Bate-papo com Julião, da Caveira
Posted by admin on Março 20th, 2009 filed in Henrique DomenicoJulio Cesar Sobota tem 39 anos, vinte e seis destes vividos dentro da Torcida Organizada Os Fanáticos, sendo os últimos dez como presidente. Em 2008, foi eleito vereador de Curitiba com 4041 votos e considerado por muitos analistas políticos a maior surpresa da eleição. Julião, como é conhecido, bateu um papo comigo ontem na sede da torcida. Por mais de duas horas falou sobre política, torcida organizada e, claro, sobre o Atlético. Confira abaixo.
Henrique Domenico: O Julião da Caveira foi eleito ano passado com mais de 4 mil votos. Foi uma surpresa pra você?Julião: Vou ser sincero. Eu não esperava a quantidade de votos que tive. Só na torcida, havia outros cinco candidatos e eu sabia que ia dividir voto e ficaria difícil. Além disso, gastei muito pouco.
HD: Por que acha então que as pessoas lhe escolheram para vereador? Teve alguma promessa de campanha?Julião: As pessoas votaram em mim porque sabem que podem confiar na pessoa Julião. Nunca prometi nada e nem pedi dinheiro pra ninguém. Não falava que faria coisas que sabia que seriam impossíveis. Quem votou em mim tinha certeza apenas que meu jeito é de ser honesto e fazer sempre o bem. E é o que estou tentando fazer, ajudar no que é possível a população de Curitiba.
HD: Acha que só os votos de atleticanos foram suficientes para sua eleição? Julião: Com certeza os atleticanos que me elegeram, imensa maioria de votos deles. Mas tenho convicção que alguns torcedores de outros clubes votaram em mim também.
HD: Qual a bandeira do Julião vereador?Julião: A cidade tem alguns problemas que nós temos que tentar ajudar a combater. O problema do crack é gravíssimo, por exemplo. Temos que fazer de tudo para acabar com isso aqui. É complicadíssimo. Tem a educação, tentar inserir a população afastada novamente na sociedade. Dar um maior apoio ao esporte amador. Inserir crianças carentes no esporte é uma grande saída. A Câmara tem muita gente boa querendo ajudar. Muita gente comprometida com a melhoria da população.

HD: Falando um pouco de Atlético. Antes o clube era comandado por Mario Celso Petraglia e agora por Marcos Malucelli. Como você avalia a eleição do final do ano passado e a mudança de direção do clube? Julião: Na administração Petraglia, nós da torcida nunca tivemos diálogo com ele. Aliás, ele nunca teve diálogo com ninguém. Fugiu da imprensa, fugiu da torcida. Tenho certeza que todo o torcedor – e estou me incluindo aqui - é muito grato ao senhor Petraglia pelo histórico dele, pelo que fez para o Atlético estar aonde está. Pena o fato dele(MCP) ser tão arrogante porque poderia estar ainda melhor. Ele e o Atlético. A eleição foi ótima para o clube.
HD: A torcida não se posicionou do lado de ninguém publicamente. E internamente, teve alguma orientação? Julião: Absolutamente. A TOF ficou do lado do Atlético na eleição, completamente neutra, sem defender A nem B. Todos aqui podiam votar em quem quisessem, não foi feita nenhuma orientação, campanha, nunca foi feito nada. Os dois candidatos vieram conversar conosco e, de maneira muito civilizada. Tanto o Gláucio Geara como o José Henrique de Faria vieram na sede. O Geara sempre nos tratou com respeito, que é a grande diferença perante a diretoria antiga. Foi muito legal mesmo.
HD: Pelo jeito, o respeito continuou depois de vencerem a eleição, certo?Julião: Quando a chapa do Malucelli ganhou, a gente achava, de verdade, que seria a mesma coisa. Mas, que ótimo, não foi. O respeito continuou completamente. Todo mundo já viu o Marcos Malucelli mesmo antes de ser presidente com bandeira, sozinho, em alguns jogos. (Nota do blogueiro: eu mesmo já o vi uma vez em um jogo contra o Paraná Clube na Vila Capanema, sozinho, com uma bandeira do Atlético nas costas, muito antes de ser presidente). Ele é um atleticano de verdade. Tanto que trouxe vários outros atleticanos que estavam afastados como (Edilson) Thiele, o (Roberto) Karam. Até o Ênio(Fornéa), que nem gosta muito da gente, mas faz um trabalho excepcional lá dentro. E é isso que importa pra gente. Se nos tratarem com respeito sempre terão o nosso respeito. É a moeda de troca que utilizamos aqui.
HD: Na sua opinião, por que vc acha que o Petraglia se afastou desta nova diretoria se ele fazia parte da chapa de situação?ulião: O Petaglia se sentiu mal porque nessa diretoria ele não seria mais o centro das atenções, o todo poderoso. E se queimou com isso.
