Produtora internacional Celluloid Dreams chega ao Brasil

Postado por wikerson em 19/05/2009 em Cinema Nacional, Notícias
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A Celluloid Dreams, renomada produtora e “sales company” internacional de filmes de arte com sede na França, terá um escritório no Brasil. São cinco os sócios da nova produtora, a Celluloid Dreams Brasil: o produtor Patrick Siaretta, fundador da TeleImage; a proprietária da Celluloid Dreams, Hengaméh Panahi; o cineasta Heitor Dhalia, de “O Cheiro do Ralo” e “À Deriva”, selecionado para o Festival de Cannes 2009; a produtora Tatiana Quintella, idealizadora do Pólo Cultural e do Festival de Cinema de Paulínia (SP); e o produtor Fernando Menocci.

O objetivo da Celluloid Dreams Brasil é criar, desenvolver, produzir e coproduzir projetos cinematográficos internacionais, muitos deles em língua inglesa, de qualidade artística superior aos concorrentes, com temas de apelo comercial global e com a participação de pelo menos um astro internacional de primeira linha no elenco.

Entre os primeiros filmes da nova produtora, estão dois projetos de Heitor Dhalia: Uma Mulher e uma Arma, um thriller rodado em Buenos Aires e na Patagônia argentina, falado em inglês e espanhol; e Serra Pelada, um épico sobre a relação de dois amigos ao longo de dez anos na maior mina a céu aberto do mundo, falado em português.

Desde a sua criação na França, a Celluloid Dreams tem como objetivo principal criar filmes de qualidade para um público crescente. Com capital totalmente independente, atua como produtora e distribuidora de filmes. Recentemente, criou The Auteurs, a primeira comunidade virtual e distribuidora de filmes online por meio de uma plataforma de video-on-demand, em parceria com a Criterion Collection, o maior selo de DVDs de filmes de arte dos EUA. Antes do Brasil, a Celluloid já possui escritórios na Alemanha e no Japão.

Entre os filmes produzidos pela Celluloid Dreams e premiados nos grandes festivais, estão O Mundo (China), de Jia Zhang-Ke; Paradise Now (Palestina), de Hany Abu-Assad, indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro; e Não Estou Lá (EUA), de Todd Haynes, Prêmio Cinema do Futuro no Festival de Veneza.

No Festival de Cannes 2009, a Celluloid tem dois filmes na Competição pela Palma de Ouro: o francês Un Prophète (Um Profeta), de Jacques Audiard, e o italiano Vincere (Vencer), de Marco Bellochio.


Curso de crítica cinematográfica com Pablo Villaça em Curitiba

Postado por wikerson em 18/05/2009 em Cursos
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Um dos mais importantes críticos de cinema do país, Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena, estará em Curitiba no mês de junho. Entre os dias 22 e 26/06 ele ministra o curso “Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas“.

As aulas acontecerão no período da noite - das 19h às 22h - na Universidade Positivo. As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de junho (ou enquanto houver vagas) pelo e-mail pablo@cinemaemcena.com.br. O curso é voltado para cinéfilos amadores e “profissionais”, profissionais da comunicação, estudantes e para o público em geral [Eu já confirmei a minha inscrição].

Confira abaixo a ementa do curso:
- História da crítica, função e formação do crítico;
- O cinema e sua linguagem, seu tempo e sua realidade;
- O cinema e a narração;
- A montagem;
- O espectador e o fenômeno da identificação;
- Roteiro e direção;
- Direção de Arte, fotografia e som;
- Metodologia de trabalho e cotações.

Mais informações, aqui.


Warner relança DVDs de Harry Potter com novo visual e 6 minutos inéditos do novo filme

Postado por wikerson em 15/05/2009 em DVD
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Enquanto esperam a chegada de Harry Potter e O Enigma do Príncipe às telonas, os fãs do bruxo mais famoso da história do cinema podem ir revendo suas aventuras. A Warner traz  ao mercado os DVDs dos filmes de Harry Potter com novo visual e, para quem comprar o box completo, uma surpresa: seis minutos inéditos do novo filme.

Os 5 DVDs que narram as aventuras de Harry Potter e seus amigos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts – A Pedra Filosofal, A Câmara Secreta, O Prisioneiro de Azkaban, O Cálice de Fogo e a Ordem da Fênix -  voltam às prateleiras no início de junho com novas capas com imagens mais modernas. Cada disco tem o preço sugerido de R$ 19,90.

Já o box completo com 6 DVDs, que contém a versão dupla de Harry Potter e a Ordem da Fênix, sai por R$ 79,90 e, traz em edição limitada,  um novo disco bônus com seis minutos inéditos de O Enigma do Príncipe. Como se isso não fosse o bastante, para agradar os Pottermaníacos, o conteúdo do disco também inclui um documentário inédito de 54 minutos sobre A Pedra Filosofal.

Confira como ficou o novo visual e aproveite para adquirir já o seu DVD:

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkabán

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkabán

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Box Especial Harry Potter - 6 DVDs

Box Especial Harry Potter - 6 DVDs


Minissérie Pássaros Feridos está de volta

Postado por wikerson em 14/05/2009 em TV
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Ao longo de cinco décadas, a história de um amor proibido no cerne de um império familiar – protagonizada por um padre dividido entre suas obrigações com Deus e as paixões do coração humano. Esta é a envolvente trama de Pássaros Feridos, produção de 1983 com uma cuidadosa reconstrução de época do interior australiano que conquistou platéias em todo o mundo, incluindo o Brasil. Inaugurando a nova faixa de minisséries do TCM, o canal passa a exibir Pássaros Feridos todos os domingos, às 22h, a partir do dia 10 de maio.

Segunda maior audiência de um programa do gênero na história dos EUA, Pássaros Feridos é uma adaptação do best-seller de mesmo nome escrito pela australiana Colleen McCullough. Tudo começa quando o jovem e ambicioso padre Ralph de Bricassart (Richard Chamberlain) acaba exilado, como castigo por insubordinação, na paróquia da pequena cidade australiana de Gillanbone. Lá, ele fica amigo de Mary Carson (Barbara Stanwyck), uma rica fazendeira local que possui uma fazenda de ovelhas chamada Drogheda. Para ajudar a cuidar da produção no local, ela convoca seu irmão Paddy Cleary (Richard Kiley), que se muda para Drogheda com toda a família – incluindo a pequena menina Meggie.

O padre Ralph torna-se imediatamente um grande amigo e mentor espiritual de todos, iniciando especialmente um forte vínculo de amizade com a solitária garota. Os anos vão passando e Meggie evidentemente cresce, transformando-se em uma linda mulher (Rachel Ward). E é justamente neste momento que o religioso percebe que seus sentimentos por Meggie começam a se transformar em algo muito maior e mais profundo do que uma simples amizade.

Vencedora de seis prêmios Emmy e quatro prêmios Globo de Ouro, Pássaros Feridos traz no elenco nomes de peso como Richard Chamberlain (da série Dr.Kildare, 1961), Rachel Ward (Paixões Violentas, 1984), Barbara Stanwyck (Só a Mulher Peca, 1952), Jean Simmons (Spartacus, 1960) e Christopher Plummer (O Novo Mundo, 2005). A minissérie será exibida no TCM todos os domingos, às 22h, a partir do dia 10 de maio – e com reapresentações na quarta-feira posterior, também às 22h.


Documentário sobre jazz lançado no Wonka Bar

Postado por wikerson em 13/05/2009 em Cinema Paranaense
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Nas décadas de 1950 e 1960, Curitiba possuía uma cena musical de jazz efervescente, refletindo um dos momentos áureos da economia local e suas grandes safras de café, o chamado “ouro verde”. O movimento atraia músicos de vários lugares do país e teve palco principalmente nas boates da cidade, onde o repertório habitual começou a ser progressivamente substituído pelo estilo musical norte-americano. Uma cena que tem se mantido graças à formação de novas gerações de músicos.

