Sopa de cebola

28 de julho de 2010

(por Eduardo Correa) É quase inevitável começar a escrever sobre sopas e caldos sem dizer que o prato é ideal para o friozinho que tem feito na região Sul. Bem, se o início do texto é comum, a receita que eu vou descrever a seguir tem um toque especial. Na semana passada o Vindouro Vinhos & Bistrô divulgou que estava servindo um ícone da culinária francesa, a La soupe à L’oignon: a tradicional sopa de cebola, que leva poucos ingredientes, exige dedicação e tempo, uma vez que seu preparo é lento. O detalhe, dizia a nota de divulgação, fica por conta da finalização. A versão do Vindouro é servida com uma cobertura de massa folhada, receita do chef francês Paul Bocuse, de 1975.

Sopa de cebola do Vindouro

Apesar das restrições de muita gente às cebolas, achei que a receita poderia agradar e pedi o modo de preparo ao restaurante. Lembrando que o modo de preparo é lento, mas para quem gosta de se divertir por um bom tempo comandando as panelas, vale a pena. O Vindouro fica na Rua Guarda-mor Lustosa, 129 (Via Rápida Centro-Cabral), no Juvevê. Telefone: 3027-0700.

Sopa de Cebola

6 cebolas médias; 50g de manteiga; 1 colher(sobremesa) de açúcar; 3 colheres (sopa) de farinha de trigo; 1 ½ litro de caldo de frango; 50ml de vinho Madeira; Massa folhada pronta suficiente para cobrir; 1 ovo batido; Sal e pimenta-do-reino a gosto.

Caldo de frango: 1 carcaça de frango; 3 talos de salsão; 1 alho-poró; 1 cebola; 2 cenouras; 2 litros de água; sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:

Caldo de Frango – corte todos os legumes em cubos pequenos. Coloque-os em uma panela grande e adicione a água e o frango. Tempere com um pouco de sal e pimenta e cozinhe em fogo médio por cerca de 2 horas. Corrija o tempero e coe o caldo em uma peneira fina, descartando os sólidos. Reserve.

Sopa de cebola – descasque e corte as cebolas em fatias finas. Ponha metade da cebola com o açúcar e a manteiga numa panela e cozinhe em fogo baixo até as fatias ficarem douradas. Acrescente o vinho e junte farinha. Misture bem e cozinhe em fogo médio. Quando a massa estiver seca, junte o caldo de frango, tempere com sal e pimenta e ferva por 5 minutos. Junte as cebolas restantes e mantenha no fogo até que fiquem cozidas. Distribua a sopa quente em sopeiras individuais e reserve. Abra a massa folhada e corte-a em círculos um pouco maiores que o diâmetro das sopeiras. Pincele a massa com ovo batido, por dentro e por fora, e cubra as sopeiras. Leve-as ao forno alto, a 200°C, e asse até a massa ficar dourada.

Grué Chocolateria

26 de julho de 2010

(por Paulo Motta)  Conheci na semana passada a Grué Chocolateria, na Avenida João Gualberto, no Juvevê. Antes mesmo de provar o chocolate já fiquei positivamente impressionado com o lugar.

(Foto/Paulo Motta)

Numa conversa rápida, descobri que a proprietária vendia ovos de chocolate para os colegas de faculdade. O sucesso era tão grande que as encomendas passaram a surgir em outras épocas do ano. Um incentivo daqui e outro dali, e hoje a designer Polyana Rodrigues comanda a loja junto com a mãe, também designer. O resultado são chocolates bonitos, embalagens impecáveis e um bom gosto que justifica a visita.

(Foto/Paulo Motta)

Os doces ficam expostos nas prateleiras e chamam a atenção dos clientes que passam pela rua. São biscoitos caseiros, bombons e trufas feitos na maioria com matéria-prima belga. Os bombons são decorados com a técnica de transfer e os recheios são testados até ficarem no ponto ideal – só de bombons são 24 variedades. Provei o de cachaça mineira, banana com doce de leite e champagne. São vendidos à R$ 140,00 o quilo.

(Foto/Paulo Motta)

A palha italiana é outra especialidade da casa, feita com bolacha moída, brigadeiro e chocolate. Custa R$ 7,00 a embalagem. Das trufas, provei a de tradicional, de gianduia e de chocolate branco. São cobertas por uma fina casca de chocolate, que preserva o recheio bem cremoso. Aprovadas também, principalmente a de gianduia.

