Estabilidade política e econômica tem atraído
outros latino-americanos
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A estabilidade política e a prosperidade econômica alcançadas pelo Chile estão gerando um grande fluxo de imigrantes latino-americanos que vêem no país andino a nova "Terra Prometida" antes de, em muitos casos, irem à Europa.
Com uma renda per capita de US$ 8.900 e crescimento sustentado durante a última década superior a 5%, o Chile passou de exportador de mão-de-obra a destino de trabalhadores peruanos, bolivianos, equatorianos, argentinos e colombianos.
Em 1999, havia no Chile 105 mil imigrantes, segundo o censo realizado pelo Instituto Nacional de Estatística. Mas, em 2002, esse número subiu para 185 mil e, de acordo com recentes estimativas das autoridades migratórias, em 2008 os estrangeiros no país passam dos 290 mil, 1,6% da população total.
Carolina Stefoni, pesquisadora especialista em migrações da Universidade Alberto Hurtado, aponta como um desses fatores o paulatino fechamento das fronteiras nos Estados Unidos e Europa. "Cada vez é mais caro chegar a esses países e o Chile aparece como uma alternativa para os imigrantes", afirmou.
Também foi determinante a política de portas abertas do Governo, que facilitou a entrada de milhares de imigrantes. Os imigrantes peruanos vêm em sua maioria do litoral norte e, embora não sejam das classes mais pobres, desempenham trabalhos precários na construção e no setor serviços. Os equatorianos que emigram para o Chile são, em sua maioria, profissionais, enquanto os procedentes da Bolívia trabalham no setor agrícola e os colombianos fogem da violência política em seu país.
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