É justamente essa viagem à Curitiba perdida, que começa nas longínquas noites da capital paranaense em bares como o La Vie en Rose, Marrocos, Moulin Rouge, King’s Club, Gracefull e o Clube Tropical e avança até os dias atuais, que trata o documentário longa-metragem “Música Subterrânea”, mais nova produção do Projeto Olho Vivo, que será lançado nesta quinta-feira (14), às 21h, no Wonka Bar, em Curitiba.

Baseado na pesquisa “Música Subterrânea: o jazz em Curitiba como elemento significante para os contornos do cenário sócio-cultural da cidade”, da mestre em história Deborah Agulham Carvalho, o documentário resgata histórias - algumas notórias e outras muito íntimas - através de bate-papos com cinco gerações de músicos jazzistas que escreveram grande parte da história da música e da noite curitibana.

“Não houve pretensão de recuperar uma linha histórica. Optamos por realizar conversas informais entre os músicos, pois queríamos pegar com mais vida essas histórias do passado”, conta Luciano Coelho, diretor do documentário, que também realizou a edição, direção de fotografia e câmera de Música Subterrânea.

“Músicos importantes começaram aqui na noite de Curitiba”, lembra Luciano. Nos anos 50 e 60, com a pujança econômica houve um grande fluxo de pessoas de fora para a cidade, o que acabou atraindo os músicos também. Entre eles estavam o trombonista carioca Raul de Souza, que veio atuar na banda da Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica e Infantaria de Guarda, e o percussionista catarinense Airto Moreira, que chegou a Curitiba com apenas 15 anos e posteriormente chegou a gravar com um dos mestres do jazz, Miles Davis. “A cidade permitia e promovia várias atividades. Foi uma época incrível”, completa a pianista Marília Giller, que também é pesquisadora do jazz na cidade.

O documentário destaca ainda o talento de pratas da casa. “É impressionante ver, por exemplo, a influência de músicos da cena local na origem da bossa nova, como o baterista Guarany Nogueira, que é citado como criador da batida da bossa nova, e o maestro Waltel Branco, que fez os arranjos de Chega de Saudade, para o disco de João Gilberto, considerado o marco inicial do estilo”, comenta Luciano. No Brasil, o jazz, junto com o samba, foi um dos ritmos que formou a bossa nova.

Para a cantora Selma Batista, uma das histórias mais contundentes do documentário é justamente a do talentoso pianista paranaense Gebran Sabbag. “Além de ter construído um espaço bonito na música da cidade, o Gebbran ainda criou filhos músicos, teve uma hereditariedade”, conta Selma.

O projeto de Música Subterrânea levou cerca de um ano para ficar pronto, entre as pesquisas e a finalização do documentário, e teve como base a pesquisa em jornais, artigos, entre eles os do critico e pesquisador Aramis Millarch, e entrevistas com mais de 30 músicos curitibanos e de fora da cidade. “Trata-se de um projeto super importante para a história da cidade. É o tipo da coisa que ao invés de sair da moda vai se valorizar a cada ano e sua importância vai ser vista mais pra frente“, resume Helinho Brandão,  consultor do documentário e saxofonista da banda Wonka Jazz Project, que se apresentará no lançamento do filme.


Festival de Cinema do Paraná abre inscrições

Postado por wikerson em 12/05/2009 em Festivais
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Estão abertas até o dia 15 de junho as inscrições para o 4º Festival do Paraná de Cinema Ibero Americano. Serão selecionados 12 longas e 21 curtas-metragens para as mostras competitivas do evento, que acontece entre os dias 5 e 11 de novembro, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Os interessados em concorrer ao Prêmio Araucária de Ouro devem consultar regulamento e ficha de inscrição no site www.festivaldecinema.pr.gov.br


Crise não abala o cinema nacional

Postado por wikerson em 11/05/2009 em Bilheterias
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Apesar de ter sofrido alguns períodos de instabilidade no ano passado, o cinema nacional conseguiu encerrar o ano de 2008 com resultados positivos. De acordo com dados divulgados na semana passada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), a participação de filmes brasileiros no circuito do cinema nacional manteve a média de 10,16% - algo similar ao período da retomada.

Em 2008, mais de nove milhões de espectadores foram às salas de cinema para assistir à produções nacionais, o que acabou gerando uma renda de R$ 70 milhões. Em comparação com o faturamento obtido pelas produções estrangeiras (R$ 660 milhões), o montante ainda é pequeno. Apesar disso, a força da mídia cinema em 2008 acabou superando as expectativas, já que, com a ameaça da crise econômica, houve uma tendência de esvaziamento das salas de cinema do País.

De acordo com a Ancine, os bons resultados devem-se principalmente aos preços relativamente menores do ingresso para filmes nacionais (que possuíram, em 2008, um custo médio de R$ 7,68, contra R$ 8,11 das produções estrangeiras) associado a uma campanha do governo que visava incentivar o público a prestigiar os filmes brasileiros. Um exemplo dessas iniciativas foi a criação do programa Vá ao Cinema, feito pela Secretaria da Cultura de São Paulo, que distribuiu ingressos gratuitamente, no interior do Estado.

Para esse ano, a expectativa de público que a Ancine projeta é ainda melhor, uma vez que, apenas nos quatro primeiros meses de 2009, foram comercializados 80% do total de ingressos vendidos no ano passado. O grande sucesso de bilheteria Se eu Fosse Você 2 é apontado como um dos responsáveis pela lotação das salas de cinema nesse começo de ano. Além da boa média, a Ancine também aposta no “Vale-Cultura” - benefício previsto pelo governo para incentivar a população a freqüentar os cinemas - e nas mudanças da Lei Rouanet para garantir um bom desempenho da mídia cinema no restante do ano.

As informações são do site Meio & Mensagem.


[Crítica] - Star Trek

Postado por wikerson em 10/05/2009 em Críticas
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J. J. Abrams surgiu para o mundo do cinema na década de 90 como roteirista. Seus primeiros trabalhos demonstraram uma certa versatilidade, mas nada que chamasse muita atenção. Foi assim na comédia Milionário Num Instante, em 1990, no bom drama Uma Segunda Chance, estrelado por Harrison Ford em 1991, e em Eternamente Jovem, estrelado por Mel Gibson em 1992.

Seu primeiro flerte com a ficção científica veio acompanhado de um sucesso, embora de qualidade duvidosa. É de J. J. Abrams o roteiro do açucarado Armageddon que, entre outras coisas, serviu para vender bastante trilha sonora (quem não se lembra da canção “I don’t wanna miss a thing”, que martelou por meses nas rádios na voz de Steve Tyler e o seu Aerosmith).

E foi atraído pelo gosto do açúcar que J. J. Abrams caminhou para a TV, criando a já extinta e, de certa forma, bem sucedida série Felicity em 1998, onde contava as aventuras e desventuras de uma jovem universitária. Até que em 2004, algo mudaria sua vida.

Foi nesse ano que o seriado Lost entrou no ar. Da noite para o dia, Lost se tornou um fenômeno cultural, arrebatando milhões de fãs e, praticamente, fazendo renascer o gosto pelas séries, numa proporção que, pelo menos até agora, só tem crescido.

O sucesso o habilitou a dar as cartas pela primeira vez no mundo de Hollywood. Assim, em 2006 Tom Cruise entregou em suas mãos Missão Impossível 3, e o nova-iorquino Abrams não decepcionou. Um ano depois, e inspirado na sua própria criação, levou aos cinemas sua criatura em Cloverfield - Monstro. O filme dividiu opiniões, mas seu impacto foi unânime.

E foi com essas credenciais que J. J. Abrams chegou ao mundo de Jornada nas Estrelas. O que alguém, assumidamente “não-fã” da série que atravessou quatro décadas e segue cultuada como um objeto de devoção por milhões de “trekkers” no mundo, poderia fazer por uma franquia que sobrevivia na UTI, bastante adoecida por uma recente safra ruim de filmes, e alimentada apenas pelas fartas glórias do seu passado?