(Foto/Paulo Motta)

A chocolateria ainda oferece cafés, chocolate quente e sorvetes italianos da Diletto. O preço é na média das lojas no mesmo nível, nem tão barato e nem tão caro. Tem boas opções para presente e o chocolate vale o quanto custa – saboroso e bem variado, bom para quem gosta de qualidade e boa apresentação.

A Grué Chocolateria fica na Avenida João Gualberto, 2.095 no Juvevê. Funciona de segunda a sexta das 10h às 19h e aos sábados das 10h às 13h. Aceita cartões Visa e Master. O telefone é o (41) 3253-5260 e o site é o www.gruechocolateria.com.br

Capeletti da serra gaúcha em Curitiba

22 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Outro dia deu vontade de sopa de capeletti e lembrei que perto de casa tem um lugar que vende os capelettis feitos na serra gaúcha! Nada contra os industrializados, mas o sabor do capeletti feito à mão é muuuito diferente. Pois não deu outra: dois dias seguidos o jantar foi sopa! Matei a vontade por um bom tempo….

Capeletti da Serra Gaúcha

Um pouco de carne de frango, de preferência a coxa ou sobrecoxa para dar aquela “sustança” do caldo, batatas picadas, capeletti e pronto. Deixe o caldo apurar bastante antes de colocar a massa. Cozinhe no ponto de sua preferência e depois é só finalizar com cheiro verde e queijo ralado. Aí é correr pro abraço!

A bandeijinha que rendeu 2 sopas fartas custou R$ 10,90 e eu encontrei na Família Scopel, que tem duas lojas em Curitiba – uma na Avenida Anita Garibaldi, no Ahú, e outra em frente ao Mercado Municipal. E olha que o capeletti é bom mesmo, do jeitinho que eu comi lá em Bento Gonçalves. Vale a pena!

Cheddar no Burger King

20 de julho de 2010

(por Paulo Motta) No almoço de ontem provei o lançamento do Burger King que estão divulgando por aí, o Cheddar Whopper com queijo cheddar e cebola caramelizada. Ok, ok, sei que junk food não é a opção mais recomendada para o almoço de segunda-feira, mas fazer o quê…. a vontade não pede pra aparecer!

(Foto/Divulgação)

Usei a foto de divulgação pois estava sem a câmera na hora. Como todo lanche do Burger King, o sabor do grelhado no hambúrguer sobressai, mas o cheddar casa muito bem e as cebolas caramelizadas são parecidas com as da foto: tostatinhas e em bastante quantidade. Com as onion ring’s no lugar da batata o pedido ficou em R$ 17,00. Boa pedida para quem gosta. Ainda tem outra versão do Whopper com três queijos, que fica para uma próxima.

Restaurante do Patrício

19 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre “ambiente requintado e boa comida”. Não que as duas coisas não possam andar juntas, mas quem lê o blog com frequência sabe como eu valorizo aqueles lugarzinhos aparentemente sem graça, mas que servem uma comida dos deuses, pra não dizer outra coisa.

Prova disso nós tivemos há alguns dias, quando passávamos em frente ao Restaurante do Patrício e o cheiro de comida que vinha da cozinha nos levou para dentro. Parecia aquele desenho do Pernalonga em que ele prepara cenouras e acaba atraindo os caçadores pelo cheiro. Nossa, que flashback eu tive agora.

O ambiente é o mais simples possível: mesas simples, toalhas brancas e o garçom à espera de clientes, sem falar na casa antiga, sem muita preocupação com a decoração. Não se assuste. É a prova de que para resistir ao tempo e aos restaurantes moderninhos, só mesmo com uma comida de primeira.

(Foto/Paulo Motta)

O sistema da casa é o rodízio de comida árabe, cobrado por pessoa – R$ 30,00 no almoço ou no jantar. Começa pelos frios – tabule, babaganoush, coalhada, kibe cru, homus e salada de pepino, tomate e cebola. Acompanha o pão sírio artesanal, que sozinho já é uma refeição. A fartura até assusta no começo e você pensa que não vai dar conta de tudo. A dica é: aprecie com calma e tudo dá certo.