HD: Durante a gestão de MCP, a torcida perdeu bateria, bandeira, faixa, criticada publicamente, entre outras atitudes. Quais os defeitos que você detecta de relacionamento do Petraglia com a torcida? Julião: Um dos grandes defeitos dele que eu sempre apontei foi o fato de tentar elitizar a torcida do Atlético. Não tem como dar certo aqui. Claro que o clube precisa da elite, do pessoal da cadeira, sempre vai precisar. Só que o Atlético sempre foi democrático e ele jamais poderia tratar a torcida em geral como tratou. Com os Fanáticos então nem se fala. A falta de respeito dele sempre predominou. Nunca a gestão Petraglia mediu palavras pra falar da gente. Eu nunca fui bem-vindo pelo pessoal da antiga diretoria, nunca. Por causa da sede de poder o grupo do MCP perdeu a mão depois de
HD: Ano passado o time quase foi rebaixado pra segunda divisão do Brasileiro. Alguns torcedores estranharam o fato da torcida não criticar abertamente a direção, na época. É verdade que houve uma trégua entre vocês e Petraglia em um jantar?
Julião: Antes do segundo Atletiba do ano passado (Nota: Final do Paranaense 2008), eu conversei com a Luciana Pombo pra perguntar o que seria feito pra ajudar o time no jogo final que seria na Baixada. Eu me propus a falar com o Petraglia, porque precisávamos de qualquer maneira ajudar o Atlético na final. Tinha certeza que aquele grupo precisava da nossa força. Precisava mesmo. A Luciana Pombo marcou o encontro e eu disse isso para o Petraglia. Foi uma conversa amistosa. Disse que o admirava como empresário e que não gostava do lado atleticano dele. E disse com todas as letras que achava que as pessoas que o cercavam na diretoria como o Mauro Holzmann, o (João Augusto)Fleury e o (Alberto)Maculan eram incompetentes e não ajudavam em nada o Atlético. Falei que a gente queria bandeira, faixa, materiais de incentivo que foram proibidos sem explicação. Em troca ele queria que não quebrássemos cadeiras. Imagina só. Era óbvio que não quebraríamos em hipótese alguma. Do portão pra fora, eu já não poderia responder porque não cabe a mim. Acabou o jogo e nós ficamos lá cantando enquanto o Coritiba comemorava o título. Lá fora, um tumulto enorme. Mas a torcida mesmo ficou lá dentro, cantando e incentivando, como sempre fez. Depois, a Luciana Pombo me ligou para dar parabéns pela postura. Os Fanáticos sempre estarão do lado do Atlético, ganhando ou perdendo.
HD: Esse compromisso era até quando?
Julião: Esse compromisso foi acertado até a última rodada do Brasileiro. Nunca fizemos nenhum acordo para não xingar o Petraglia. Só não fizemos isso porque achamos que poderia prejudicar o time. No estado que o Atlético estava ano passado, precisava de apoio irrestrito. Era pra não desestabilizar, para manter o time focado e buscando as vitórias para não cair. A gente só pensa no bem do time. E assim foi feito.
HD: A torcida organizada acabou de elegê-lo novamente para um novo mandato como presidente. Em sua carta aberta publicada no site, você critica que ninguém se candidatou contra a sua chapa. Por que?
Julião: É que tem muita gente aqui na TOF que diz que está tudo errado. Mas na hora da eleição, ninguém vem se candidatar. Aqui é democrático. Se seguir o estatuto da torcida, pode se candidatar tranquilamente. E mesmo sem eleição, acha que está errado, pode vir falar comigo. Sem problema nenhum.
HD: Chamou-me atenção o fato de apenas 150 sócios em dia terem votando. O que fazer para aumentar o número de sócios em dia nas torcidas organizadas?
Julião: É muito complicado. O torcedor, em geral quer algo em troca, algo mensurável. Alguns querem apenas carteirinha da torcida. Paga uma mensalidade e nunca mais vem. Uma pena. O sócio tem direito a descontos na loja, descontos em viagens e tem que ter na cabeça que a torcida organizada que ele se orgulha de vestir camisa e cantar no estádio precisa pagar contas e comprar materiais para fazer todas essas festas que o pessoal adora ver. Acredito que teremos mil sócios em dia na nossa torcida em breve.
HD: Como vocês controlam a ação de baderneiros?
Julião: Na sede, tentamos de tudo. Instalamos agora câmeras em todo o lugar aqui dentro. Foge um pouco o controle em dia de jogo, que passam cinco mil pessoas por aqui. Fica muito difícil controlar. Mas a sede é um ambiente muito bacana para todo torcedor seja ele juiz, médico ou o torcedor mais simples que é um orgulho nosso. Aqui, nós temos regras e todos são iguais perante elas. O respeito que exigimos é o mesmo que passamos adiante.
HD: A torcida ganha ingressos da diretoria?
Julião: Não só não ganhamos ingresso como não ganhamos nada e não pedimos nada, além de respeito.
HD: Quais os jogadores que você admira da história do Atlético?
Julião: Tenho um ídolo que eu não vi jogar: o Nilson Borges. E admiro muito o Ricardo Pinto e o Lucas.