Bem, Abrams aceitou o desafio. E como quem dá as cartas em um jogo ousou transgredir e romper com o “cânone” sagrado dos fãs, evidentemente, encontrando muita resistência. O resultado de tudo isso? “Completamente ilógico, mas fascinante”, para usar as palavras consagradas por Spock na série original.

É impossível não se arrepiar ao ouvir o clássico tema de Star Trek, agora com um novo arranjo, mais moderno e suntuoso, ainda nos créditos de abertura do filme. A sensação que temos é a de que reencontramos um velho amigo, de longa data, que passou por maus bocados, mas que se apresenta ali outra vez na tela grande como uma serenidade e um vigor que os anos não parecem ter sido capazes de destruir.

O som de um alarme, cuidadosamente inserido em um momento de silêncio, nos remete diretamente a um passado não tão longínquo (aliás, na cronologia da série, a um futuro muito distante) e, assim, mergulhamos nos últimos instantes da nave estelar USS Kelvin, comanda pelo capitão Robau e, em seguida, por George Kirk que, à bordo de uma nave condenada por um ataque romulano, oferece o seu sacrifício em troca da vida da tripulação.

É o seu ato heróico que ecoará na próxima geração e é justamente motivado por ele que o seu jovem e rebelde filho, James T. Kirk (Chris Pine) é sabiamente conduzido à academia da Frota Estelar pelo Capitão Pike (Bruce Greenwood).

E é aqui neste prelúdio, onde Kirk conhece o Dr. McCoy (Karl Urban) e Spock (Zachary Quinto), nunca visto até então, que se revelam alguns dos mistérios mais sagrados da série, e onde também há o maior número de “licenças poéticas” em prol da história que Abrams julgou ser mais relevante contar.

A mitológica trapaça de Kirk no intransponível teste conhecido como Kobayashi Maru é mostrada em todos os seus detalhes – inclusive dando os devidos créditos ao seu criador (que deve causar mais espanto que o teste em si). Na trama, o resultado do teste é de suma importância, uma vez que é ele quem irá estabelecer os conceitos inicias nas relações dos principais nomes da futura tripulação da Enterprise.

A ironia fina, tão característica na série clássica, aqui também encontra espaço e consegue, de forma satisfatória, fazer com que o espectador se envolva com o lado humano dos personagens, deixando de lado até mesmo toda a tecnologia e “ficção científica” propriamente dita.

À bordo da Enterprise – às custas apenas de sua vontade – Kirk se mostra ousado, abusado, inteligente e ansioso por fazer a diferença, tamanha é a auto-confiança e petulância com que discute, de igual pra igual, com o capitão e com seus superiores.

O resultado é um personagem carismático que, sem dúvida, caberia como uma luva no passado do capitão Kirk de William Shatner, um homem de personalidade forte e que sabe conciliar a inteligência e o aconselhamento dos seus dois imediatos.

Assim como o trio, Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin), Uhura (Zoe Saldana) e Scotty (Simon Pegg), se apresentam muito bem, tendo muito mais destaque do que tiveram seus personagens no passado, e sendo igualmente colaborativos e protagonistas, e não meros coadjuvantes à mercê do comando ou da própria nave. Todos têm sua vida própria na trama e são suas particularidades que fazem da nova tripulação uma equipe, no melhor sentido da palavra. Mesmo Eric Bana, um ator do quem tenho algumas ressalvas quanto seu trabalho, encarna o vilão Nero naquele que é, até aqui, talvez a sua melhor atuação na carreira, o que é o suficiente para colocá-lo no mesmo nível do espírito do elenco.

Aliás, “equipe” parece ser o segredo de Star Trek. Além do ótimo roteiro tudo parece funcionar muito bem. Os efeitos especiais – sem dúvida os mais belos já vistos em toda a história da franquia – trabalham em função do filme e não, sobrepostos ou como referências dela. O mesmo acontece com o som, que tem um papel fundamental na produção. Ainda quando da sua ausência (nas cenas de batalha, onde a câmera nos coloca “no espaço” fora da nave, conseguimos perceber pelo som a diferença de ambiente, criando mesmo uma sensação de vácuo e, conseqüentemente, uma quebra no acelerado ritmo do filme, necessária para que o espectador possa tomar fôlego em embarcar em uma nova sequência).

A cereja do bolo fica por conta da trilha sonora. Composta por Michael Giacchino (que curiosamente começo sua carreira compondo trilha para jogos de vídeo game e é mais conhecido também por seu trabalho em Lost), as canções são inspiradas na trilha original criada por Alexander Courage, que vão do suave ao grave de uma maneira sutil e bastante pertinente às cenas.

Mesmo se permitindo realizar várias quebras na literatura “trekker”, talvez seja de Abrams a maior homenagem às suas origens. A participação de Leonard Nimoy, a própria personificação do Spock, não é secundária, mas de suma importância. Seu personagem não está ali para ser homenageado ou para constar nos créditos. Sem ele, todas as quebras de paradigma, as viagens no tempo propostas e as realidades alternativas não só não seriam possíveis como, também seriam inverossímeis e tornariam Star Trek um monstrengo confuso, já que lá por 1h20 de filme a produção caminha sobre uma linha tênue para não dar um nó na cabeça do espectador.

Ver Nimoy dando vida novamente a Spock e utilizando algumas falas cuidadosamente extraídas de outros filmes e séries, e ainda se permitindo algumas sacadas originais, emociona e justifica o que, em tese, seria injustificável.

Sim, Star Trek está de volta. Revitalizado, renovado e no melhor de sua forma, com uma garantia de que sua vida em meio aos novos fãs deverá ser longa e próspera nos próximos anos. E essa renovação, acontece, como toda a série, de uma maneira singular: é olhando com carinho para seu o passado que Jornada nas Estrelas se reencontra com o seu futuro.

Nota 9,0.


Inscrições abertas para a 6ª edição do PUTZ!

Postado por wikerson em 07/05/2009 em Festivais
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Estão abertas as inscrições para o 6º PUTZ! Festival Universitário de Cinema e Vídeo de Curitiba. Até o dia 15 de maio, estudantes de todo o país podem se inscrever gratuitamente pelo site www.putz.ufpr.br, nas categorias ficção, documentário, trash, videoclipe, experimental/ arte, publicitário, institucional e reportagem. São aceitos vídeos produzidos a partir de 2006, com formato de exibição em DVD.

Além das premiações tradicionais do PUTZ!, os participantes podem publicar o vídeo na Internet e concorrer ao inédito Prêmio Especial 91Rock, selecionado pelos colunistas e blogueiros do site 91Rock. E pelo segundo ano consecutivo, valendo uma bolsa integral do curso de Cinema Digital, será entregue o Prêmio Estímulo Centro Europeu.

O 6º PUTZ! será realizado de 11 a 14 de junho, no Sesc da Esquina, em Curitiba, com mostra dos vídeos selecionados e debates entre os realizadores.


Sai a lista de indicados ao MTV Movie Awards

Postado por wikerson em 04/05/2009 em Premiações
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A MTV anunciou nesta segunda a lista dos indicados para o MTV Movie Awards, prêmio anual concedido pela emissora às “melhores” produções do cinema. A esolha dos vencedores será feita pelos internautas - que podem votar nas categorias no site da premiação até o dia 27 de maio.

Vale lembrar que a premiação da MTV não é nada convencional e indica, em geral, filmes de qualidade duvidosa, mas que se saíram bem nas bilheterias. É o caso de Crepúsculo, por exemplo, que lidera o número de indicações, e High School Musical 3 - Ano da Formatura, também indicado para melhor filme.

