Páscoa farta no Bourbon

16 de março de 2010

(por Eduardo Correa) O chef Luciano Guimarães, do Hotel Bourbon Curitiba, preparou um cardápio especial para o almoço de páscoa. O menu inclui saladas variadas, pratos quentes com frutos do mar e sobremesas. Um dos pratos é o Linguado ao chablis com sauté de aspargos crocante e o chef compartilhou a receita. Mais perto do fim de semana de páscoa divulgamos o cardápio completo e mais uma receita.

Receita do cardápio de Páscoa do Bourbon

Linguado ao chablis com sauté de aspargos crocante ( serve 5 pessoas)

Ingredientes:
- 1kg de file de linguado fresco cortado em postas de 200gr;
- 200 ml de vinho branco demi-sec, chablis ou similar;
- Sal / pimenta branca a gosto;
- Raspas de 1 limão e seu suco separados;
- 2 maços de aspargos frescos de previamente limpos;
- 2 dentes de alho ralados;
- 300ml de azeite puro;
- 1 molho de manjericão fresco;
- 50 gr de manteiga.

Preparo:
Em uma vasilha média colocar o vinho, metade do azeite , o manjericão , o suco do limão , sal e pimenta e uma pitada pequena de nóz moscada, misturar todos os ingredientes e depois deixar o peixe nesta marinada de 15 a 20 minutos. Aquecer uma frigideira de fundo grosso ou triplo, colocar metade do azeite restante e frigir o peixe em ambos os lados até estar dourado e firme, sem deixar ressecar. Paralelamente cozinhe os aspargos em água fervente com um pouco de sal e de preferência na vertical e amarrados por aproximadamente 7 minutos, deixando-os al dente ou firme para morder, retirar da agua, cortar em pedaços de aproximadamente 4 cm, saltear no restante do azeite com o alho. Montar uma camada de aspagos, o peixe por cima e o restante dos aspargos regar com a redução de chablis. Para a redução de vinho, aquecer a frigideira em que o peixe foi frito, colocar a manteiga, metade do caldo da marinada do peixe levar ao fogo médio e deixar reduzir a um terço da quantidade inicial.

Comida de Boteco

12 de março de 2010

(por Paulo Motta) Gosta de comida de boteco e quer aprender a preparar várias receitas em casa? Pois então anote na agenda: aula show sobre Comidas de Boteco, Bolinhos e Petiscos dia 19/03 no Espaço Gourmet Gastronomia. Já vou avisando que as aulas deste tema são sempre concorridas, por isso é bom reservar sua vaga o quanto antes.

Entre os preparos da aula estão o Bolinho de siri, Hot wings, bolinho de bacalhau crocante, bolinho de costela, batata abraçadinha e bolinho de sorvete, chocolate e café. Durante a aula há farta degustação e todos os preparos serão servidos com chopp. Tá bom ou quer mais? Só não vai dar pra sair da escola e encarar outro boteco depois!!! O investimento é de R$ 110,00. Pra dar ainda mais vontade, segue uma receita de bolinho de costela, prático e barato para preparar. Colaboração do Chef Gui Baran.

Aprenda o preparo de vários petiscos de boteco

Aprenda o preparo de vários petiscos de boteco

Bolinho de Costela
Rendimento: 25 bolinhos de 100g cada

Ingredientes:
- 2kg de costela bovina cozida e desfiada
- 1 cebola média picada
- meio maço de salsinha picada
- 2 dentes de alho picados
- 500g de mandioca cozida e amassada
- 50gr de manteiga
- sal e pimenta do reino a gosto
- 200gr de queijo mussarela ralado
- leite
- Farinha de trigo o suficiente para dar ponto
- Farinha de rosca para empanar

Preparo
Tempere a costela com sal e o alho e leve na panela de pressão por aproximadamente 1 hora ou até que ela esteja bem macia, desfie e reserve. Cozinhe a mandioca em água e sal, passe pelo espremedor e faça um purê com um pouco de manteiga, o sal e o leite, reserve. Numa panela refogue a cebola na manteiga com um fio de azeite de oliva, acrescente a costela desfiada, o purê e a salsinha, acerte o sal e vá acrescentando a farinha, deixando cozinhar, até a massa desgrudar do fundo da panela, deixe esfriar. Depois de fria, acrescente a mussarela, faça os bolinhos, empane na farinha de rosca e frite.

