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Curitiba tem um dos maiores índices de carro por habitante do Brasil
24-Mar-2008 14:53

O índice é de 1,7 morador por carro, o que coloca a cidade atrás de líderes de frota, como Brasília, que tem 1,2 habitante por veículo

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Mais de 1 milhão de veículos trafegam pelas ruas de Curitiba todos os dias, causando cada vez mais congestionamentos e transtornos na capital, principalmente na região central. Esse número faz da cidade uma das líderes em veículo por habitante, ficando atrás apenas de São Paulo. Aqui, são 1,7 habitante por carro. Em São Paulo o índice é de 2,5 e Brasília, 1,2.

 

Somente em janeiro e fevereiro deste ano foram vendidos mais de 55 mil veículos em Curitiba, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Isso significa que a capital consome 8,2% do mercado de automóveis nacionais e 55% do mercado paranaense.

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O aumento das vendas de veículos se deve às facilidades nos financiamentos. Gilberto Deggerane, diretor de relações públicas da Assovepar (Associação dos Revendedores de Veículos do Paraná), diz que a economia estável e o melhor nível de emprego e renda tornaram possível o sonho de um carro.

 

 “Os bancos tornaram os financiamentos menos burocráticos e mais rápidos. Hoje, é possível comprar o carro e no mesmo dia sair dirigindo da loja”, afirma Deggerane. “O prazo do financiamento aumentou. Um carro pode ser parcelado em até 84 vezes”, completa.

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Medidas simples, como a carona solidária ou a adoção de outros meios de transporte, como o ônibus ou a bicicleta ajudariam a diminuir o congestionamento. É o que defende Rosângela Battistella, diretora de trânsito da Urbs. “Muitas vezes vemos o carro só com o motorista. Se pessoas que vão para o trabalho, por exemplo, organizassem caronas, o número de carros circulando iriam diminuir”, diz.

 

Se em Curitiba, existe um carro para cada 1,8 habitante, em bairros mais nobres esse número é ainda menor: no Batel, o índice é de 0,94 pessoa por carro. “Isso porque muitas famílias tem mais de um carro. E carro também é sinônimo de status”, ressalta Rosângela.

 

O taxista Antônio Oliveira sofre com os problemas do trânsito diariamente. Ele afirma que já sentiu o aumento na quantidade de veículos na prática. “Agora faço em 30 minutos o percurso que antes demorava 15 minutos. O movimento está insuportável”, diz.

 

O desrespeito de alguns motoristas no trânsito também é um ponto que faz o engenheiro Marcelo Maia perder a cabeça. “Como se não bastasse o movimento de carros, as pessoas não se respeitam. Isso piora tudo”, afirma Maia.

Comentários (2)add comment

Carlos Barbosa disse:

  Parece que os problemas de trânsito em Curitiba, como o excesso de veículos nas ruas, o excesso de velocidade, etc. não estão preocupando as nossas autoridades responsáveis. Se estão, como explicar que o próprio prefeito faz questão de aparecer na mídia como piloto de corridas de automóvel?
Esse é um incentivo para que os curitibanos optem pelo transporte coletivo?
março 24, 2008

Ricardo Chab disse:

  Caro Carlos Barbosa,
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!
O nosso prefeito sempre se mostrou muito preocupado com o transito, tanto de carros, como ciclistas e pedestres, prova disto são todas as obras ja feitas por toda a cidade (abertura de ruas, alargamento, etc etc) como as que ainda estão sendo feitas.
Agora nada impede dele ter um hobby, seja ele qual for, é a sua vida pessoal. Se ele gosta de carros, e corre? Qual é o mal disto?! E outra, quem disse que ele faz questao de aparecer na midia assim? Nao é ele que faz questao, é a midia que faz questão de mostra-lo. Um abraço!
março 25, 2008

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