Confira todas as categorias e indicados:

Melhor Filme
Batman: O Cavaleiro das Trevas
High School Musical 3: Ano de Formatura
Homem de Ferro
Quem Quer Ser um Milionário?
Crepúsculo

Melhor Interpretação Feminina
Angelina Jolie, O Procurado
Anne Hathaway, Noivas em Guerra
Kate Winslet, O Leitor
Kristen Stewart, Crepúsculo
Taraji P. Henson, O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Interpretação Masculina
Christian Bale, Batman: O Cavaleiro das Trevas
Robert Downey Jr., Homem de Ferro
Shia LaBeouf, Controle Absoluto
Zac Effron, High School Musical 3: Ano de Formatura
Vin Diesel, Velozes e Furiosos 4

Melhor Revelação Feminina
Amanda Seyfried, Mamma Mia!
Ashley Tisdale, High School Musical 3: Ano de Formatura
Freida Pinto, Quem Quer Ser um Milionário?
Miley Cyrus, Hannah Montana: O Filme
Vanessa Hudgens, High School Musical 3: Ano de Formatura
Kat Dennings, Uma Noite de Amor e Música

Melhor Revelação Masculina
Robert Pattinson, Crepúsculo
Taylor Lautner, Crepúsculo
Ben Barnes, As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
Dev Patel, Quem Quer Ser um Milionário?
Bobb´e J. Thompson, Modelos Nada Corretos

Melhor Performance Cômica
Amy Poehler, Uma Mãe Para o Meu Bebê
Anna Faris, A Casa das Coelhinhas
James Franco, Segurando as Pontas
Jim Carrey, Sim Senhor
Steve Carrell, Agente 86

Melhor Vilão
Derek Mears, Sexta-Feira 13: Parte 11
Dwayne Johnson, Agente 86
Heath Ledger, Batman: O Cavaleiro das Trevas
Johnathon Schaech, Prom Night
Luke Goss, Hellboy II: O Exército Dourado

Melhor Luta
Anne Hathaway vs. Kate Hudson em Noivas em Guerra
Christian Bale vs. Heath Ledger em Batman: O Cavaleiro das Trevas
Ron Perlman vs. Luke Goss, Hellboy II: O Exército Dourado
Robert Pattinson vs. Cam Gigandet, Crepúsculo
Seth Rogen e James Francos vs. Danny McBride, Segurando as Pontas

Melhor Beijo
Angelina Jolie e James McAvoy em O Procurado
Freida Pinto e Dev Patel em Quem Quer Ser um Milionário?
James Franco e Sean Penn em Milk: A Voz da Igualdade
Kristen Stewart e Robert Pattinson em Crepúsculo
Paul Rudd e Thomas Lennon em Eu Te Amo, Cara
Vanessa Hudgens e Zac Effron em High School Musical 3: Ano de Formatura

Melhor Momento “WTF (What the fuck!!??)”
Amy Poehler, Uma Mãe para o Meu Bebê - urinando na pia
Angelina Jolie, O Procurado - cena final da bala curvada
Ayush Mahesh Khedekar, Quem Quer Ser um Milionário? - cena da fossa com fezes
Ben Stiller, Trovão Tropical - cena da cabeça decapitada
Jason Segel e Kristen Bell, Ressaca de Amor - cena do “rompimento nu”

Melhor Canção
“Jai Ho” - AR Raham, Quem Quer Ser um Milionário?
“The Wrestler” - Bruce Springsteen, O Lutador
“The Climb” - Miley Cyrus, Hannah Montana: O Filme
“Decode” - Paramore, Crepúsculo

Com informações do site Cinema em Cena.

Confira também:
- Coleção Batman
- Crepúsculo
- High School Musical 3
- Homem de Ferro


Encontro em Curitiba reúne fãs de ficção científica

Postado por wikerson em 29/04/2009 em Mostra, Notícias
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No próximo final de semana, em Curitiba, acontece a 1ª Expo Trek. O encontro irá reunir fãs de ficção científica e, em especial, da série e dos filmes Jornada nas Estrelas, que retorna aos cinemas no dia 08 de maio.

O evento está sendo organizado pelo fã clube Federação dos Planetas Unidos. Durante os dias 02 e 03, estarão expostos na Praça de Eventos do Shopping Jardim das Américas, centenas de itens colecionáveis alusivos à franquia, como miniaturas de espaçonaves, bonecos, livros, DVDs, entre outras raridades. Além disso, na programação estão previstos quizzes, sorteios de brindes, perfomance de atores caracterizados e palestras sobre o tema.

A proposta do evento é apresentar ao público um pouco da história de mais de 40 anos da série e, para aqueles que ainda não conhecem, é uma oportunidade para entender o porque de tanto sucesso de Jornada nas Estrelas.

A 1ª Expo Trek terá início a partir das 13 horas, com entrada franca. O evento conta com o apoio do Cineplus Jardim das Américas, dos sites Jornada nas Estrelas, Nerd Curitibano e Portal de Cinema, e da vídeolocadora Vídeo Oro.

Confira a programação do evento:

02/05 – Sábado
13h – Palestra – Jornada nas Estrelas 43 anos.
Palestrante: Carlos Alberto Machado.
Local: Cine Plus – Shopping Jardim das Américas – Sala 01

14h - Abertura do evento, com as exposições de itens colecionáveis de Jornada nas Estrelas e ficção científica.
Local: Hall de exposições do Shopping Jardim das Américas

17h30 – Quizz – com distribuição de brindes

20h - Encerramento

03/05 – Domingo
13h – Palestra – Ficção Científica no Cinema.
Palestrante: Wikerson Landim.
Local: Cine Plus – Shopping Jardim das Américas – Sala 01

14h – Abertura do evento, com as exposições de itens colecionáveis de Jornada nas Estrelas e ficção científica.

16h30 – Quizz - com distribuição de brindes

19h – Encerramento

** Durante o evento, ocorrerão performances de alienígenas de Jornada nas Estrelas no ambiente do shopping.

Serviço:
1ª ExpoTrek
Data: 02 e 03 de maio – das 13h às 20h.
Local: Shopping Jardim das Américas.
Informações: www.federacao.org e contato@federacao.org
Entrada franca.


Semana de Jornada nas Estrelas no Cinevídeo

Postado por wikerson em 28/04/2009 em Mostra
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De 27 de abril até o próximo dia 06 de maio, no Espaço Cultural Cinevídeo, em Curitiba, acontece uma mostra de filmes e episódios das séries de Jornada nas Estrelas. Durante esta e a outra semana serão apresentados os dez filmes da franquia bem como alguns dos episódios mais importantes das série Original, A Nova Geração e Enterprise.

A organização ficou por conta do crítico de cinema Marden Machado e o evento conta com o apoio do fã clube Federação dos Planetas Unidos. As sessões têm entrada franca e acontecem sempre a partir das 17h. O Espaço Cultural Cinevídeo está localizado na Rua Padre Anchieta, 458.

Confira a programação completa da mostra de Jornada nas Estrelas:

27 de Abril
Episódio “The Cage”  - Série Original
Episódio “The City on the Edge of Forever” - Série Original
Jornada nas Estrelas - O Filme

28 de Abril
Episódio “Space Seed” - Série Original
Jornada Nas Estrelas II: A A Ira De Khan

29 de Abril
Jornada Nas Estrelas III: A Procura de Spock
Jornada Nas Estrelas IV: A Volta Para Casa

30 de Abril
Jornada Nas Estrelas V: A Fronteira Final
Jornada Nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida

01 de Maio
Episódios “Unification”, Parts I and II - Série “A Nova Geração”
Episódio “Relics” - Série “A Nova Geração”
Jornada Nas Estrelas: Generations

02 de Maio
Episódio “The Best of Both Worlds”, Parts I and II - Série “A Nova Geração”
Jornada Nas Estrelas: Primeiro Contato

03 de Maio
Episódio “Mirror” - Série Original
Episódio “In a Mirror, Darkly”, Parts I and II - Série “Enterprise”

04 de Maio
Episódio “Tomorrow Is Yesterday” - Série Original
Episódio “Yesterday’s Enterprise” - Série “A Nova Geração”

05 de Maio
Episódio “Amok Time” - Série Original
Episódio “Carbon Creek” - Série Original

06 de Maio
Jornada Nas Estrelas: Insurreição
Jornada Nas Estrelas: Nêmesis


Almanaque traz curiosidades sobre seis décadas de seriados

Postado por wikerson em 27/04/2009 em Livros
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Quem nunca passou horas na frente da televisão (ou do computador) assistindo seriados? Isso também faz parte da rotina do jornalista Paulo Gustavo Pereira, mas ele foi além: reuniu todo seu conhecimento na área e lança este mês o Almanaque dos Seriados, pela Ediouro.