Cantina do Délio

12 de março de 2010

(por Paulo Motta) Devia fazer pelo menos mais de um ano que eu queria conhecer a Cantina do Délio, o único do grupo (Banoffi, Maria Polenta, Picanha Brava e Cana Benta) que eu ainda não tinha ido. O Eduardo, que já foi algumas vezes, garantiu que seria uma boa pedida.

A casa onde funciona a Cantina dispensa comentários. Lembra a casa da minha avó, no interior, e é um verdadeiro retrato do passado no coração do Alto da XV. Na parte de baixo as mesas cheias e a conversa alta dão o clima de boteco. Conseguimos uma mesa no mesanino, que tem acesso por uma escada cercada de garrafas de vinho empoeiradas e que deixa a gente com a sensação de estar entrando naquele sótão misterioso, igual ao dos filmes.

O atendimento foi rápido e os cardápios já sobre a mesa adiantaram os trabalhos. Começamos pelo Trio de Brusquetas (R$ 15,50) com seis pequenas porções de brusqueta tradicional, com tomate e manjericão, a caprese, com um “plus” de mussarela de búfala e a caponata, com berinjela e pimentões. Difícil dizer qual estava melhor. Apesar do pão um pouco torrado demais, o sabor suave (mesmo na de berinjela) estava perfeito. Começamos bem!

Trio de Brusquetas

Trio de Brusquetas

As opções do cardápio são bem variadas e as massas e carnes predominam. Como eu sabia que o risoto deles era bom, pedi o de Zucca com Gamberi (arroz arbóreo com abóbora, camarão e toque de manjericão, R$ 17,70). Correto no ponto do arroz, na cremosidade e na suavidade do camarão, mas um pouco salgado demais. De qualquer forma não perdeu o brilho e foi degustado calmamente, até o final.

 

Ótima pedida, risoto de camarão com abóbora

Ótima pedida, risoto de camarão com abóbora

O Eduardo foi mais hard core e encarou uma Bistecca alla Fiorentina servida com batatas, pimentões e salada (R$ 24,60). O tamanho do prato era de impressionar. Até o garçom brincou, mas garantiu que era uma excelente pedida. Devia ser mesmo. Só sobraram alguns pimentões e uma batata órfã, coitada.

Bisteca fiorentina da Cantina do Délio

Bisteca fiorentina da Cantina do Délio

Nem preciso dizer que a sobremesa ficou para outro dia. Gastamos, cada, R$ 35,80. Justo para um jantar bem servido, num ambiente descontraído e com um serviço impecável.

Onde:
Cantina do Délio
Rua Itupava, 1094 – Alto da XV
Fone: (41) 3078-0010
Funciona de segunda a sábado, das 11h às 16h e das 17h a 0h
www.cantinadodelio.com.br

Lembranças da infância: arroz de forno

11 de março de 2010

(por Paulo Motta) Meu pai nunca teve muito dom para a culinária. Como músico que é, sempre preferiu dedicar o tempo ao acordeon, ao teclado e às aulas que ministra em casa mesmo. Uma vez, durante uma temporada em que passou fora à trabalho, teve de encarar o fogão e descobriu sua especialidade: arroz de forno.

Eu devia ter meus 10 anos e lembro da primeira vez que ele preparou o prato em casa. A mesa era na cozinha mesmo, ao lado do fogão, e eu e minha mãe aguardávamos com pratos e talheres a postos. Eu mais ansioso que ela, é verdade. Ele então tira do forno uma travessa pesada, coberta de papel alumínio. Coloca no centro da mesa, remove o invólucro prateado e diz, com entusiasmo: tá pronto!

Nunca a explicação de um prato havia sido tão direta. Depois perguntei o que ele havia colocado. “Arroz, ovo, presunto, queijo e uns temperinhos que você gosta”. Nem preciso dizer que foi o melhor arroz de forno que já comi até hoje.

Minha mãe não gostou. Tirou os temperos para o canto do prato e comeu o arroz quase puro, no máximo com algumas tiras de presunto. Sentei ao lado dele e disse que havia adorado. Ele respondeu: “fiz pra você, meu filho”.