(Foto/Paulo Motta)

O tabule é temperado na hora e fica incrivelmente saboroso. O homus (aquele com grão de bico) beira à perfeição, enquanto o babaganoush ( o da berinjela) deixa dúvidas sobre o que, naquele prato, está mais saboroso. Imagine pedaços tenros de berinjela envoltos num molho com sabor levemente defumado. Até agora não saíram da minha memória. O kibe cru é suave e com umas gotas de limão, não tem pra ninguém. Já a coalhada é um pouco mais azeda, mas igualmente saborosa. 

(Foto/Paulo Motta)

Enquanto você ainda se delicia com as entradas, o garçom pede se pode mandar os pratos quentes. Aqui vem a dica: na primeira vez que fomos, a mesa ficou sem espaço para tantas travessas: kibe, esfiha, charutos de repolho e folha de parreira, arroz com lentilhas, kafta, espetinho de alcatra e abobrinha recheada. E juro: você não consegue comer tudo. Então a dica é pedir aos poucos. A esfiha da foto e o kibe foram os primeiros “quentes”. Massa artesanal, recheio bem temperado e com um molho de pimenta, fica perfeito. Já o kibe é sequinho, quase sem vestígios de gordura. Nem parece que foi frito.

(Foto/Paulo Motta)

Depois foi a vez do arroz com lentilhas, bem tradicional, mas com um exagero delicioso de cebolas. Levemente adocicadas e não queimadas, como é de costume em alguns restaurantes árabes por aí. Acompanhou muito bem a kafta, trazida na mesa no espeto , prova de que estava no fogo à espera do nosso pedido.

(Foto/Paulo Motta)

Como falei, o rodízio ainda tem espetinho de alcatra, abobrinha recheada e os tradicionais charutos de repolho e de folha de parreira recheados com arroz e carne moída. Não cometi a indelicadeza de pedir para levar as sobras, mas há quem o faça e é permitido.

(Fotos/Paulo Motta)

De sobremesa tem alguns doces árabes como o ataif e um bolinho de semolina com coco. O ataif é tipo um crepe recheado com nata e embebido numa calda de flor de laranjeira ou de rosas. Vem pra mesa geladinho e é o arremate perfeito. Já o bolinho (não sei o nome correto) é quase como uma queijadinha, mais seca e bem doce. Prefiro o ataif.

Se no começo você achou caro pagar R$ 30,oo por pessoa, no final fica pensando que deveria até pagar mais. Tive a impressão de que ali o lucro não é mais importante que a satisfação do cliente. Não à toa a clientela é fiel e o atendimento faz com que a gente se sinta em casa.

Enquanto comia, ficava pensando como somos injustos em certos momentos. Nem sempre escolhemos o restaurante pela comida. Se fosse assim, aquele lugar deveria estar cheio, com fila de espera na porta. Mas estava quase vazio, mesmo com a melhor comida árabe de Curitiba. Uma pena… Total da conta: R$ 32,00 por pessoa. Feliz de quem pensa diferente e dá valor ao que realmente importa: boa comida e atendimento de qualidade, acima de tudo. 

O Restaurante do Patrício fica na Rua Francisco Rocha, 222, no Batel. Funciona de terça a domingo no almoço e jantar. O telefone para informações é o (41) 3242-0268. Importante: não aceita cartões, apenas pagamento em cheque ou dinheiro.

Rabada com polenta

16 de julho de 2010

(por Eduardo Correa) O chef Junior Durski é conhecido pelo hambúrguer e pelas carnes grelhadas dos restaurantes Madero e Madero Express ou pelos pratos sofisticados do restaurante Durski, mas o empresário e piloto de panelas também aposta em preparos mais populares. Aqui vale reforçar que eu disse preparos mais populares, o que não quer dizer que sejam menos ricos e saborosos. A receita de hoje é uma bela rabada com polenta, ideal para estes dias mais frios. Tem um ingrediente que não está na receita, mas que normalmente é servido com este prato, o agrião. Fica a dica!!!

(Foto/Daniel Derevecki)

Rabada com polenta

Ingredientes:

- 1 kg de cauda de boi;
- 2 cebolas picadas;
- 6 tomates picados;
- 2 dentes de alho amassados;
- Cheiro verde a gosto;
- Sal a gosto;
- Ervas frescas a gosto.