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A publicação é uma verdadeira viagem no tempo, começando pelo Agente 86 e terminado com Desperate Housewives e Heroes, passando por Os Três Patetas, National Kid, I Love Lucy, Feiticeira, Vila Sésamo, Armação Ilimitada, Friends, Os Normais, Lost e muitos, muitos outros.

Fruto de um trabalho que começou no início dos anos 80, o Almanaque dos Seriados relata os mais importantes seriados que passaram na televisão brasileira em um livro recheado de ilustrações, diálogo marcantes e informações de bastidores.

Matar a saudade
Curiosidades como quanto dinheiro Matt LeBlanc tinha em sua conta quando fez o teste para Friends, quantos carros foram destruídos na série Os Gatões, com que freqüência os atores de 24 Horas são convidados a cortar seus cabelos, quais atores recusaram papéis que fizeram sucessos, são algumas das histórias que completam este almanaque.

Dividido por décadas, de 1950 a 2000, o livro traz seriados nacionais e internacionais dos mais diferentes temas. Policiais, faroestes, infantis, românticos, dramáticos; um repertório tão completo que é impossível o leitor não relembrar alguma fase de sua vida e matar a saudade de seus personagens favoritos.

Paulo Gustavo Pereira cresceu assistindo Vigilante Rodoviário, Brigada 8, Zorro, Além da Imaginação, Perdidos no Espaço, I Love Lucy, Viagem ao Fundo do Mar, Bonanza, entre uma dezenas de séries hoje consideradas clássicas dentro da pequena história da televisão no Brasil. Formado em Jornalismo, trabalhou no Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo, Estadão e Jornal do Brasil e hoje é o diretor de redação da revista Sci-Fi News.

Almanaque dos Seriados
Autor: Paulo Gustavo Pereira.
Editora: Ediouro.


Livro mostra curiosidades e segredos de Bollywood

Postado por wikerson em 25/04/2009 em Livros
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Há alguns anos, uma nova estética cinematográfica tem chamado a atenção do público: tramas românticas, roupas coloridas, cenários opulentos e muita música marcam o atual cinema indiano, cuja indústria é conhecida mundialmente como Bollywood.Este é o tema de Diário de Bollywood - curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo. Fruto de uma reportagem especial de vinte dias com visitas a estúdios, sets de filmagem, escolas e casas de atores e diretores em Mumbai, este livro desvenda o funcionamento de Bollywood, mostrando por que ela é a maior produtora de filmes do mundo.

Recheada de fatos curiosos, entrevistas exclusivas e fotografias, a obra traça também um paralelo do cinema indiano com o de Hollywood e o da América Latina.

O autor do livro é o jornalista Franthiesco Ballerini. Ele trabalhou como crítico de cinema do Jornal da Tarde por sete anos e foi colaborador de O Estado de S. Paulo com reportagens especiais e entrevistas de grandes estreias de Hollywood em Los Angeles. Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista, é pós-graduado em história do cinema mundial, colaborou para revistas como Bravo!, Contigo!, Quem e Sci-fi News, e foi colunista cultural da Rádio Eldorado.

Diário de Bollywood - Curiosidades e segredos da maior indústria de cinema do mundo
Autor: Franthiesco Ballerini
Editora: Summus


[Crítica] - O Menino da Porteira

Postado por wikerson em 22/04/2009 em Críticas
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Se você é brasileiro e está lendo essa crítica, certamente, gostando ou não, em algum momento da sua vida já ouviu, nem que seja de relance a canção O Menino da Porteira. Gravada pela primeira vez em 1955, a música se tornou uma das mais emblemáticas do gênero sertanejo, sendo regravada posteriormente por diversos outros cantores e duplas ao longo de mais de meio século.

Porém foi a versão gravada por Sérgio Reis, e que virou filme em 1976, dirigido pelo mesmo Jeremias Moreira, que entrou pra posteridade. À época a produção levou mais de 4,5 milhões de pessoas aos cinemas, público excepcional para os dias de hoje.

A produção retrata um Brasil que já não mais existe. A figura do boiadeiro tocando gado pelo meio do sertão brasileiro deu lugar ao transporte ferroviário e rodoviário, deixando o clima de nostalgia apenas para a tela dos cinemas. Aliás, cinema esse que também não é mais o mesmo. Se o forte das produções sertanejas e populares da época era a presença de público nas salas do interior, hoje nos municípios menores elas praticamente não mais existem – deram lugar em geral a igrejas evangélicas.

Mas porque uma obra tão sertaneja ainda encontra apelo popular, mesmo na cidade grande, onde os cinemas ficaram restritos a shoppings centers? Do maldito ao erudito, o sertanejo se repaginou e encontrou na onda country uma maneira de ser aceito junto ao público jovem. As músicas, que em geral falavam sobre a natureza, ou o gado, passaram a versar sobre o romance, o amor e as festas de final de semana. O ritmo, calcado anteriormente apenas em no máximo duas violas, deu espaço para guitarras, baterias, baixos e outra infinidade de instrumentos.

Então qual o papel de O Menino da Porteira no cinema da atualidade? Poucas pessoas, em especial o público jovem, viram ou lembram da versão de 33 anos atrás. E se a canção ficou marcada, o filme, de roteiro simplório e qualidade técnica sofrível – como infelizmente muito do que se fazia na época no País – caiu no completo esquecimento. Seu resgate não é uma peça isolada.

Desde a retomada do cinema nacional, em 1994, cineastas e diretores brasileiros demoraram para reencontrar uma nova identidade. Dos filmes contestadores abordando a ditadura militar, passando pela explosão de violência no meio e urbano e os relatos de fome e pobreza do Nordeste, foram mais de dez anos para que, na crescente produção nacional, nichos de mercado pudessem surgir. Assim, com o lançamento e conseqüente sucesso de 2 Filhos de Francisco, em 2005, o Brasil que é possível voltar a ter sucesso comercial, com filmes populares, e que tem público cativo. O que, por si só, já é motivo dar crédito a produções como essa.

O filme? Bem O Menino da Porteira continua com o mesmo roteiro simples, ponteado por diversas canções tradicionais sertanejas, na voz do cantor Daniel. Sim, cantor, pois ele não tem formação de ator. Mas sua atuação, nos poucos diálogos a que se submete – já que o seu personagem, o peão de boiadeiro Diogo é quase monossilábico – não compromete. Entre os atores o mérito maior é de José de Abreu, que na figura do major Batista, dono da fazenda Ouro Fino, consegue um personagem equilibrado, com traços caricatos e imponentes que acrescentam muito ao clima da trama.

Nem mesmo o final à moda western atrapalha. Tudo aqui não passa de entretenimento, com muita simplicidade e sem maiores pretensões artísticas. Como sempre foi a filosofia do sertanejo. Como foi um dia, quem sabe o futuro do cinema não esteja novamente no interior? Afinal é só com o aumento de salas nas pequenas cidades, que voltaremos a ter uma boa quantidade de filmes nacionais com bilheterias passando da casa de dois milhões de espectadores.

