27
ago
2010

SOZINHO É BOM TAMBÉM

Foto: Ffffound

“Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele “vazio no estômago” por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que “é impossível ser feliz sozinho”. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.”

Flávio Gikovate, em entrevista para a Veja. Leia a entrevista completa aqui.

* Thanks Milene França

  • 1   Comentários sobre esse Bafon
24
ago
2010

BARRADOS NO BAILE

Olha uma matéria sobre Dress Code das buatchys que eu escreví para a Mixmag, acho que muita gente vai se identificar!

Imagine você: sexta feira à noite, animação na medida, dinheiro no bolso, amigos prontos, roupa nova, banho tomado, cheiroso. Chega na porta da balada e é barrado por um segurança meio mal humorado, que te avisa que com essa roupa você não entra. Mas você e seus amigos (e inclusive, as revistas de moda) não vêem nada de errado no seu look – pelo contrário, toda e qualquer dica de moda diz para você ser diferente, encontrar seu estilo e tal – e você, meio inseguro, resolveu arriscar usar aquele chapéu descolado que acabou de comprar. Tenta conversar com o “camarada” da porta, explicando que é a última moda, aí o cara te dá um olhar enviesado e aponta o dedo na direção de uma plaquinha que diz: “Proibido entrar de boné, regata, chapéu e bermuda. Obrigada, a direção.” E solta um categórico “só entra se tirar o chapéu”. Você, contrariado, tira o chapéu e entra, já que essa é a única solução.

Essa situação acontece com mais frequência do que pensamos. Muitas pessoas já passaram pelo constrangimento de serem impedidos de entrar em algum lugar por estarem usando esse ou aquele acessório. Alguns, possíveis de retirar (no caso do chapéu, boné ou corrente), outros nem tanto, como bermudas e regatas. Uns entram, mesmo contrariados, outros se sentem injustiçados e voltam para casa – ou partem para um outro lugar que aceitem suas escolhas de roupa. Juliana Amato foi uma das que já passaram por esse tipo de situação. “Eu estava de calça jeans e camiseta, como estou sempre, e um coturno. A menina da porta olhou feio e eu disse, tirando um sarro: ‘Pô, eu sempre usei isso, e agora está na moda.’A hostess não queria me deixar entrar e não foi muito educada, não.” disse ela. Hostess são profissionais que recepcionam os convidados e detêm a lista VIP. Se a balada tem o perfil que barra as pessoas não adequadas para o lugar, é ela quem escolhe quem entra ou não. Geralmente tem cara de poucos amigos, usa roupas da moda e escolhe quem entra primeiro. Juliana disse que, se não fosse sua amizade com o dono do club, não teria entrado. “Um amigo, que é um dos donos da balada, veio me buscar. Eu não disse em nenhum momento que o conhecia, só liguei para avisar o ocorrido” completa ela.

Barrar pessoas na entrada não é privilégio brasileiro. Na Europa, clubs tem sua hostess montadas em um look de algum estilista famoso, prontamente escolhendo quem entra ou não na casa. E não adianta chorar: se não estiver de acordo com o estilo que a casa quer, não entra. O exemplo mais vivo dessa cena nos remete imediatamente ao mais lendário de todos os clubs: o Studio 54. Aliás, foi ali que o termo “door police” foi inventado. Steve Rubell, o dono da casa, ficava pessoalmente na porta do club, policiando e escolhendo quem teria o privilégio de se divertir lá. Uma vez dentro, tudo era permitido e com sorte, você ficaria amigo de muitas celebridades. Eram os anos 80 e sexo e drogas eram liberados. Diz a lenda que o club às vezes ficava vazio, com festa para pouquíssimas pessoas, enquanto lá fora, milhares de pessoas disputavam a tapa a atenção de Rubell.

Contribui-se muito o “hype” do Studio 54 a esse door police. Apesar de pouco mais de 20 anos de diferença, sabemos que estamos em épocas diferentes, em países diferentes e sistemas diferentes. Continue reading…

  • 6   Comentários sobre esse Bafon
23
ago
2010

TÔ AMANDO

* Ouvir Madonna antiga

* Cozinhar tortas, bolos, pratos

* O Netmovies, que traz e busca em casa seus filmes prediletos

* O rímel Colossal Volume Express, da Maybelline (bom e barato)

* Tititi e Passione com cenas em Sampa

* Conhecer gente nova, interessante, espontânea

* Ter papos profundos com amigos do coração

* Experimentar maquiagens diferentes

* Fazer a limpa no guarda-roupa e nas gavetas

* O plano Tim Liberty

* Homens cavalheiros (sempre!)