Modo de preparo:

Lave a carne, enxugue e passe no trigo. Em uma panela, frite a carne com azeite de oliva até dourar. Acrescente a cebola e o alho e deixe caramelar. Junte os tomates para fazer o molho. Cozinhe até a carne amolecer. Finalize acrescentando o cheiro verde e as ervas frescas. Servir com polenta cremosa.

Comidinhas e bela paisagem no Bosque do Alemão

14 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Quem conhece o Bosque do Alemão em Curitiba, no bairro Jardim Schaeffer, sabe que lá está uma das paisagens mais belas da capital. E é  lá no alto do Bosque, quase escondido, que funciona um café que serve um dos melhores (senão o melhor) struddel de Curitiba – o struddel da Dona Erika.

(Foto/Paulo Motta)

O café é simples, com poucas mesas de plástico na calçada e quase sempre com fila! O nome significa algo como “canto alemão” e a especialidade são as guloseimas alemãs, feitas seguindo as receitas da D. Erika Zeilinger, que é famosa em Curitiba pelas bolachas artesanais (veja uma matéria sobre ela aqui).

O tal do suco de ruibarbo

A primeira boa pedida é o suco de ruibarbo (R$ 3,50), que só tem lá, e nada mais é que uma planta comestivel meio azedinha que os americanos usam bastante em tortas. A folha parece a de uma beterraba e o suco é feito com os talos, que são bem fibrosos – repare na borda do copo. Pense numa coisa boa e muito diferente!

Massa fofinha, muita uva e uma farofa crocante de outro mundo!

Depois, dê uma espiadinha no balcão para ver qual o “cuque” do dia. Geralmente a de uva não falta, e foi a que eu pedi no dia em que estive por lá (R$ 4,00 o pedaço). Simplesmente espetacular. O pedaço é generoso e vem com muita uva e farofa crocante por cima. E se tem uma coisa que os alemães fazem bem (além do spatzle, goulash e todo o resto) é a tal da cuque. Juro, se você mora longe, vale atravessar a cidade para provar essa maravilha.

Alguém duvida que isso tá bom?

E por último, não esqueça dos salgados! Geralmente tem umas quiches e o pastel assado. A quiche só é boa se você pegar a fornada saindo, caso contrário ela passa algum tempo no balcão aquecido e aí já viu, fica escura e borrachuda. Mas o pastel assado de carne (R$ 3,50) vale a pedida a qualquer hora do dia. Pense num recheio saboroso, temperado com muito carinho, como se tivesse sido feito pela vovó para o café da tarde. E a massa? Lá pelas tantas você nem diferencia ela do recheio, de tão suave e fininha até desmancha na boca. Meu pai, que sofrimento!

O café Deutsche Ecke fica no Bosque do Alemão, no Jardim Schaeffer, entre as ruas Franz Schubert, Nicollo Paganini e Francisco Schaeffer. Funciona todos os dias as 12h até o anoitecer. Em julho, dezembro e janeiro, fica até mais tarde. O telefone para informações é o (41) 3338-8385.

Pernil de Vitela desossado

13 de julho de 2010

(por Paulo Motta) No curso de chef de cuisine achei interessante o preparo de pratos à base de carne de vitela (ou vitelo). Quem nunca usou, pode estranhar um pouco na primeira vez, pois o odor de leite é bem presente na carne. Já depois de preparada, o sabor é suave e dependendo do corte, quase não tem gordura. A sugestão de receita de hoje vem do restaurante Mediterraneo do Park Shopping Barigui. A Chef Daniela Prosdócimo Caldeira compartilha com os leitores a receita de Pernil de Vitela Desossado, que é servido no buffet do restaurante. Vamos aos ingredientes?

(Foto/Divulgação)

Pernil de Vitela Desossado
Receita da chef Daniela Prosdócimo Caldeira
(Rende 6 porções)

Ingredientes

- 01 peça de pernil;
- 1 cebola;
- 5 dentes de alho;
- 900 ml de molho shoyu;
- 700 g de nata;
- 2 colheres de ervas de provence seca

Modo de Preparo

Tempere o pernil com a cebola, alho e o molho shoyo e deixe marinar de um dia para o outro. No dia seguinte, retire da marinada, cubra com papel alumínio e asse em forno a 160 graus por aproximadamente 40 minutos, até ficar bem macio. Corte em fatias. Peneire a marinada, descartando a cebola e o alho, e coloque-a em uma panela com a nata e as ervas de provence secas. Deixe ferver por 15 minutos, aproximadamente. Regar a vitela e sirva.