Nota 7,0.


Crítico da Folha de S. Paulo dará curso em Curitiba

Postado por wikerson em 21/04/2009 em Cursos
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O crítico de cinema da Folha de S.Paulo, Inácio Araújo, irá ministrar um curso em Curitiba no mês de julho. “Howard Hawks, o cineasta do presente” será o tema do evento que acontece nos dias 17, 18 e 19 de julho na Casa Aberta de Cinema.

As vagas são limitadas e o pagamento pode ser parcelado, para incrições até 25 de maio, e há preços promocionais para inscrições até o dia 8 de junho. Mais informações pelo telefone 41 3252-8554 ou através do e-mail casaaberta@julietteeditora.com.br.


[Crítica] - Entre os Muros da Escola

Postado por wikerson em 20/04/2009 em Críticas
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A visão que temos da educação nos países de primeiro mundo é a mais idealizada possível. Acesso gratuito e ensino de qualidade, professores bem remunerados e preparados para lecionar e alunos felizes e interessados em aprender. Afinal o que poderia lhes faltar em termos de qualidade de vida, não é mesmo?

Tudo bem, seu ponto de vista pode não ser tão otimista, mas com certeza, você pode imaginar que a realidade brasileira é muito distante da européia e que temos muito ainda que fazer para podermos nos comparar a países como Alemanha, Itália ou França.

Bem, temos muito que fazer, isso não resta dúvidas. Mas ao assistir a produção Entre os Muros da Escola, temos a plena consciência que os problemas educacionais podem ir muito além das queixas de dificuldade de acesso ao ensino, falta de opções ou qualificações.

Como você reagiria diante de alunos, com diversos problemas pessoais e familiares (e quem não os têm), completamente desinteressados em aprender as conjugações do pretérito imperfeito ou o teorema de Pitágoras? Com você reagiria diante de manifestações claras de indisciplina e agressividade, déficits de atenção, hiperatividade? A melhor solução seria ensinar esses alunos a pensar por si próprios, ou apenas premiar quando acertam a tabuada e punir quando faltam com o respeito? Difícil dizer.

Até mesmo entre os professores não há consenso entre as metodologias de ensino, metodologias de valorização do estudante ou práticas de advertência e punições. Nem sempre o objetivo maior – formar cidadãos e ensinar os alunos a pensarem por si próprios – é levado em consideração. Falta de informação ou mera divergência de opiniões? Um pouco de cada.

Vale uma menção: há uma cena formidável no final do filme, quando o professor Marin, no último dia de aula, pergunta aos seus alunos o que aprenderam durante o ano. A resposta de uma das alunas chama atenção. Quando perguntada se gostava dos livros que lia no colégio respondeu que achava todos inúteis, que preferia escolher por conta própria. Então o professor pergunta: e qual livro que você leu e gostou? “A República, de Platão”, responde a aluna. A resposta não poderia ser mais surpreendente. Sinal que nem tudo está perdido.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, Entre os Muros da Escola se mostra uma contundente “aula” de reflexão sobre as práticas pedagógicas e as diferentes maneiras de se lidar com o problema. Filme obrigatório para professores e educadores e que, não tenho dúvidas, quando sair em DVD deve virar tema de estudo em sala de aula. Imperdível.

Nota 9,0.


[Crítica] - Dia dos Namorados Macabro

Postado por wikerson em 18/04/2009 em Críticas
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Num das primeiras cenas de Dia dos Namorados Macabro uma dos sujeitos que está prestes a morrer, ao avistar uma figura grande, toda vestida com um macacão azul, máscara de mineiro e uma picareta na mão pergunta: Jason, é você? Não era, mas poderia perfeitamente ser.

As semelhanças, em linhas gerais, com a clássica série Sexta-Feira 13 ou qualquer outra franquia do gênero “serial-killer-que-sai-matando-jovens-a-torto-e-a-direito” caem como uma luva aqui. E o remake de Dia dos Namorados Macabro, da década de 80, poderia ser apenas mais um filme de terror, como as dezenas que chegam todos os anos aos cinemas, se não fosse por um porém: a projeção em 3D.

A novidade que parece ser a bola vez para trazer o público de volta às salas de cinema, na realidade, não é tão nova assim. Já na década de 50, o cinema em terceira dimensão fez um relativo sucesso nos EUA. A época a inovação tinha surgido como uma maneira de fazer frente à televisão, que crescia a passos largos. No entanto o 3D não durou muito e caiu no completo esquecimento desde então.

Hoje em dia, com as novas tecnologias, ele pode ser retomado, com mais qualidade, e com produções sendo feitas especificamente como esse propósito. Outra vez ela foi reavivada para fazer frente a alguma coisa, no caso o DVD. Mas é justamente na projeção em 3D que reside o que há de bom por aqui.

Em termos de história e conteúdo não há absolutamente nada de novo, nem tampouco algo que mereça algum destaque. A história é bastante previsível e o final, em aberto, não foge dos padrões dos filmes da atualidade. No entanto, o verdadeiro banho de sangue que se vê, é acentuado, e muito, com a projeção em 3D. A mortes parecem muito mais realistas e, em algumas cenas, tem-se mesmo a nítida impressão que algo vai saltar da tela e cair no colo da platéia.

Sem dúvida, o ponto forte aqui fica por conta da impressão que causa no espectador as cenas concebidas especialmente para funcionarem em 3D. E no final das contas, embora a inovação se resuma a apenas isso, elas mostram-se suficientes para justificar a refilmagem.

Não acredito que o relançamento de filmes antigos, adaptados para essa nova tecnologia, seja o caminho. Porém, produções concebidas especificamente para o formato 3D, devem crescer nos próximos anos. Ainda, embora tenhamos poucas experiências nesse sentido, já da para notar que essa tecnologia pode ser divertida e render bons frutos, se utilizada corretamente. Quem sabe com melhores roteiros e melhores filmes a coisa não tome um rumo definitivo e passe a ser uma realidade em mais cinemas do país.

Por enquanto, como tudo é novo, podemos nos convencer com produções como Dia dos Namorados Macabro. Mas se o 3D quer mesmo alguma coisa, precisa apresentar coisas muito, mas muito melhores.

Nota 7,0.


Em DVD - Apostando no Amor

Postado por wikerson em 16/04/2009 em DVD, Críticas
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Falta alguma coisa em Apostando no Amor. A idéia é bastante interessante e parece um misto de Quem Quer Ser Um Milionário com Show de Truman. Mas com alguns detalhes a mais.

Na produção um cidadão comum francês vence um concurso de perguntas e respostas. Ao vencer sua vida muda e uma representante de uma agência de pesquisas, Claire (Caroline Davhernas, uma gracinha) cai no seu colo. O que ele não sabe é que a partir de então sua casa é monitorada com câmeras por todos os lados e que, todas as opiniões que emite, viram conceitos sobre os próximos produtos a serem lançados.

Se a premissa é interessante, o mesmo não se pode dizer do andamento do filme. Por vezes o humor passa despercebido e o clímax não decola. O resultado são bons conceitos aliados a uma falta de ritmo, que parece melhorar perto do fim, mas desanda de vez com um final bobo e meloso.

Vale, de certa forma, para quem se interessa por estudar comunicação, já que apresenta, sem muitas delongas, alguns conceitos interessantes para reflexão. Mas infelizmente, ao final, fica a sensação desagradável que poderia ter sido melhor.

Nota 6,0.


