Empresas de materiais de construção não temem crise

Posted by Mirian Gasparin on Outubro 13th, 2008 filed in Comércio

materiais-de-construcao.jpgA crise financeira mundial não vai causar reflexos negativos no setor de materiais de construção no Brasil e no Paraná. Pelo menos essa é a constatação das principais entidades do setor, que apostam no tradicional crescimento das vendas de materiais no final do ano para afastar a possibilidade de crise. Para acentuar este cenário de otimismo, acontece de 15 a 18 de outubro, no Expotrade, em Pinhais, a Expocon 2008 – 11ª Feira de Fornecedores da Construção Civil.

A feira apresenta as principais novidades em produtos e serviços de 150 indústrias brasileiras, 30% a mais do que na edição do ano passado. São esperados 28 mil visitantes, a maioria do Paraná e de Santa Catarina, ante os 23 mil de 2007. O evento é voltado para profissionais da construção civil, mas é aberto também para o público interessado em construção ou reforma.

Para o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Curitiba, Rogério Martini, a feira vai consolidar a posição do mercado de se manter otimista, com previsão de aumento de vendas de 10% em 2008 em relação a 2007. Segundo ele, as tecnologias e produtos apresentados na feira vão gerar vendas e relacionamento, que ajudam a aquecer o setor.  Na sua avaliação, o adiantamento do 13º salário e os empregos temporários agregam renda ao brasileiro, que tenderá a comprar à vista para evitar possíveis aumentos de juros e restrições de financiamentos. “Apenas se houver restrições de financiamentos poderemos ter queda nas vendas e baixar o crescimento previsto de 10% para 7%”, destaca.

Para as indústrias de materiais de construção, que vinham atestando crescimento nos negócios, o momento é de cautela. A curitibana Aeroflex, fabricante de produtos em aerossol também utilizados na construção civil, preocupa-se com o aumento dos custos das matérias-primas importadas, cujos valores são baseados no dólar do dia.  Por enquanto, a empresa não alterou as metas de crescimento para 2008 – a pretensão é chegar à marca de R$ 12 milhões em faturamento, 40% a mais em relação ao ano passado. Porém, se a situação do dólar perdurar, a diretoria será obrigada a rever as expectativas.

A fabricante de tubos, conexões e acessórios em PVC Plastilit, com sede em Curitiba, projeta um crescimento de 35% em toneladas produzidas por mês até o final do ano. Porém, a empresa teme os reflexos da crise norte-americana no que diz respeito à diminuição das linhas de crédito e ao aumento dos juros nos financiamentos, pois atende, em especial, ao varejo.


Um comentário para “Empresas de materiais de construção não temem crise”

  1. Empresas de materiais de construção não temem crise « Blog do Imobilien Says:

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