Bancos continuam escondendo o custo total dos empréstimos aos clientes
Posted by Mirian Gasparin on Abril 23rd, 2009 filed in Finanças
Um ano depois do governo anunciar com grandes pompas uma série de mecanismos que prometiam colocar um ponto final à escalada das tarifas bancárias, tanto as pessoas físicas quanto as empresas continuam pagando altas taxas pelos serviços essenciais. E o pior: muitas vezes nem sabem o quanto estão pagando.
No caso dos empréstimos bancários, a Resolução do Banco Central, que obriga as instituições financeiras a informarem o Custo Efetivo Total do empréstimo ao cliente, vem sendo respeitada apenas por um dos 10 maiores bancos do país. Já a Resolução que permite o reajuste tarifário a cada 180 dias, é aplicada por todos os bancos, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
A verdade é que as pessoas devem ficar atentas à composição do custo do empréstimo, pois o valor final da operação pode ser muito maior do que a taxa de juros, que, num primeiro momento, parecia ser atraente. Pela Resolução do Banco Central, os bancos são obrigados a discriminar todos os itens do Custo Efetivo Total dos empréstimos, como taxas, tributos e eventuais tarifas. Acontece que muitas vezes o juro de um banco é menor do que o outro, mas a operação acaba ficando mais cara no banco que tem a taxa menor em função das altas tarifas praticadas. E é por isso que a maioria das instituições financeiras não faz questão nenhuma de discriminar a operação.
O cliente quando entra numa agência bancária, pode encontrar alguns banners que apontam inúmeras taxas, mas, na prática, nem mesmo os atendentes sabem adequá-las ao caso. Por isso, muita atenção no momento de fazer um empréstimo. Exija que o valor da operação seja discriminado. Só então poderá conhecer o quanto está pagando de juros, de impostos e de taxas de serviços.
27/11/2009 em 4:02 pm
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