A dica é servir acompanhado de batata assada com azeite e confit de alho, como na foto.

Serviço:
Mediterraneo
Park Gourmet do ParkShoppingBarigüi
Rua Professor Viriato Parigot de Souza, 600
Ecoville – Curitiba – PR
(41) 3317-6980

Bom e com preço justo

13 de julho de 2010

(por Eduardo Correa) Depois de muito tempo largando tudo na mão do Paulo, voltarei a dividir as minhas dicas gastronômicas com os leitores e a contribuir com o blog. E neste retorno eu falo de um restaurante que já apareceu algumas vezes por aqui, a Cantina do Délio. Não, eu não como de graça lá para falar tão bem. Recomendo porque realmente gosto do cardápio, do preparo dos pratos e acho o preço justo para o que servem.

(foto/Eduardo Correa)

No almoço há pratos fixos e os que variam a cada dia. Na terça-feira eles servem uma perdição para quem é fã de miúdos: Fegato alla Veneziana. Antes de explicar o que é, um aviso. É sacanagem comer este prato e voltar para o trabalho ou ir encontrar o amor da sua vida. O motivo? Trata-se de um belo fígado acebolado servido com tagliatelle alho e óleo. Repito, é para quem gosta de emoções forte. O preço? R$ 16,10.

(foto/Eduardo Correa)

Depois, para quebrar o gosto forte dos temperos, uma sobremesa cai bem. Indico o sorvete de queijo com calda de goiaba (R$ 7,50). A Cantina do Délio fica na Rua Itupava, 1.094, no alto da XV. Telefone (41) 3078-0010.

Hamburgueria do Vicente

11 de julho de 2010

(por Paulo Motta) A fama do lugar é grande e nos levou a conhecer os tão falados lanches da Hamburgueria do Vicente, que tem como slogan o “hambúrguer de respeito”. A casa parece um dinner americano, tem poltronas encostadas nas paredes que geralmente são disputadas pelos jovens. Fica na Av. Vicente Machado, por isso o nome, e está mais para o Bigorrilho do que para o centro, logo fica mais longe do agito da rua na região central de Curitiba. Muitas famílias, mesas cheias e cheiro de hambúrguer no ar. Convite à gula total!

(Foto/Paulo Motta)

Começamos por uma porção de batata rústica, que veio acompanhada de molho barbecue. Gosto dessas batatas fritas com casca e tudo, acho mais saborosas e a apresentação é muito mais interessante.

Porção de batatas rústicas

A porção custa R$ 7,90 e é bem servida para duas ou três pessoas. Repare nos dentes de alho que são fritos junto com a batata. Ficam macios por dentro, quase como um creme. Misturado à batata, fica uma perdição!

Cheeseburguer do Vicente

O Eduardo foi de Cheeseburguer do Vicente (R$ 14,20), com pão artesanal, hambúrguer de 160 gramas, queijo derretido e porção adicional de cebola na chapa. A porção adicional custou mais R$ 1,20. Achei carinho por um pouco de cebola frita, mas era o preço!

Cheddar do Vicente

Fiquei de olho nos lanches que chegavam nas outras mesas e vi que o Cheddar do Vicente era maioria. Pão escurinho, cebolas caramelizadas, hambúrguer e queijo cheddar. Qualquer semelhança com o Mc Donalds não é mera coincidência. O preço, porém, não tem muito a ver: R$ 17,80 pelo sanduíche, que vem com uma porção pequena de batata chips caseira. Outro destaque é a maionese, também feita na casa, bem branquinha e saborosa. Sou fã de maionese caseira e o potinho da foto não deu pra nada… =D. No começo, achei que tinha exagerado no pedido, mas o hamburguer não era tão grande como eu achava. No Cheddar, também achei que faltou aquele algo a mais.

