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Ataque acontece 4 dias antes do início dos Jogos; governo diz que grupos separatistas são uma ameaça
Dois veículos invadiram um posto de controle fronteiriço na cidade de Kashgar, e seus ocupantes lançaram duas granadas contra a delegacia. Os dois motoristas dos veículos foram detidos após o ataque, que ocorreu por volta das 8 horas no horário local (21 horas de Brasília). Procurado, o escritório de Segurança Pública da região não quis se pronunciar.
Habitada por oito milhões de pessoas da etnia muçulmana uigur, Xinjiang é uma das principais fontes de gás e petróleo da China e aspira à independência para formar uma nova república centro-asiática. Os uigures, de religião muçulmana, cultura indo-européia e língua turcomana, acusam a maioria Han de colonizar e repreender seus costumes.
Em Xinjiang operam vários grupos independentistas que, segundo Pequim, são uma das principais ameaças à segurança dos Jogos Olímpicos, que começam na próxima sexta-feira.
No final de julho, o auto-proclamado Partido Islâmico do Turquestão reivindicou, por meio de um vídeo, a autoria de cinco atentados cometidos nos últimos meses na China, e ameaçou os Jogos Olímpicos de Pequim, embora as autoridades chinesas tenham minimizado a credibilidade destas ameaças.
Em 1º de agosto, as autoridades chinesas reconheceram que as sabotagens por parte de grupos terroristas uigures, etnia majoritária em Xinjiang, eram "mínimas", apesar do desdobramento em massa de tropas durante os Jogos Olímpicos para prevenir um possível ataque.
Por outro lado, grupos de direitos humanos acusaram a China de usar a guerra contra o terrorismo islâmico nessa região como justificativa para aumentar a repressão à população muçulmana.
Um contingente de 100 mil policiais e soldados está de prontidão para a cerimônia de abertura, na sexta-feira, 8, e o clima é de grande expectativa.
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