Doações para vítimas de enchentes foram
queimados por terem deteriorado
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O Ministério Público Estadual (MP) do Rio de Janeiro vai instaurar inquérito para apurar a responsabilidade dos bombeiros que incineraram donativos destinados às vítimas da enchente que devastou Santa Catarina e vários municípios fluminenses, nos últimos meses.
De acordo com o promotor Homero das Neves, coordenador da Primeira Central de Inquéritos, a destruição do material usado constitui crime de dano contra o patrimônio público, pois o Estado era, naquele momento, responsável pelos donativos.
Se condenados, os responsáveis por atear fogo às doações e o coronel Djalma Souza Filho, exonerado do cargo de diretor-geral da Defesa Civil, podem pegar de dois a quatro anos de prisão. O caso deverá ser investigado pela 17ª DP (São Cristóvão), que cobre a área do 21º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) do Exército, onde as doações estão armazenadas, em condições precárias, desde novembro.
O secretário estadual de Saúde, Sergio Côrtes, que determinou o afastamento do coronel, disse estar revoltado com a destruição: "O meu sentimento é de revolta, como o de qualquer cidadão. A vantagem é que eu sou secretário e pude exonerá-lo", disse.
Côrtes determinou que o subsecretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, instaurasse uma sindicância para apurar os fatos. Ele disse que sequer telefonou para o ex-diretor-geral para comunicar sobre sua demissão.
"Para mim, as fotos e as imagens já dizem tudo. E é
preciso atitudes rigorosas na apuração. A cobrança é fundamental. Dentro de 30
dias vamos saber quem foram os responsáveis, e eles serão responsabilizados por
isso", afirmou.
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