A conta ficou em R$ 23,75 por pessoa. O atendimento é muito eficiente, os pedidos chegam rápido e os garçons ficam atentos ao mínimo sinal dos clientes. Coisa rara de se ver hoje em dia. Já o hamburguer é bem feito, mas pra mim, não surpreendeu no sabor. Acho que preciso voltar para conhecer outros lanches do cardápio e tirar a dúvida. E garanto, não vai ser sofrimento nenhum!

A Hamburgueria do Vicente fica na Av. Vicente Machado, 1.927. Funciona de terça à sábado das 12h às 23h30 e domingos das 13h às 22h. Tem site: www.hamburgueriadovicente.com.br.

Pizzaria Baggio, boa para o paladar e para o bolso

9 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Nem lembro a última vez que saí para “comer pizza”, pois sempre que dá vontade, é só ligar e pronto. Parece que pizza virou sinônimo de comida delivery. Mas nada como o clima de cantina italiana, a conversa alta, o vinho, e o cheiro de pizza que vem do forno, e não da caixa de papelão. Na quinta-feira conheci a Baggio, que tem quatro lojas em Curitiba e duas em Santa Catarina. A escolhida foi a da Princeza Izabel, quase em frente ao Bar dos Passarinhos.

Abrindo a porta, o aroma de molho de tomate era impressionante. Deu para imaginar as panelas de molho vermelho borbulhando, sem muito tempero, como deve ser o molho para pizza. Pegamos uma mesa redonda, pois chegaria mais gente e a noite prometia muita pizza, vinho e boas conversas.

Cesta de crostata, cortesia da casa

A entradinha é uma cesta de crostata feita com a massa da pizza, mas bem fininha, temperada com queijo ralado. É cortesia da casa e se acabar, é só pedir mais. Até mesmo quem espera pela pizza no balcão pode sentar e “petiscar” a massinha. Primeira impressão muito boa.

Vinho bom e barato

O garçom trouxe a carta de vinhos e antes que escolhessemos, disse que tinha uma promoção. Promoção? Alguém ouviu a palavra mágica? Um cabernet chileno da vinícola Santa Ema por R$ 29,90. Ok, ok, aposto que pensou aí que vinho de promoção é furada, só fazem isso para acabar com o estoque antes que estrague, etc e tal. Mas a escolha foi muito boa e se o vinho não era dos melhores, a palavrinha mágica fez ficar!

Pizza gigante, fome idem

Como estávamos em seis, pedimos uma pizza gigante com 12 pedaços, dois pra cada um. Escolha bem racional, eu diria. Meia baiana (calabresa, cebola e ovo com pimenta calabresa opcional) e meia alcachofra com copa (sabor novo), com corações de alcachofra, fatias finas de copa e umas azeitonas pretas para finalizar (R$ 48,00).

Pedaço generoso

O pedaço é generoso mesmo na divisão por 12. Acabou que dois por pessoa foram mais que suficientes. A massa é bem fina, com a borda bolhuda e crocante,  o recheio não economiza e quase entra na categoria ”nossa, quanto recheio nessa pizza”. A minha preferida foi a de alcachofra, com ingredientes de excelente qualidade, diga-se de passagem.  

Três garrafas de vinho e umas 1000 calorias depois, veio a conta. Total por pessoa: R$ 27,00, e eu nem precisei tirar o escorpião do bolso. Bom custo/benefício, considerando a qualidade da pizza e o serviço. Sem falar no clima de cantina italiana que sempre traz boas lembranças. Fica a dica de um bom lugar para comer bem e não gastar muito.

A Baggio tem quatro endereços em Curitiba. A loja visitada é a da Alameda Princeza Isabel, 1934, no Champagnat. Funciona diariamente das 18h30 às 23h30. O telefone de lá é o (41) 3339-6262 e o site é o www.pizzariabaggio.com.br

Bolo de fubá da vovó

8 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Não sei se é o forno do meu fogão ou a mão “torta” do cozinheiro aqui, mas toda vez que a ideia é fazer bolo, algo dá errado. A última tentativa foi um bolo de fubá da vovó que eu vi receita na internet. Não fosse eu esquecer de colocar o óleo de soja, estaria perfeito. A receita é bem boa, fácil de medir e de preparar. Só exige uma batedeira e uma forma redonda com furo. Pode fazer que dá certo. Só não esquece o óleo, que deixa o bolo ainda melhor. Vamos aos ingredientes?