HD: E a polêmica do momento. Como você vê a ação que o torcedor Ricardo Campelo protocolou exigindo que o regulamento seja cumprido e o líder jogue sete partidas em casa?
Julião: Já teve regulamento pior que foi cumprido. Está escrito, tem que cumprir. Parabéns para o Campelo que é advogado, atleticano e sabe o que faz.
HD: Galato ou Vinícius?
Julião: Galato.
HD: E Geninho, como você o define?
Julião: O Geninho é um paizão, um cara que admiro demais. É como o pai super bacana de um amigão seu. Aquele cara legal que você gosta da companhia. Comandou um título brasileiro nosso e nos salvou ano passado. Não tem o que falar dele, um técnico fantástico e que sempre tratou muito bem nossa torcida.
20/03/2009 em 3:21 pm
Julião é um cara muito bacana, muito justo com os assuntos da torcida. Como vereador, torço para que desenvolva um bom trabalho. Até agora, não vi nada de relevante, mas ainda é cedo para opinar a este respeito…
Eu costumava frequentar a sede da torcida antes dos jogos, mas essa folia de “zona isso”, “zona aquilo” estraga tudo, 90% são moleques metidos a macho, achando que são muita coisa com um “tubão” na mão. E o pior, muitos brigam entre eles! Isso acaba dividindo a torcida, mas enfim, eles que se entendam…
Só espero que a instalação de câmeras na rua diminuam um pouco as encrencas, pois como ele citou na reportagem, o clima DENTRO da sede é maravilhoso.
E dá-lhe Furacão!
20/03/2009 em 3:31 pm
Sem palavras, o Julião é um amigo de anos, um cara competente. E muito diferente do que a maioria por aí pensa.
Parabéns Domenico, muito boa entrevista.
Fui meus amigos, bom final de semana a todos, sejam Atleticanos, coxinhas ou paranitos. Se divirtam que eu irei cuidar das pedras no rin…
20/03/2009 em 3:48 pm
Abraço Sapão!
Fui!
Também!
Hora da Bera!
20/03/2009 em 4:30 pm
Parabéns pela entrevista Henrique !!!
O Julião é um cara que passa uma imagem daqueles caras bederneiros e brigões (já foi nas antigas que eu sei), mais hj é um cara mto simpatico e atencioso com a torcida !
20/03/2009 em 5:02 pm
o problema da baderna é bem isso mesmo, a piazada andando em grupo , com um tubão na mão se achando os homems, só que eles não tem o minimo de respeito com ninguem, principalmente com as mulheres, isso concerteza é o que queima o filme da torcida, pois quando eu morava no norte do parana a primeira coisa que me fez ser um atleticano foi a festa que via pela tv( quando a rpc passava algum jogo do atletico, que naquela época era muito dificil) da torcida fazendo festa com bandeiras , faixas e tudo mais, foi a torcida do atletico que me vez ter admiração pelo time do atletico. abraços
20/03/2009 em 5:05 pm
Era era o Henrique é da cavera, que maravilha de matéria, é bom ver que um presidente de torcida e um vereador de uma capital, seja tão consciente e humilde como o Julio, belas palavras, e muito boa pessoa, se todos atleticanos fossem como ele, nao teriamos babacas que xingam jogadores antes mesmo deles entrarem em campo, Vencer meu Furacão!
20/03/2009 em 8:13 pm
Julião velho de guerra. Meu pai comprou uma camisa da Fanáticos com ele para o dia das crianças. Nunce me esqueço e tenho ela até hoje. Isso uns 20 anos atrás. Figurassa. Muito boa entrevista.
21/03/2009 em 12:12 pm
Parabéns pela entrevista, mandou muito bem!
21/03/2009 em 12:37 pm
Mesmo sendo coxa-branca, parabenizo o henrique pela entrevista e o juliao pela sinceridade nas respostas.
Tinha uma imagem diferente dele.
21/03/2009 em 4:13 pm
Meu amigo Henrique Domenico… Quando vamos comer aquela costelinha borboleta no Tobias??? Parabéns pelos textos e também pela iniciativa da entrevista… E lógico, meu verdão será campeão esse ano novamente!!! Aquele Abraço, Chico
14/04/2009 em 12:48 pm
chama a policia que o terror chego zona sul fanaticos
é nóòis xD
16/10/2009 em 2:39 pm
Oii..gente sou laryssa almeida morro em rio verde goias .pra começar minha historia morei ai em cutitiba com meus pais 7 anos da minha curta vida tenhu apenas 17 anos meu sono e ir no jogo do atletico sempre fui torcedora do atletico desde ke eu me entendo por gente moro mtu longe por isso não tenhu condições de ir pra ii ver um jogoo sempre assisto mais keria ir ao estadio e poder defender a honra do meu amado atletico minha paixão minha vida por favor julião me ajude a realizar meu sonhu .. de uma menina ke sonha em ver seu supe-heroi em acão atletico até morre tof minha paixão
obrigada ;,,
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falar com laryssa seii ke vc’s vão me ajudar