* Sair e não beber. É divertido estar sóbria no meio dos drunks

* Ir em festas à tarde. Podia abrir uma balada que só funciona de dia né?

  • 2   Comentários sobre esse Bafon
18
ago
2010

17 MANDAMENTOS DO TWITTER

O pessoal do Pix fez os 17 mandamentos fundamentais do Twitter. Super funny e essencial!

  • NÃO USARÁS CAPS LOCK EM VÃO!

twitter_capslocka

  • Não cobiçarás os seguidores alheios.

twitter_script

  • Não darás RT em excesso.

twitter_rt

  • Não perguntarás o que é um termo do TTbr.

twitter_ttbr

  • Não roubarás o tuite de outro sem crédito.

twitter_credito

  • Não trollarás… NUNCA! (por favor)

twitter_troll

  • Não pedirás beijo pra celebridades.

twitter_beijo

  • Não terás um avatar que não condiz com a realidade.

twitter_avatar

  • Não corrigirás a grafia de #CORRAO.

twitter_corrao

  • Não floodarás a timeline alheia.

twitter_flood

  • Não compartilharás idas ao banheiro.

twitter_caguei

  • Não pedirás pra ser seguido de volta.

twitter_mesegue

  • Não anunciarás unfollow.

twitter_unfollow

  • Não darás falso RT.

twitter_rtfalso

  • Não compartilhará resultados de Quizzes por DM.

twitter_quizzes

  • Não pedirás ajuda para projetos pessoais.

twitter_projetos

  • Não indicarás toda sua lista de seguidos no #FF.

twitter_ff

Veja aqui o post original.

  • 7   Comentários sobre esse Bafon
8
ago
2010

OPEN PARA…

* Gente que acrescenta energias boas à sua vida

* Novos desafios profissionais

* À ginástica

* Inventar um novo estilo visual

* Cortar o cabelo

* Dormir menos

* Doar tudo que acha que vai usar um dia e nunca usa

* Mudar, sempre

* Ir em mais expôs

* Voltar a frequentar o teatro

  • 1   Comentários sobre esse Bafon
8
ago
2010

HERÓI

Meu pai se chama Akira e tem uma certa veia artística. Ele é o mais velho de 11 irmãos, o que lhe garante respeito da família toda. Ele desenha lindamente e tem uma letra única, forte e refinada. Em casa, ele sempre foi a força, de uma família com 3 mulheres. Quieto, tímido e muito brincalhão, não fala muito mas tem um coração enorme. É orgulhoso e guarda tudo para si. A teimosia é uma de suas características mais marcantes. Adora doces e crianças. Sempre ouviu música pop, lembro de ir com ele em uma livraria para ele buscar as fitas cassetes com a seleção de músicas que ele fazia. E sempre eram ótimas e modernas, todos os ícones pop estavam lá. Meus amigos se surpreendiam, pois no interior de MS só se ouve sertanejo. Sempre foi extremamente rígido comigo e minha irmã. Hoje em dia agradeço, pois nós éramos umas verdadeiras pestes. Adora pescar e faz o melhor sashimi do mundo, me recuso comer em restaurantes pois o dele é incomparável. Com o tempo, fomos nos distanciando um pouco. Ele já não gosta de música pop, nem desenha mais. Nós não somos super próximos, mas apesar disso, ele sempre será meu verdadeiro herói.

E FELIZ DIA DOS PAIS!

  • 3   Comentários sobre esse Bafon
6
ago
2010

O PAÍS DO AGORA!

Um amigo escocês que mora em Londres está de mudança pra Paris por causa do trabalho. Ele é do marketing de uma das empresas mais bafo de moda e disse que está se mudando pra Cidade Luz, mas que queria mesmo era vir morar no Brasil. Disse ainda que todo mundo em Londres só fala em morar no Brasil, tema do momento. Perguntei pra ele o porque e ele disse que por causa do clima, das pessoas e blablabla.

Mas, pensando bem em todas essas declarações de gringos excitados com o Brasil, todo mundo sabe que o país está vivendo um momento muito especial. Não é só a economia estável, a Copa e as Olimpíadas próximas.

