor de Curitiba. E se você puder me ajudar, agradeço! Deixe aquela dica de onde comer uma boa empadinha que eu vou lá e depois conto aqui no blog.

A Empada Brasil fica na Rua Visconde do Rio Branco, 1339, no Centro. O telefone é o (41) 3039-2626. Tem site: www.empadabrasil.com.br.

 

Nova Mercearia Bresser

12 de agosto de 2010

(por Eduardo Correa) A pizzaria Mercearia Bresser, eleita pela Veja Curitiba no ano passado como a melhor da cidade, completou cinco anos no Batel e abriu uma nova unidade, agora no bairro Cabral. 

Bresser Cabral

No mesmo imóvel, também começou a funcionar uma Freddo Gelateria, também premiada, com o título de melhor sorvete da cidade. A Bresser está funcionando todos os dias a partir das 18h30. A Freddo abre a partir do meio dia e serve também paninis e cafés.

Pão de linguiça

No cardápio da Bresser, uma entrada muito conhecida da pizzaria, o pão de linguiça, artesanal, preparado com linguiça calabresa, a R$ 9,50 a fatia. Entre as pizzas, faz sucesso a receita que leva o nome da casa, com mozarela tradição, rodelas de mozarela de búfala, fatias de tomate longa vida, folhas de manjericão e pesto de azeitonas pretas. A média custa R$ 40,50 e a grande R$ 45,50.

Pizza Bresser

Se ainda sobra espaço para a sobremesa, uma dica é o vino coto. Um doce simples, mas saboroso. Duas bolas de sorvete de creme são servidas com uma calda de vinho reduzido, custa R$ 9,50. O endereço é Avenida Munhoz da Rocha, 530.

Vino Coto

Molho para Entrecot

11 de agosto de 2010

(por Eduardo Correa) O entrecot, ou entrecôte, para os franceses, é uma carne muito saborosa, retirada da parte dorsal anterior do boi. Nós brasileiros nunca demos muita bola para este corte porque o preparo não fica bom no espeto, técnica preferida pelos gaúchos, por exemplo. Como na argentina este é um dos cortes mais populares e devido à quantidade de brasileiros que visitam los hermanos, o entrecot, e seu preparo na grelha, mais perto da brasa, ficou mais conhecido por aqui. Ah, é importante dizer que o entrecot é diferente do bife de chorizo, também chamado por aqui de contra-filé. Bem, estas são afirmações que o meu limitado conhecimento de carnes me permite fazer. Se estiver errado, por favor me corrijam.

L´Entrecote do Madero

Mas vamos ao que interessa, falei deste corte de carne para indicar um molho à base de manjericão e mostarda que é servido no restaurante Madero. Lá esta combinação acompanha o prato L´Entrecote do Madero.

L´Entrecote do Madero

- 500g em fatias Filé argentino,         
- Sal grosso à gosto,
 - Batatas fritas.

Molho: 

- 1/3 xícara Azeite de oliva extra-virgem,
- ½ colher de sopa rasa Alho triturado,
- 1/4 de xícara Mostarda Amarela,
- 1/4 de xícara Água filtrada,
- ½ de xícara Manjericão (folhas),
- ½ xícaraHortelã (folhas),
- Sal e pimenta do reino à gosto.

Leve todos os ingredientes para o liquidificador.  Bata tudo até obter uma mistura homogênea até que as folhas não apareçam mais. Armazene na geladeira. Passe os dois lados da carne rapidamente pela bandeja com sal grosso e leve para a grelha.Frite as batatas em óleo quente. Assim que a carne chegar ao ponto solicitado, retirar o excesso de sal grosso batendo levemente a carne. Despeje o molho sobre o prato e acomode a carne sobre o molho. Acrescente as batatas fritas. Sirva imediatamente.

Coleção Cozinha do Mundo

9 de agosto de 2010

(por Paulo Motta) Imagine a alegria deste blogueiro aqui quando vi o anúncio de mais uma coleção de livros de culinária da Editora Abril, desta vez com o tema Cozinha do Mundo. O primeiro exemplar já saiu e, claro, tratei de garantir antes que esgotasse. O tema é a cozinha da Itália, com mais de 50 receitas, das mais clássicas que você pode imaginar… saltimboca alla romana, panna cota, risotos, pizzas, e por aí vai. Uma beleza. R$ 7,90 o primeiro exemplar e R$ 15,90 os demais. Mas o melhor negócio é comprar a coleção inteira no site da Abril com um bom desconto. Além de não sofrer de ansiedade, economiza tempo e dinheiro. E se você (como eu) comprou a coleção da Cozinha Regional Brasileira e gostou, pode arranjar um espacinho aí no armário que esta não decepciona.