“Não existe nada mais sincero que o amor pela boa mesa”. George Bernard Shaw

A apresentação não é das melhores... mas nem importa!

A apresentação não é das melhores... mas nem importa!

Arroz de Forno à moda do meu pai
Ingredientes:

- Arroz de ontem (tudo o que sobrou)
- 100 g de presunto em cubos
- 200 g de mussarela em fatias ou ralado
- 2 ovos ligeiramente batidos (ou 3 se forem pequenos)
- 1 tomate em cubos pequenos
- 1 lata de milho verde
- 1 cenoura média em cubos pequenos
- parmesão ralado à gosto
- salsinha à gosto
- sal e pimenta do reino
- manteiga ou margarina para untar

Modo de preparo: misture o arroz, o presunto, tomate em cubos, o milho verde e a cenoura. Adicione o ovo ligeiramente batido com um pouco de sal e salpique o cheiro verde. Envolva bem e por último acrescente um pouco de parmesão ralado. Unte uma forma retangular com a manteiga ou margarina e coloque metade do arroz. Acomode as fatias de mussarela e finalize com o arroz restante. Cubra a forma com papel alumínio e leve ao forno por 50 minutos ou até o ovo ficar cozido.

Dica: você pode misturar um pouco de creme de leite de caixinha junto com o arroz. Fica mais cremoso (e calórico também).

Perdoem a nossa falha

10 de março de 2010

(por Eduardo Correa) Realizamos o sorteio do livro 400g: Técnicas de Cozinha na sexta-feira passada e acabei esquecendo de colocar o resultado aqui no blog. Avisei o leitor Alex G. Peixoto que ele era o ganhador e cometi a grande falha de não comunicar aos outros leitores. Quem não teve sorte de3 ganhar a publicação, vale o investimento.

Dica de livro

Dica de livro

Quatro profissionais para ninguém botar defeito se reuniram para fazer o primeiro livro de técnicas de culinária do Brasil. Uma obra inédita no país. E, como ninguém já nasce sabendo, ele vai facilitar sobremaneira a sua vida, principalmente na hora em que alguma receita pedir para branquear um espinafre, usar um tomate concassé ou fazer um fundo de crustáceo. São mais de 300 receitas entre molhos e sopas, saladas, acompanhamentos, carnes, panificação e confeitaria. 400 g une teoria e prática, e convida o leitor a experimentar os vários caminhos da cozinha para achar no final a sua própria expressão.

Azeite brasileiro?

10 de março de 2010

(por Paulo Motta) Olha aí uma notícia que interessa aos gastrônomos de plantão: Minas Gerais vai produzir o primeiro azeite brasileiro e diz que em 10 anos o Brasil pode se tornar autosuficiente na produção de azeitonas e de azeite. Hoje, importamos 100% de tudo o que consumimos.

Produção nacional já começou

Produção nacional já começou

O município responsável pelo feito é Maria da Fé, considerado o mais frio de Minas Gerais, que tem solo e clima parecidos com os dos grandes produtores de azeite – Grécia, Espanha e Portugal. Quem comanda os experimentos para produção do azeite brasileiro é a Epamig, departamento governamental do estado.

Campos em Maria da Fé, a cidade mais fria de Minas Gerais

Campos em Maria da Fé, a cidade mais fria de Minas Gerais

A produção deve chegar a 10 toneladas de azeitonas. Serão 37 variedades para produzir azeite brasileiro, dizem eles de boa qualidade. É esperar para ver!

Chile e as vinícolas

10 de março de 2010

(por Paulo Motta) Em meio à destruição causada pelos terremotos no Chile, uma cena me chamou a atenção hoje pela manhã num noticiário da TV. A população se alimentando de uvas, numa tentativa de driblar a fome e as dificuldades que estão passando.

No mundo gastronômico o terremoto no Chile deixou em alerta importadores e apreciadores dos vinhos. Especulou-se sobre a diminuição na produção e até mesmo uma possível falta de produto no mercado.

Li uma declaração oficial da Vinos de Chile, entidade que reúne produtores de vinho do país. Na nota, fala-se sobre a perda de 12,5% da produção (algo em torno de 125 milhões de litros), num prejuízo de aproximadamente US$ 250 milhões. Pior do que as perdas, a maior dificuldade agora é o próprio transporte, que diminui o ritmo de exportação enquanto estradas e portos não estiverem totalmente recuperados.