É, principalmente, porque a nova identidade do Brasil está sendo descoberta. Temos sim, uma cultura e identidade antiga muito marcante: futebol, carnaval e caipirinha. Hoje em dia, tudo mudou. O carnaval continua rolando todo ano, o futebol que era paixão virou mais business e a caipirinha a gente só bebe quando tá afim. Diria hoje que a identidade do Brasil é moda, cerveja e festivais. Mas é claro que não se limita a isso.

O momento especial que estamos vivendo vem justamente dessa procura pela nova identidade. A sensação de você estar no meio de tudo e poder contribuir para essa descoberta, é maravilhosa. Há uma explosão de criatividade vinda de várias vertentes: street art, design, moda, música e até economia. Tudo borbulha, com erros e acertos de iniciantes. É como um jovem que descobre que tem uma preciosidade dentro de si, mas não sabe exatamente o que. E se o caminho é mais prazeroso do que a chegada, então vamos aproveitar.

  • 9   Comentários sobre esse Bafon
27
jul
2010

MAL ACOMPANHADAS

“Acho que uma mulher sem um homem (marido, noivo, namorado) não está necessariamente só. Existe a família, a amizade, colegas de trabalho. Hoje em dia as mulheres são independentes e, em geral, não precisam de um homem que as sustente. Não me preocupo muito com a situação das mulheres sozinhas, me preocupa infinitamente mais a situação de mulheres mal acompanhadas.” Isabel Allende, escritora

  • 4   Comentários sobre esse Bafon
15
jul
2010

OS MALES DO NÃO DINHEIRO

Todo mundo diz que um dia o dinheiro vai acabar. Claro que não em questão de valor, mas ele, físico. E a gente já vê isso acontecendo. O cartão de crédito, de débito – aliás, minha carteira é cheia de cartões: do banco, do crédito, da locadora de filmes, do metrô, de imprensa, do trabalho e de mil outras coisas. Eu super aderí ao cartão de débito e quase nunca tenho dinheiro em espécie em mãos. Mas se você é, como eu, do tipo que só anda com cartão, saiba que já passei por alguns maus bocados. A última, foi no dia em que fui tirar xerox de uns documentos, no total: R$1,00. Na bolsa, catando as moedinhas: 0,80. Estava perto do Detran e o banco mais próximo era a uns 15 quarteirões. Pensei muito, mas na fila do xerox (a moça do caixa já tava gritando minha senha, com meus documentos prontos) pedí pra moça da minha frente os 0,20. Vergonha master, mas era a melhor solução no momento. Outro dia, viajando de carro com um amigo. Ele, mega desligado, eu, mais ainda, pegando estrada só com cartão, sem dinheiro. O primeiro pedágio foi drama, era R$1,50 e não tínhamos tudo. Resultado? Fiz um cheque no valor de um real e cinquenta centavos! O cara ainda disse: “ixi moça, num fica com vergonha não, já fizeram até de 0,75 centavos!”. Como tinha mais pedágios pela frente, paramos em um posto, compramos umas coisas e tentamos passar a mais para a moça nos devolver em troco. O caixa eletrônico estava fechado (já passava das 22hs) e ela não era autorizada a fazer isso. Esperamos o próximo cliente, que graças a Deus ia pagar em dinheiro e topou nos deixar pagar com cartão a compra deles e dar o dinheiro para a gente. Foi um sufoco, mas a gente riu a viagem toda desse bafon. Depois dessas e outras, aprendí a sempre andar com o velho e ultrapassado dinheirinho no bolso.

  • 6   Comentários sobre esse Bafon
12
jul
2010

BITCH!

Que pode ser traduzido assim.

  • 0   Comentários sobre esse Bafon
7
jul
2010

SÃO SEUS OLHOS…

Os olhos dizem muito de nós. Eles transmitem emoções, podem ficar brilhantes ao ver algo que nos interessa, ou sonolentos quando acontece o inverso. Um olhar opaco é uma das piores coisas de se ver na vida. E não depende do tamanho. Um olho pequeno pode enxergar longe, um olho grande pode ser limitado, um olhar aberto ao mundo é tudo que se pode esperar da vida.

  • 0   Comentários sobre esse Bafon
7
jul
2010

O PERMANENTE E O PROVISÓRIO

O casamento é permanente, o namoro é provisório. O amor é permanente, a paixão é provisória. Uma profissão é permanente, um emprego é provisório. Um endereço é permanente, uma estada é provisória. A arte é permanente, a tendência é provisória. De acordo? Nem eu.