(Foto/Reprodução do Site)

No site tem algumas receitas liberadas, inclusive a que ilustra a capa do primeiro livro: Pappardelle à Norma, com berinjela, tomate sem pele e mussarela de búfala. Gosta de berinjela? Não vai se arrepender de preparar. Se quiser um pappardelle bom, tem o da Oli Gastronomia, à venda na loja do São Francisco (endereço aqui). A receita eu reproduzo a seguir:

(Foto/Reprodução Site)

Papardelle à Norma
Ingredientes:
- 1 berinjela
- Sal a gosto
- 20 ml de azeite
- 2 dentes de alho picados
- 1 colher (café) de páprica
- 2 tomates sem pele picados
- 320 g de papardelle
- 200 ml de caldo de vegetais
- 60 g de mozzarella de búfala
- Orégano a gosto

Modo de Preparo:Corte a berinjela em fatias finas no sentido do comprimento. Salpique-as com o sal e deixe escorrer por cerca de 30 minutos, para eliminar o líquido amargo. Lave e seque as fatias. Frite-as em uma frigideira antiaderente com um pouco de azeite até ficarem bem douradas. Acrescente o alho e a páprica. Em seguida, adicione os tomates e deixe no fogo por alguns minutos. Cozinhe a massa em um caldeirão com água e sal. Escorra antes de chegar ao ponto al dente. Junte a massa ao molho de tomates e berinjela, acrescente o caldo de vegetais e finalize o cozimento da massa. Apague o fogo, acrescente a mozzarella cortada em lascas e o orégano. Misture bem e sirva em seguida.

Café Junto

9 de agosto de 2010

(por Eduardo Correa) Há bastante tempo, tanto que eu nem lembro há quantos meses,  eu estava procurando algum lugar para almoçar na Rua Coronel Dulcídio, na região do Shopping Novo Batel, e todos os restaurantes estavam cheios. Decidi dobrar a esquina na Rua Dom Pedro II para ver se encontrava alguma opção mais tranquila. Como estava caminhando, fui olhando as lojas do começo da quadra. Logo uma cafeteira e muitos grãos de café em uma vitrine me chamaram a atenção. Olhei para uma placa na entrada do estabelecimento e lá dizia “almoço peruano”. Como o espaço gastronômico é anexo a uma loja de decoração, com vários ítens artesanais, fiquei na dúvida se era mesmo uma espécie de restaurante. Arrisquei e me surpeendi, estava descobrindo o Café Junto.

(foto/Eduardo Correa)

O cardápio é um misto das culinárias polonesa e peruana. O que estas duas cozinhas têm em comum? Nada, talvez, mas estas são as nacionalidades das sócias. Sara Llona, nascida no Peru, e Beata Szablowska, da Polônia, tinham o sonho de montar um negócio próprio na área gastronômica e transformaram a amizade também em uma parceria empreendedora. Cada dia uma vai para a cozinha e o cardápio é alternado.

(foto/Eduardo Correa)

Não há cardápio fixo. As receitas são decididas no dia anterior, quando elas saem à compra de ingredientes. O almoço funciona em sistema de menu, com entrada, prato principal e sobremesa a R$ 23,00 durante a semana (aos sábados o valor não inclui sobremesa). No dia em que experimentei a comida foi servida de entrada uma quiche de pimentão. Deliciosa. Perguntei à Sara se era uma receita típica no Peru. Ela disse que o pimentão é um ingrediente muito usado, então adaptou com uma receita que agrada o nosso paladar.

(foto/Eduardo Correa)

Como prato principal veio o  taco taco, que mistura feijão, arroz, banana assada e carne refogada com coentro. Estava tão empolgado com o cheiro que esqueci de tirar foto antes de comer. Peço desculpas pela falha e principalmente pela gula.

(foto/Eduardo Correa)

Como sou fã de doce de leite, a sobremesa não poderia ser melhor: alfajor caseiro, um pouco diferente dos alfajores argentinos. O Café Junto fica na Rua Dom Pedro II, 333, no Batel. Telefone (41) 3076-3380. Aberto de segunda à sexta, das 9 às 19 horas, e aos sábados das 9 às 17 horas. Além do almoço, também é possível degustar lanches e cafés durante a manha e à tarde.