Estômago é o melhor filme no Oscar do cinema brasileiro

Postado por wikerson em 15/04/2009 em Notícias
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Foi realizada na noite de ontem (14/04) mais uma edição do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro. Considerado o “Oscar” do cinema nacional, esta edição premiou filmes em 27 categorias. Os filmes Estômago e Meu Nome Não é Johhny, foram os grandes destaques da noite. O primeiro recebeu 5 prêmios, incluindo Melhor Filme. Já o segundo levou seis prêmios para casa, o maior número da noite. Confira todos os vencedores:

Melhor Longa-metragem de Ficção Nacional:
Estômago, de Marcos Jorge

Melhor Longa-metragem Nacional pela votação do público:
Estômago, de Marcos Jorge

Melhor Longa-Metragem de Ficção Estrangeiro:
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Melhor Longa-Metragem Estrangeiro pela votação do público:
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Melhor Documentário
O Mistério do Samba

Melhor Filme Infantil
Pequenas Histórias

Melhor Filme de Animação - Menção Honrosa
Garoto Cósmico

Melhor Diretor
Marcos Jorge (Estômago)

Melhor Ator
Selton Mello (Meu Nome Não é Johnny)

Melhor Atriz
Leandra Leal (Nome Próprio)

Melhor Ator Coadjuvante
Babu Santana (Estômago)

Melhor Atriz Coadjuvante
Júlia Lemmertz (Meu Nome Não é Johnny)

Melhor Roteiro Original
Cláudia da Natividade, Fabrízio Donvito, Lusa Silvestre e Marcos Jorge (Estômago)

Melhor Roteiro Adaptado
Mariza Leão e Mauro Lima (Meu Nome Não é Johnny)

Melhor Figurino
Chega de Saudade

Melhor Maquiagem
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Trilha Sonora
Os Desafinados

Melhor Trilha Sonora Original
Meu Nome Não é Johnny

Melhor Direção de Arte
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Edição - Ficção
Meu Nome Não é Johnny

Melhor Edição - Documentário
O Mistério do Samba

Melhor Fotografia
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Som
Meu Nome Não é Johnny

Melhores Efeitos Especiais
Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Curta-Metragem - Animação
Dossiê Rê Bordosa

Melhor Curta-Metragem - Documentário
Dreznica

Melhor Curta-Metragem - Ficção
Café com Leite


Curso de História do Cinema em Curitiba

Postado por wikerson em 07/04/2009 em Cursos
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Começam nesta quarta-feira as aulas do curso “História do Cinema”, que será ministrado pelo professor Tom Lisboa. Entre os assuntos abrodados destaque para a invenção do cinema, o aparecimento da indústria e do som e os movimentos cinematográficos como o expressionismo alemão, construtuvismo russo, neo-realismo italiano, nouvelle vague, cinema novo e dogma 95.

As aulas acontecem nos dias 8, 9 e 10 de abril, das 19h às 21h15. Informações e inscrições pelo telefone (41) 9965-2565. O valor do investimento é de R$ 90.


Wolverine, a pirataria e o fim do cinema

Postado por wikerson em 06/04/2009 em Críticas
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Parecia pegadinha de primeiro de abril, mas não era. De repente milhares de sites na Internet começavam a multiplicar a seguinte notícia: “Novo filme de Wolverine vaza inteiro na rede”.

A 30 dias do lançamento do blockbuster que abre a temporada de verão nos EUA, Hollywood se vê assustada, sem controle sobre as suas próprias produções. Claro a pirataria e download ilegal de filmes já não são nenhuma novidade. Mas é a primeira vez que atinge uma proporção tão significativa.

Para se ter uma idéia nas primeiras 24 horas o site Pirate Bay, um dos mais conhecidos para downloads de arquivos, registrou mais de 20 mil seeders (semeadores de arquivo) com uma média de 50 mil usuários baixando o filme. Já no site Mininova das dez primeiras posições em downloads de filmes, nove eram de arquivos referentes a X-Men Origens – Wolverine.

A Fox Films, distribuidora do filme, afirma ter meio para identificar a fonte que jogou na rede a produção e promete ir até às últimas conseqüências para punir os responsáveis. Mas o impacto – positivo ou negativo – que o fato pode gerar nas bilheterias é incerto. Em 2007 o Brasil enfrentou um caso parecido, com o vazamento do filme Tropa de Elite. No final das contas a produção levou mais de 2 milhões de espectadores aos cinemas e gerou uma enxurrada de mídia espontânea graças ao boca a boca. Nesse caso, o saldo foi positivo.

Mas afinal, de quem é a culpa?

Não tenho nada contra quem vê filmes baixados pela Internet. Mas, por questão de princípio, não verei esta versão de Wolverine – com efeitos inacabados e com cenas faltando. Prefiro esperar a versão final chegar aos cinemas para, aí sim, emitir uma opinião (e no dia 30 de abril pode acessar o Portal de Cinema que você irá conferir a crítica).

É certo que todos poderiam esperar. Afinal, duvido que caia um braço ou alguém morra por esperar mais 30 dias para ver o filme. Mas a causa dessa “agonia” tem como origem a própria Hollywood, com suas mirabolantes campanhas de marketing, que nos levam a crer que “precisamos”, que necessitamos muito ver determinada produção.

A insistência em tentar culpar o usuário pela pirataria também foi um tiro no pé. As campanhas “Pirataria é crime” erraram longe ao comparar um roubo de carro com comprar uma cópia pirata de DVD. Não é bem essa a idéia. A pirataria é errada. É. Fato. Agora, mais do que culpar que compra um produto pirata e preciso conscientizar quem compra produtos assim, e tornar esse consumidor em parceiro, não inimigo.

Além disso, é preciso também mostrar boas intenções e fazer sua parte. Me pergunto até hoje: se os piratas já tem, há pelo menos dois anos, uma eficiente rede na Internet para download de filmes de maneira gratuita e ilegal, porque as grandes distribuidoras até hoje nem sequer ventilaram a idéia de oferecer um sistema similar – pago e oficial – pela Internet? Aposto que se a Universal, a Paramount ou a Fox oferecessem em seus sites, filmes inteiros para download a preços mais acessíveis, teriam público.

Não adianta tentar querer tapar o sol com a peneira. É preciso ter consciência que o consumidor e o mundo está em constante transformação. Cada vez mais as mídias físicas – como o CD, o DVD e o Blu-Ray – estão se tornando dispensáveis. Algumas produções nem saem mais do mundo virtual. Ficam por ali em forma de mp3, mp4 ou qualquer outra extensão que se acomode em um PC ou pen drive.

Se a indústria do entretenimento espera vencer precisa trazer o consumidor para o seu lado e, jogar ao lado dele, tanto nas ações quanto no discurso. Pode até ser muito bom consumir gratuitamente tudo que é entretenimento. Mas se os estúdios e distribuidoras começarem a ter seguidos prejuízos, não tenha dúvida, que não pensarão duas vezes antes de deixar de fazer filmes de orçamento caro ou superproduções. Hollywood é uma máquina movida a lucro, sem lugar para nostalgias ou paixões. E se os grandes decidirem não querer fazer mais filmes? Melhor nem imaginar.


Revista Set é cancelada

Postado por wikerson em 02/04/2009 em Notícias
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Uma notícia triste para os aficcionados por cinema. A Revista Set, mais antiga publicação sobre cinema do país, com mais de 21 anos de circulação, acaba de ser cancelada pela Editora Peixes. A informação foi publicada a instantes no site Omelete e cita como fonte o seu editor, Roberto Sadovski. Segundo ele a edição que deveria chegar às bancas no mês de abril está pronta (confira a capa na foto acima), mas não chegará às bancas e aos assinantes.

Particularmente cresci lendo essa revista. Tenho diversas edições dela, fui assinante por um período, e guardo com carinho muitos exemplares com belas capas. Em uma época que não existia internet Set acabou se tornando uma referência quase que obrigatória para todo aquele que quisesse saber das novidades sobre cinema.

Sua saída do mercado - se de fato for confirmada e nenhuma outra editora se interessar em dar continuidade ao título - deixará uma enorme lacuna, uma vez que Set é praticamente a única publicação do segmento no país.