Um casamento que dura 20 anos é provisório. Não somos repetições de nós mesmos, a cada instante somos surpreendidos por novos pensamentos que nos chegam através da leitura, do cinema, da meditação. O que eu fui ontem, anteontem, já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem pra agora, hoje é o meu dia, nenhum outro.

Amor permanente… como a gente se agarra nesta ilusão. Pois se nem o amor pela gente mesmo resiste tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, nossos ataques, nossos preconceitos, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos. O amor se infiltra dentro de nós, mas seguem todos em movimento: você, o amor da sua vida e o que vocês sentem. Tudo pulsando independentemente, e passíveis de se desgarrar um do outro.

Um endereço não é pra sempre, uma profissão pode ser jogada pela janela, a amizade é fortíssima até encontrar uma desilusão ainda mais forte, a arte passa por ciclos, e se tudo isso é soberano e tem valor supremo, é porque hoje acreditamos nisso, hoje somos superiores ao passado e ao futuro, agora é que nossa crença se estabiliza, a necessidade se manifesta, a vontade se impõe – até que o tempo vire.

Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós.

Martha Medeiros

  • 6   Comentários sobre esse Bafon
3
jul
2010

CONTEÚDO

Pensata da Palô #15. Toda semana Erika Palomino – que fechou seu site no começo do ano – escreve uma coluna de opinião para o portal FFW, na qual é editora. A Pensata é publicada no blog do site e sempre relevante. O texto aí acima insirou a @lurex a escrever um texto legal sobre a geração de conteúdo. Leia aqui.

  • 0   Comentários sobre esse Bafon
21
jun
2010

TUDO QUE PRECISAMOS

A campanha da Levi’s Go Forth circulou em 2009 com mensagens do tipo “se joga” e outras frases incentivadoras e foi clicada por Ryan McGinley. A frase dessa imagem da campanha é mara.

  • 1   Comentários sobre esse Bafon
21
jun
2010

TRISTEZA SAUDÁVEL

Às vezes, é bom tirar o dia para ser triste. Algumas pessoas não fazem o tipo emocional, que presta atenção em todas as emoções. Isso não quer dizer que não se tenha sentimentos. Mas, na correria do dia a dia, acabamos os deixando de lado: são tantos compromissos, tantas ideias, vida social, familia, namoros, trabalho, obrigações financeiras, domésticas e pessoais, que acaba não dando tempo de ser triste. Isso, aliás, a gente evita como se fosse uma praga. Ser triste é considerado cafona, frescura ou doença. Mas, somos feitos de carne, osso, sangue, sentimentos, ideias e sensações. Dá para ser triste pelo mundo louco em que vivemos, por toda a mesquinharia à nossa volta, pelas pessoas que não conseguem esconder o quanto nos detestam, pela doença de pessoas próximas, pelo amigo que está passando uma barra, pelo trabalho que não te satisfaz, pela nossa aparência ou até mesmo por não termos coisas que gostariamos. Pensando bem, temos mais razões para ser tristes do que felizes. Não que ser triste seja bom, mas é de alta necessidade. Chorar, exorcizar emoções, sapos engolidos, coisas que a gente guarda lá no fundo e que, se bobear, nem mesmo nós conseguimos achar dentro de nós. Mas ela está lá, e uma hora ou outra, ela vem (e parece, sempre na hora errada) para nos fazer lembrar. Às vezes vem quando estamos com muita raiva, quando somos humilhados, ou também, quando estamos caminhando na rua, ouvimos um som ou sentimos um cheiro e pronto, desabamos. Toda nossa armadura vai por água a baixo. Quando acontece comigo, eu começo a chorar e não páro mais, vou até soluçar. Lembro de tudo o que guardei, das minúsculas às máximas situações. Mas geralmente, precisamos de uma “desculpa” para poder nos emocionar: um filme, uma música, uma foto, um lugar, uma conversa. Tem gente que consegue chorar por qualquer coisa, “até em comercial de margarina”, mas não consegue chorar quando perde alguém, quando o amor termina. Tem gente que não chora por nada, nada mesmo. E guarda tudo para si. Acha que rir é o melhor remédio. Rir é, com certeza, uma das melhores coisas da vida. Mas rir por tudo é muita estupidez. E acho que ninguém é tão vazio para tanto.

  • 7   Comentários sobre esse Bafon