(Foto/Paulo Motta)

Bolo de fubá da vovó
Ingredientes

- 2 copos (tipo requeijão) de açúcar
- 1 copo de farinha de trigo
- 1 copo de fubá
- 1 copo de óleo de soja (ou outro de sua preferência)
- 1 copo de leite
- 4 ovos
- 1 colher (sopa) de Royal

Modo de preparo: Separe as claras e bata em neve. Reserve. Na batedeira, misture as gemas e o açúcar e bata até virar uma gemada bem clarinha. Adicione o leite, o óleo e as farinhas de trigo e de milho aos poucos, até a massa ficar bem homogênea. Se precisar, adicione mais leite para dar o ponto. Por último coloque o fermento e bata mais um pouco. Adicione as claras que foram batidas em neve e misture com cuidado. Unte e enfarinhe uma forma redonda com furo central. Coloque a massa e leve ao forno pré-aquecido a 180º por 35 a 40 minutos. Espere esfriar e desenforme. Se desejar, faça furinhos com um palito e regue com uma calda de chocolate.

Yakissoba com pinhão, mas sem pinhão

6 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Decepção com o yakissoba de pinhão que um restaurante japonês do Cabral colocou no cardápio de inverno. Resolvi pedir pelo delivery e quando abri a embalagem em casa, cadê o pinhão???

Alguém viu um pinhão aí?

O atendimento foi eficiente, o pedido ficou pronto rápido e o prato até estava saboroso. Mas sem pinhão, não dá. Preço do jantar furado: R$ 22,90. Fiquei na vontade, e no prejuízo!

Au-Au e o pecado da gula

6 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Ando meio viciado em comida de rua, principalmente pela falta de tempo de cozinhar. E em se tratando de cachorro-quente, o tradicional do Au-Au ainda é imbatível no quesito “que coisa mais boa isso aqui”. Diz a lenda que o pão deles tem receita secreta e que o cachorro-quente do carrinho é mais gostoso que o da loja. Vai saber… Curioso como só, fiquei de olho no tiozinho fazendo o lanche: abre o pão, passa maionese, coloca a vina, ketchup, mostarda, passa maionese, coloca vinagrete, outra camada de maionese, vinagrete novamente, dá uma espalhadinha com a faca e capricha no ketchup e na mostarda. Preço: R$ 4,60. Sim, não é dos mais baratos e nem prensado é. Mas vale cada cents.

Perdiçãããããããoo!

Perdiçãããããããoo!

Da linha de sobremesas do Au-Au, gosto dos brownies. Experimentei a versão de chocolate branco com sorvete Alpino (bom também) e calda de chocolate branco derretida. Preço: R$ 9,80. O brownie é bem preparado, o sorvete ajuda a quebrar o “doce”, e a calda é uma bomba calórica. Muito chocolate derretido! Gosta muito muito de doce? Vai fundo!!

Bomba calórica total!!!

Brownie do Au-Au

Ahh, quase esqueço: as lojas do Au-Au agora servem os refrigerantes da Coca-Cola. Quem não gostava de Pepsi agora tem um bom motivo para dar uma passadinha. O Au-Au tem vários endereços em Curitiba. Para saber o mais próximo, o site é o www.auau.com.br

2 anos de Cana Benta

1 de julho de 2010

(por Paulo Motta) Perdi a festa de 2 anos do Bar Cana Benta que aconteceu na última terça-feira, mas vale o registro pela data tão especial para o Bar. Para comemorar o aniversário, o chef Maurício Mello criou novos petiscos e a decoração da casa também passou por algumas mudanças. E que sofrimento foi receber a foto do bolinho de abóbora com carne seca, que integra o novo cardápio!!

(Foto/Divulgação)

(Foto/Divulgação)

A porção é individual e vem acompanhada de sementes de abóbora como tira-gosto e uma dose da cachaça exclusiva do Cana Benta. Boa sacada…. afinal, por que colocar a marvada na receita se dá pra tomar pura mesmo, não é? Brincadeiras à parte, parabéns ao Délio Canabrava pelos dois anos do bar, que continua com o mesmo bom atendimento de sempre e com petiscos de dar água na boca.

O Cana Benta fica na Rua Itupava, 1431, no Alto da XV. O telefone para informações é o (41) 3019-6898. Tem site: www.canabenta.com.br