Adega e barris numa vinícola chilena

Adega e barris numa vinícola chilena

Dizer que vai faltar vinho é precipitado, assim como afirmar que os preços sofrerão aumento. O fato é que a safra 2010 terá um valor diferente quando chegar ao mercado. Não o financeiro, mas o histórico.  A declaração pode ser lida na íntegra aqui.

Fusilet ao Quatro Fromage

10 de março de 2010

(por Paulo Motta) Ainda não fui ao Picanha Brava conhecer as novidades do cardápio, trazidas pelo chef francês Alexandre Billot, que acaba de chegar ao Brasil e à cozinha do restaurante. A casa conhecida pela picanha e seus molhos apimentados agora vai oferecer massas frescas, preparadas no próprio restaurante. Nem preciso falar que a combinação de massa + carne grelhada é garantia de uma boa refeição. Então, para você ficar com vontade (e eu também) segue a receita de um dos novos pratos da casa, o Fusilet ao Quatro Fromage.

Novidade no cardápio do Picanha Brava

Novidade no cardápio do Picanha Brava

Fusilet ao Quatro Fromage
(para 4 pessoas)

Ingredientes:

- 480g de mignon
- 120g de massa fusilet
- 125ml de leite
- 125ml de creme de leite
- 25g de manteiga
- 25g de farinha de trigo
- 40g de queijo provolone
- 40g de queijo parmesão
- 40g de queijo prato
- 40g de queijo mussarela

Modo de preparo – massa e molho:

- Para o cozimento do fusilet, coloque 1 litro de água para ferver, acrescente sal a gosto e um filme de óleo. Fique atento ao cozimento para que a massa fique “AL dente”. Para o molho, derreta a manteiga e acrescentar farinha de trigo, mexendo com batedor manual continuamente por 3 minutos. Acrescente o leite e deixe ferver por 3 minutos. Coloque o creme de leite e deixe ferver, sempre mexendo. Com o fogo desligado, acrescente o mix de queijos e continue mexendo.

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Quem gosta de bombom de frutas?

9 de março de 2010

(por Eduardo Correa) Quando era criança, não existiam muitas opções de caixas de bombons. Não me recordo exatamente quais eram as marcas do mercado, mas certamente nunca esqueci da caixinha amarela da Garoto. Minha avó adorava os bombons de futas. Eu, como a maioria das crianças, odiava.

A volta dos bombons de frutas

A volta dos bombons de frutas

Depois que cresci fiquei com saudades dos tais chocolates. Nesta semana recebi uma notícia que vai deixar os fãs destes bombons felizes. A Garoto relançou seus famosos bombons de frutas, agora em uma caixa diferente, de 140g. Os sabores são:  banana, damasco, figo, ameixa e um lançamento, amora. 

Zardoz, excelente opção chilena

8 de março de 2010

(por Eduardo Correa) Depois dos estragos causados pelos tremores de terra no Chile, circulou a informação de que os preços dos vinhos chilenos poderiam aumentar, reflexo dos prejuízos nas vinícolas do País. Enquanto ainda há indefinições em relação à situação por lá, é bom aproveitar para comprar vinhos chilenos interessantes que ainda não tiveram alterações de preço. Aliás, há uma dica muito interessante com desconto.

R$ 112,00, preço promocional de lançamento

R$ 112,00, preço promocional de lançamento

A Adega La Vinithèque trouxe para Curitiba o Zardoz, da Vina Indomita, produzido no Valle Del Maipo. É um Cabernet Sauvignon – Safra 2006. O preço normal do vinho é R$ 122,00, mas os consumidores encontram a garrafa por um preço promocional de lançamento, R$ 112,00.

Alcioni Dümes, enólogo e proprietário da adega, cita que este vinho apresenta tonalidades de vermelho violeta. O aroma é complexo e delicado de frutas vermelhas, com um toque fumado fino e menta. O paladar é limpo, com frutas e taninos suaves, redondos e elegantes. Sutileza e distinção, equilíbrio e suavidade, longo final.Harmoniza muito bem com lombo de cervo, costela e chuletas de cordeiro, filet bovino e confit de pato. A La Vinithèque fica na Rua Saldanha Marinho, 1.487, perto da Praça da Espanha.