Deixo aqui o meu muito obrigado a todos os que passaram pela redação dessa revista ao longo dos anos e desejo sorte a todos os colaboradores da atual edição - Roberto Sadovski, Ricardo Matsumoto e Rodrigo Salem - e espero que em muito breve possamos ter novamente no mercado brasileiro um novo título no gênero.


Paramount já trabalha em Jornada nas Estrelas 12

Postado por wikerson em 31/03/2009 em Notícias
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O décimo primeiro filme de Jornada nas Estrelas está previsto pra estreiar em 8 de maio e, ao que parece, a Paramount está certa de que ele realmente será um sucesso. Tanto que nos bastidores já iniciou os trabalhos para um décimo segundo filme.

A informação foi divulgada pela revista Variety. Segundo o site da publicação a nova produção já tem uma equipe de roteiristas contratada e estreía prevista para 2011. A idéia do estúdio é que o novo roteiro possa estar pronto até o final do ano.

Orçado em US$ 150 milhões, Jornada nas Estrelas 11 já gastou outros US$ 150 milhões apenas em publicidade e é um dos cinco filmes mais caros - e mais aguardados - de 2009.


Crepúsculo vende 3 milhões de DVDs em um dia

Postado por wikerson em 30/03/2009 em DVD, Notícias
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O fenômeno de Crepúsculo não pára de dar mostras que veio definitivamente para ficar. Em seu lançamento em DVD nos Estados Unidos, vendeu nada menos que 3 milhões de unidades em apenas um dia.

Os número colocam Crepúsculo como um dos cinco filmes mais que mais venderam DVDs no dia do seu lançamento, ao lado de Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, Batman - O Cavaleiro das Trevas, Harry Potter e a Ordem da Fênix e Transformers.

A produção faturou ainda mais US$ 380 milhões nos cinemas de todo o mundo (o filme foi lançado em dezembro e, até hoje, ainda está em cartaz em Curitiba) e já tem outras duas continuações confirmadas.


Filmes pornô baseados em sucessos do cinema

Postado por wikerson em 23/03/2009 em Humor, Notícias
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A indústria do cinema pornô não perde tempo mesmo. Agora está na moda sempre que alguém fica famoso receber uma porposta pra “estrelar” uma produção do gênero, seja como uma ativa atriz principal ou mero ator coadjuvante passivo.

Os sucessos do cinema mundial também viraram motivo de paródia pelo mundo afora e não é de hoje. No Brasil alguns títulos são simplesmente hilários. Não vi nenhum deles para afirmar, mas com certezas as referências se limitam ao título ou a uma cena de alguns poucos minutos. Na maior parte do tempo o que deve rolar é sacanagem mesmo.

Confira alguns deles:

Analconda (Anaconda)
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabaço (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça)
A Mão que Balança o Bráulio (A Mão que Balança o Berço)
A Puta de Blair (A Bruxa de Blair)
Branca de Neve e os 7 Anais (Branca de Neve e os 7 Anões)
De Costas Para o Futuro (De Volta Para o Futuro)
Duro de Sentar (Duro de Matar)
Edward Mãos de Pênis (Edward Mãos de Tesoura)
Ela Goza, Eu Gozo (Ela Dança, Eu Danço)
ET o Sexaterrestre (ET, O Extraterrestre)
Fuckest Gump (Forrest Gump)
Gozada nas Estrelas (Jornada nas Estrelas)
Jogos Anais (Jogos Mortais)
Jorrada nas Estrelas (Jornada nas Estrelas)
Jurassic Peitos (Jurassic Park)
Metrix (Matrix)
O Colecionador de Vulvas (O Colecionador de Ossos)
O Exterminador do Pau Duro (O Exterminador do Futuro)
O Grande Picão Branco (O Grande Dragão Branco)
O Massacre da Pica Elétrica (O Massacre da Serra Elétrica)
O Penetrador do Futuro (O Exterminador do Futuro)
O Quarteto Fodástico (O Quarteto fantástico)
O Senhor dos Anais: A Irmandade do Anal (O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel)
Orgia Mecânica (Laranja Mecânica)
Penetras Bons de Pica (Penetras Bom de Bico)
Picanic (Titanic)
Pornóquio (Pinóquio)
Putanas de Pijamas, O Filme (Bananas de Pijamas)
Sex Trek - The Next Penetration (Jornada nas Estrelas - A Nova Geração)
Transando na Chuva (Cantando na Chuva)


Darth Vader está com câncer

Postado por wikerson em 21/03/2009 em Notícias
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O ator David Prowse, que interpretou o personagem Darth Vader nos três primeiros filmes da saga Star Wars, anunciou que está com câncer de próstata.

Aos 73 anos, Prowse, que mora em Londres, há dois meses se submete a radioterapia e vem tendo bons resultados no tratamento.


Você sabia que Clodovil atuou em 3 filmes no cinema?

Postado por wikerson em 20/03/2009 em Notícias
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Morreu nesta terça-feira (17) o deputado, apresentador de TV e estilista Clodovil Hernandez, vítima de um AVC. Polêmico e talvez uma das personalidades brasileiras mais imitadas da história da TV, resistiu com muito bom humor as inúmeras brincadeiras e piadinhas das quais foi alvo, pelo fato se ser homossexual.

Mas o que pouca gente sabe é que Clodovil já fez algumas aparições no cinema. Foi no início da década de 70. Clodovil participou de três longa-metragens. Em 1971 apareceu no filme Lua-de-Mel e Amendoim, comédia dirigida por Fernando de Barros e Pedro Carlos Rovai. A produção é dividida em dois episódios, um no RJ e outro em SP, e como muitos filmes da época trata-se de uma comédia erótica (pornochanchada). Clodovil, que interpreta ele mesmo, foi ainda o figurinista do filme.

Em 1972 participou de dois filmes: Paixão de Um Homem e A Infidelidade ao Alcance de Todos. O primeiro foi estrelado pelo cantor Waldick Soriano, que interpreta um filho de dono de garimpo que é expulso da cidade ao cair em uma armadilha preparada por seu irmão adotivo.  Já o segundo filme é uma comédia erótica, divida também em duas partes - os episódios “A Transa” e “A Tuba” - e conta com a participação de Raul Cortez. Nesta última produção Clodovil também foi figurinista.

Estlista de sucesso Brasil nas décadas de 60 e 70, Clodovil foi figurinista ainda no filme O Corpo Ardente, dirigido por Walter Hugo Khouri em 1967.


Rihanna pode estrelar remake de O Guarda-Costas

Postado por wikerson em 19/03/2009 em Notícias
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A cantora Rihanna pode ser a protagonista de um remake do clássico “O Guarda-Costas“, no qual faria o papel que coube na época a Whitney Houston.

Rihanna, que esteve nas manchetes nos últimos meses por causa da agressão da qual foi vítima por parte de seu namorado, o também músico Chris Brown, também teve seu nome ligado a uma futura sequência de “As Panteras” ou a outro projeto no qual a jovem artista poderia fazer par com o cantor Justin Timberlake.A informação é do jornal americano Daily News.


Corinthians lança documentário “Fiel” nos cinemas e em DVD

Postado por wikerson em 18/03/2009 em Notícias
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Os clubes de futebol brasileiros perceberam que não é só ao estádio que podem levar público, mas também aos cinemas. Nos últimos anos vários times lançaram em DVD - e em cinemas de suas cidades - produções relativas a seus últimos títulos. Agora chegou a vez do Corinthians lançar o seu primeiro filme.

FIEL é um documentário longa-metragem feito por, com e para corinthianos. Focado nos anos de 2007 e 2008, o filme acompanha o time e sua torcida em seu momento mais difícil, a queda para a série B e o retorno para a série A.A direção é de Andrea Pasquini, com roteiro de Marcelo Rubens Paiva e Serginho Groisman. O filme já está disponível em pré-venda em DVD e deve ser lançado em alguns cinemas de São Paulo. Não há confirmação se a produção chegará as telas de todo o país.